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Os ucranianos reagem a Trump-Zelenskyy Fracas na Casa Branca-DW-03/03/2025
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A maioria dos ucranianos vem seguindo de perto Visita do presidente Volodymyr Zelenskyy a Washingtononde a Ucrânia e os EUA assinariam um acordo sobre minerais. Do lado americano, deveria abrir caminho para negociações sobre Paz na Ucrânia. Mas uma briga entre Zelenskyy e o presidente dos EUA, Donald Trump, e o vice -presidente JD Vance, virou tudo de cabeça para baixo.
Verdade, armas e garantias de segurança
Volodymyr viatrovych, um deputado do Partido Político Ucraniano Solidariedade Europeia, acredita que Zelenskyy defendeu a verdade sobre a guerra de agressão da Rússia contra Ucrânia Com uma mensagem clara: quem começou a guerra, quem é o culpado e quem é o agressor. No entanto, a Casa Branca não estava com disposição para ouvir essas verdades.
“Trump e Vance mentiram sobre a guerra e queriam que Zelenskyy aceitasse publicamente essa mentira”, escreveu Vjatrovych no Facebook. “É bom que isso não tenha acontecido, porque a verdade é um dos componentes mais importantes da guerra. É claro que também precisamos de armas americanas para poder lutar, mas também precisamos da verdade para entender o que estamos lutando”. Seu colega do partido, parlamentar Oleksiy Honncharenko, por outro lado, criticou o comportamento de Zelenskyy no telegrama, falando de “horror” e um “fim para as relações com Trump”.
O apoio a Zelenskyy foi expresso por seus associados mais próximos, incluindo o chefe do escritório do presidente Andriy Yermak, o primeiro -ministro Denys Shmyhal, o ministro do Interior Ihor Klymenko e o chefe dos funcionários do Partido do Povo David Arakhamia. Todos eles enfatizaram a necessidade de garantias reais de segurança para a Ucrânia.
“Segurança significa vida, um futuro sem sirenes, sem perdas, sem medo para aqueles que amamos. Sem garantias reais, a guerra voltará. Sempre retorna ao local onde as oportunidades para um novo ataque são deixadas abertas”, escreveu Andriy Yermak sobre o telegrama, agradecendo ao povo americano por seu apoio à Ucrânia. Também no telegrama, Denys Shmyhal escreveu que o presidente ucraniano está certo quando diz que a paz é impossível sem garantias de segurança. “Esta é uma ameaça para todo o continente europeu”, disse o primeiro -ministro ucraniano.
Ucranianos atordoados por um confronto da Casa Branca
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‘Mudanças na geopolítica’
Depois do que aconteceu em Washington, não apenas os EUA e Rússiamas também a Ucrânia teria que sentar -se na mesa de negociação para encerrar a guerra no futuro, de acordo com Serhiy Herasymchuk, do Conselho de Política Externa do Centro de Pesquisa – Prism ucraniano. “A Europa agora também se sentará à mesa, porque a Europa está em grande parte do lado de um lado”, disse ele à DW. Com algumas exceções, chefes de estado e governo europeus por unanimidade expressou seu apoio a Zelenskyy. Nem o Kremlin nem a Casa Branca podem ignorar isso, acredita o especialista.
Ao mesmo tempo, Herasymchuk espera que a reunião leve a “mudanças tectônicas na percepção dos Estados Unidos” em todo o mundo, embora não descarte que alguns países europeus terão uma atitude de esperar e ver. Alguns países do sudeste asiático podem concluir que Washington é um parceiro arriscado para eles, “que é melhor encontrar voluntariamente um terreno comum com a China do que esperar até que se trate de um confronto em que os EUA não os apoiarão”.
Outros, como a Ucrânia, tentariam lutar, disse o especialista. “Espero que a União Europeia e a Ucrânia obtenham resultados positivos juntos nessa luta”, enfatizou, observando que a briga de Zelenskyy com Trump e Vance havia desencadeado uma forte resposta européia. A Europa deve em breve apresentar mensagens claras de apoio à Ucrânia e medidas concretas, disse ele. Ao mesmo tempo, Herasymchuk teme que os EUA agora possam se recusar a fornecer ajuda militar à Ucrânia – embora ele acrescente que os aliados da OTAN poderiam impedir isso.
Discussões sobre mídias sociais
Nas mídias sociais, os ucranianos estão discutindo sobre como Zelenskyy foi recebido na Casa Branca e se ele se comportou corretamente lá. Nataliya Ligachava, editora-chefe do jornal on-line “Detector Media”, defendeu Zelenskyy no Facebook: “Você não pode falar assim com o presidente de um país que já sacrificou milhares e milhares de vidas não apenas por nossa liberdade, mas também pela liberdade, paz e prosperidade do mundo ocidental”.
