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Pacote de cortes está sob ataque e corre o risco de ser desidratado – 08/11/2024 – Adriana Fernandes

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Adriana Fernandes

As principais medidas de corte de despesas do ministro Fernando Haddad (Fazenda) parecem estar ruindo. Agora chamado de plano de ajuste do arcabouço fiscal, o pacote de revisão de gastos está sob ataque de ministros descontentes da Esplanada dos Ministérios.

O plano corre o risco de ser desidratado após Haddad acenar com medidas robustas para equilibrar a trajetória da relação dívida pública e PIB (Produto Interno Bruto), prometidas para esta semana.

A rodada de reuniões de alinhamento, exigida pelo presidente Lula para ouvir os ministros afetados pelas medidas, elevou a chance de diminuir o impacto do pacote e o seu potencial de ter efeito prolongado ao longo dos próximo anos.

Os ministros Luiz Marinho (Trabalho), Carlos Lupi (Previdência Social) e Wellington Dias (Desenvolvimento Social) duelam a céu aberto com Haddad com a total anuência do presidente Lula. Os ministros da Educação, Camilo Santana, e da Saúde, Nísia Trindade, correm por fora no combate travado com a equipe econômica, mas também estão ativos nas negociações.

Tão ou mais importante que o tamanho do ajuste, é a qualidade das medidas. Uma coisa é cortar R$ 5 bilhões do orçamento discricionário (despesas não obrigatórias) da saúde. Outra coisa é cortar R$ 5 bilhões de despesas obrigatórias. Nesse caso, o impacto da medida se faz sentir ao longo dos anos.

As mudanças na desvinculação do salário mínimo já foram descartadas por Lula. Os sinais das últimas reuniões do presidente com ministros apontam que podem cair também as medidas de reforma estrutural do seguro-desemprego, do BPC (benefício para idosos e pessoas com deficiência), da regra de correção dos pisos de saúde e educação. O abono salarial não acaba. Será remodelado.

Tudo indica que a criação de um limite global para o crescimento das despesas obrigatórias, uma espécie de sublimite dentro do arcabouço fiscal, também foi descartada.

Está em análise uma regra de gatilhos de ajuste, que sirvam de instrumento para o governo promover os adequações necessárias à sustentabilidade da regra fiscal —medida que tem sido criticada por especialistas em contas públicas por não garantir uma ação concreta e imediata .

O momento das negociações é crucial. É aquela hora em que, na falta de reformas estruturantes, se busca medidas alternativas (muitas delas já tentadas no passado, sem eficácia) para substituir aquelas que estão caindo nas negociações no Palácio do Planalto, sob a batuta de Lula.

Se sair da cartola do governo, propostas pelo lado da arrecadação, como revisão de incentivos tributários, como alternativa para um plano de revisão de despesas, o caldo pode entornar.

Em meio a ameaças de demissão e declarações assertivas dos ministros de que não haverá mudanças estruturantes, Lula ficou em silêncio. O pacto de silêncio cobrado pelo presidente, pelo visto, vale só para a equipe econômica.

Ou tudo não passa de uma encenação, para Lula apoiar depois Haddad, ou a promessa de uma pacote robusto da equipe econômica para afastar as incertezas fiscais cairá por terra. E o governo nem chegou na fase de negociar com o Congresso.

Na reta final do ano, o impasse sobre a robustez do pacote só comprova que o Ministério da Fazenda demorou demais para falar em redução de despesas no governo Lula.


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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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