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Os resultados das sondagens aproximam-se à medida que a violência em Moçambique aumenta – DW – 22/10/2024
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Pouco depois das eleições presidenciais e parlamentares em Moçambique a 9 de Outubro, o candidato da oposição Venâncio Mondlane reivindicou a vitória.
Mondlane declarou que era o legítimo vencedor e anunciou, apenas um dia após a votação, que queria iniciar discussões com todos os partidos sobre a formação de um novo governo democrático sob a sua liderança.
A Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), que governa o país desde a sua independência de Portugal em 1975, apresentou Daniel Chapo para suceder ao Presidente Filipe Nyusi, que não foi autorizado a concorrer novamente após completar os dois mandatos permitidos pela Constituição.
Os resultados finais oficiais deverão ser anunciados até 25 de outubro, de acordo com a lei eleitoral nacional.
“O processo eleitoral e a contagem dos votos foram caóticos, registaram os observadores eleitorais inúmeras irregularidades em todo o país“, disse Salvador Forquilha, pesquisador e analista, à DW. Ele acrescentou que a desconfiança mútua domina as discussões políticas na “atmosfera extremamente tensa”.
Ferramentas de intimidação
A situação agravou-se após um incidente em 19 de outubro.
O advogado de Mondlane, Elvino Dias, e Paulo Guambe, um candidato do partido Podemos, que apoiou Mondlane para presidente, estavam num carro no centro de Maputo quando foram cercado por outros veículos e baleado e mortodisseram testemunhas.
Num vídeo publicado no Facebook, Mondlane acusou as forças de segurança de dispararem contra Dias 25 vezes. O funeral de Dias está previsto para ocorrer na quarta-feira.
A União Europeia, os Estados Unidos, a União Africana e as Nações Unidas condenaram os assassinatos e instaram as autoridades a identificar os perpetradores.
Eleições disputadas em Moçambique geram confrontos
Mondlane e os seus apoiantes suspeitaram imediatamente que os assassinatos tinham como objectivo intimidar a oposição. Mondlane rapidamente organizou vigílias e convocou protestos e uma greve geral na Segunda-feira.
Muitas pessoas, especialmente na capital, Maputo, seguiram este apelo. No entanto, policiais fortemente armados dispersaram as multidões que se aglomeravam nas praças da cidade, utilizando gás lacrimogêneo, balas de borracha e até munição real.
Pelo menos um jornalista ficou ferido, informou a mídia, enquanto vários outros, incluindo jornalistas da DW, inalaram gás lacrimogêneo.
Imagens adicionais vistas pela DW mostram pelo menos um manifestante mancando com uma perna ensanguentada após ser atingido por um projétil.
Será que os “assassinatos políticos” provocarão mais violência?
“Os assassinatos dos políticos da oposição Dias e Guambe são um acto bárbaro de um regime que recorre à violência para se manter no poder”, disse Forquilha.
Ele disse temer que os incidentes, juntamente com a resposta aos protestos de segunda-feira, possam provocar uma reação violenta.
Ernesto Nhanale, diretor executivo do MISA-Moçambique, um instituto de comunicação social independente para a África Austral, disse à DW que os acontecimentos dos últimos dias em Maputo foram “abomináveis”.
Assassinatos não resolvidos
Os assassinatos políticos não são incomuns em Moçambique. Desde 2015, o país tem assistido a uma série de assassinatos de intelectuais, activistas, jornalistas e dissidentes políticos perpetrados pelos chamados esquadrões da morte. Analistas afirmam que esses assassinatos têm motivação política.
Por exemplo, o advogado José Capassura disse à DW que o tiroteio de 2015 contra o especialista constitucional franco-moçambicano Gilles Cistac num bairro nobre de Maputo nunca foi resolvido. As circunstâncias que rodearam o tiroteio em 2016 contra o deputado do partido da oposição Renamo, Jeremias Pondeca, também permanecem obscuras.
Em 2019, o activista e observador eleitoral Anastacio Matavele foi morto a tiro. Embora o caso tenha sido levado a julgamento e dois agentes da polícia tenham sido condenados pelo crime, os autores intelectuais do homicídio nunca foram identificados, disse Capassura, que não tem dúvidas de que todos estes homicídios – incluindo os recentes assassinatos de Elvino Dias e Paulo Guambe – foram politicamente motivado.
Resistência à FRELIMO
A oposição, liderada por Mondlane, parece ainda mais determinada a continuar os protestos. Mondlane anunciou na quarta-feira que todo o país ficaria paralisado a partir de quinta-feira.
Vitamo Singano, líder do Partido da Democracia Revolucionária extraparlamentar, que apoia Mondlane, falou segunda-feira na Beira, a segunda maior cidade de Moçambique.
“O povo e a comunidade internacional testemunharam mais uma vez uma fraude eleitoral escandalosa nos últimos dias”, disse Singano.
“Dizemos claramente: nunca reconheceremos uma vitória da FRELIMO. A FRELIMO não foi eleita. Estamos determinados a libertar o nosso país da FRELIMO – mesmo que tenhamos de pagar com as nossas vidas.”
Polícia dispara gás lacrimogéneo em protesto na capital de Moçambique
Editado por: Keith Walker
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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