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Pacaembu: Obra da prefeitura causou inundação, diz Allegra – 13/01/2025 – Cotidiano
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Demétrio Vecchioli
A concessionária Allegra Pacaembu apontou uma obra realizada pela Prefeitura de São Paulo do lado de fora do estádio do Pacaembu como possível causa de duas inundações que atingiram o espaço em dezembro.
De acordo com a empresa, uma tubulação de águas pluviais, remanejada pelas obras, rompeu-se durante as chuvas do dia 21 de dezembro, quando o estádio receberia a final nacional da Taça das Favelas, que acabou cancelada. Depois, nova inundação atingiu o Pacaembu e o Museu do Futebol no dia de Natal.
A hipótese dada pela Allegra é que a tubulação tenha sido bloqueada por entulho de uma intervenção da prefeitura na rua Capivari, perto da entrada social do complexo. “Tais obras foram demandadas após problemas nas redes urbanas de captação de águas pluviais localizadas bem próximas ao portão sul”, disse a empresa.
Em nota, a prefeitura afirmou que “uma tubulação se rompeu devido à pressão das águas e os reparos necessários já estão em fase adiantada”.
Fotos anexadas a um relatório enviado no dia 27 de dezembro à Secretaria Municipal de Esportes (Seme), obtido pela Folha, mostram um grande buraco na calçada em frente a uma escadaria que liga a Capivari à rua Itaquera.
“As fotos, feitas em 2022, comprovam que problemas externos ao Complexo do Pacaembu levaram materiais como entulho, pedras e madeira para dentro dos dutos das redes municipais, localizados nas ruas próximas, que seguem para dentro do complexo”, escreveu a Allegra no relatório.
Outras fotografias, mais recentes, de 2024, mostram um caminhão da Enel afundado em um buraco diante da mesma escadaria. “O endereço tem sido constantemente afetado por recalques importantes, rupturas no passeio, entre outras ocorrências, fator que contribui e muito para os riscos desses materiais que, a cada incidente, acabam entrando na tubulação municipal.”
O duto de passagem da água das chuvas, que vem da avenida Doutor Arnaldo em direção ao Piscinão do Pacaembu, na praça Charles Miller, foi remanejado pela Allegra para construção de um prédio onde antes ficava o tobogã.
Uma inspeção de vídeo com robôs mostrou, sempre de acordo com a Allegra, uma obstrução entre dois poços de visita. Escavações depois confirmaram a hipótese de colapso da tubulação neste trecho, que levaram à obstrução do fluxo da rede de drenagem, provocando as inundações.
Na sexta-feira (10), o Tribunal de Contas do Município (TCM) de São Paulo cobrou explicações da Secretaria Municipal de Esportes sobre a inundação. Em ofício, o presidente do TCM, Domingos Dissei questionou as causas do alagamento e perguntou sobre as providências que vêm sendo tomadas.
Em nota à reportagem, a concessionária disse que “tão logo as chuvas do fim do ano permitiram, a Concessionária retirou os detritos e executou os reparos”.
“A finalização dessa intervenção ocorreu em poucos dias e o local passa hoje (13) por ajustes externos à tubulação, na alameda Leste do Estádio, tudo dentro de um cronograma seguro para a realização da final da Copinha de 2025”, disse a Allegra. Já a prefeitura informou que “os reparos necessários já estão em fase adiantada”.
A final da Copa São Paulo de Futebol Júnior, a Copinha, em 25 de janeiro, está marcada pela Federação Paulista de Futebol (FPF) para acontecer no estádio, no que seria a reinauguração oficial do Pacaembu.
No ano passado, a Allegra também prometia realizar a final da Copinha no estádio, que ainda era um canteiro de obras, sem gramado. Na ocasião, a FPF desistiu do plano a nove dias do jogo, em 16 de janeiro.
Mais tarde, o CEO da Allegra, Eduardo Barella, reconheceu que falhou ao criar a expectativa e prometeu que, em “final de junho, começo de julho”, o estádio estaria apto a receber futebol. O primeiro jogo, que valeu como evento-teste, foi só em setembro.
Apesar da promessa de reinauguração do estádio em 25 de janeiro, o complexo esportivo segue em obras, mais de seis meses depois de a Allegra informar à prefeitura que havia terminado as obras obrigatórias. Ainda não há previsão anunciada para a reinauguração do ginásio e da piscina, que também deveriam ter sido entregues no máximo até julho do ano passado.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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