Ilya Neshodowskyy, diretora do Instituto de Transformação Socioeconômica, também acredita que a Ucrânia foi humilhada na reunião. “Era certo para Zelenskyy defender nossa dignidade, mas foi um erro para ele se envolver em uma discussão”, escreveu ele no Facebook. “O acordo não nos garantiu nenhuma segurança, Trump não queria nos fornecer mais armas antes ou depois deste contrato”. Ele acredita que Trump agora poderia levantar parcialmente o sanções contra a Rússia: Mas então a pergunta surgiria, em troca de quê?
Sergiy Koshman do Movimento Ucraniano “We Are Eropeans” acredita que Trump e os representantes de seu governo fizeram tudo o que puderam para satisfazer seus eleitores na reunião em frente às câmeras. “Há Zelenskyy, que recebeu uma ovação de pé nos parlamentos em todo o mundo civilizado como representante da Ucrânia heróica, e Trump diz abertamente a ele: ‘Você não é nada’ ‘Putin só vai me ouvir’. É claro que você não pode simplesmente aceitar isso”, ele escreveu no Facebook.
‘Uma peça realizada por dois atores’
O jornalista Serhiy Rudenko acredita que Trump percebeu que não será capaz de cumprir suas promessas de campanha a seus eleitores sobre o fim da guerra na Ucrânia, e é por isso que ele quer mudar a responsabilidade por isso para Zelenskyy. “Esta é uma peça realizada por dois atores, Trump e Vance. Eles não precisam de um acordo de minerais. Eles só precisam de um bode expiatório para sua incompetência e covardia diante de Vladimir Putin. É por isso que eles escolheram Zelenskyy”, disse Rudenko.
Os memes comparando a reunião entre Zelenskyy e Trump com uma cena de cinema se tornaram virais nas mídias sociais. Os ucranianos também estão brincando sobre como eles responderiam às provocações do governo dos EUA, com alguns ironicamente coletando dinheiro para o rearmamento nuclear de seu país. Oleh Horocowskyy, co-fundador do Monobank, anunciou que sua campanha de captação de recursos para a produção de armas nucleares havia levantado dois milhões de hryvnias (cerca de 46.000 euros) nos primeiros 30 minutos. Naquela manhã, ele escreveu no Telegram: “10 milhões em 10 horas!”
Em 1994, a Ucrânia, a Bielorrússia e o Cazaquistão renderam todas as armas nucleares em seu território após o colapso da União Soviética à Rússia, assinando o memorando de Budapeste e o tratado de não proliferação. Em troca, os EUA e a Rússia, em particular, garantiram sua integridade territorial.
Este artigo foi originalmente escrito em ucraniano.
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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre
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6 de março de 2026A Ufac integra uma rede de trabalho técnico-científico formada por pesquisadores do Brasil e da França, desenvolvendo trabalhos nas áreas de pecuária sustentável e produção integrada. Também compõem a rede profissionais das Universidades Federais do Paraná e de Viçosa, além do Instituto Agrícola de Dijon (França).
A rede foi construída a partir do projeto “Agropecuária Tropical e Subtropical e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, aprovado em chamada nacional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil. Esse programa iniciou na década de 1970 e, pela primeira vez, uma instituição do Acre teve um projeto aprovado.
Atualmente, alunas do doutorado em Agronomia da Ufac, Natalia Torres e Niqueli Sales, realizam parte do curso no Instituto Agrícola de Dijon, na modalidade doutorado sanduíche. Elas fazem estudos sobre sistemas que integram produção de bovinos, agricultura e a ecofisiologia de espécies forrageiras arbustivas/arbóreas.
Além disso, a equipe do projeto realiza entrevistas com criadores de gado (leite e corte), a fim de produzir informações para proposição de melhorias e multiplicação das experiências de sucesso. Há, ainda, um projeto em parceria com a equipe da Cooperativa Reca para fortalecer a pecuária integrada e sustentável.
Outra ação da rede é a proposta do sistema silvipastoril de alta densidade de plantas, com objetivo de auxiliar agricultores que possuem embargos ambientais na atividade de recomposição de reservas. No momento, a equipe discute um consórcio de plantas que atende à legislação ambiental. Da Ufac, fazem parte da rede os professores Almecina Balbino Ferreira, Vanderley Borges dos Santos, Eduardo Mitke Brandão Reis e Eduardo Pacca Luna Mattar, que trabalham nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal.
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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre
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4 de março de 2026A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.
A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.
O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.
Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.
Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.
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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre
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25 de fevereiro de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.
Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.
Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.
Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.
Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.
Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).
A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.
Laboratório de Paleontologia
Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.
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