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Palmeiras, Botafogo, Fla e Flu podem ter mais de 80 jogos – 01/01/2025 – Esporte

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O Botafogo foi a equipe brasileira que mais vezes entrou em campo em 2024. Foram 75 partidas durante a temporada em que o clube se destacou pelas conquistas do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores.

No final do ano, o cansaço da equipe pela maratona de jogos foi um dos argumentos apresentados pelos atletas do time carioca para justificar o fracasso na Copa Intercontinental. No Qatar, o time acabou eliminado em sua estreia, nas quartas de final, em derrota para o Pachuca, do México.

Se faltou fôlego para a equipe da estrela solitária em 2024, a temporada de 2025 promete ser ainda mais extenuante não só para o Botafogo mas também para Palmeiras, Flamengo e Fluminense, os demais representantes do Brasil na primeira edição ampliada da Copa do Mundo de Clubes da Fifa.

O torneio terá sua disputa inaugural realizada nos Estados Unidos, de 14 de junho a 13 de julho, período no qual haverá uma pausa no futebol brasileiro. Por causa dessa paralisação, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) ampliou para dez meses o período de disputa do próximo Campeonato Brasileiro, que terá a versão mais longa de sua história, de 29 de março a 21 de dezembro.

Com a ampliação do calendário da principal competição nacional do país, a CBF precisou reduzir o período dos estaduais, que devem ser realizados entre 12 de janeiro e 26 de março.

A entidade manteve a ausência de jogos de clubes nos períodos de “data Fifa”, com partidas da seleção brasileira, e criou uma regra nova, que prevê que os times com jogadores convocados tenham um intervalo mínimo de 48 horas entre o fim da “data Fifa” e suas partidas.

Ainda assim, considerando a disputa da nova Copa do Mundo de Clubes e os demais campeonatos nacionais e internacionais, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Palmeiras poderão disputar mais de 80 jogos ao longo de 2025.

O Botafogo é o time que poderá ter a jornada mais longa. Caso avance à final de todas as competições eliminatórias, terá ao final do ano 86 confrontos em seu calendário, que inclui as disputas da Recopa Sul-Americana e da Supercopa do Brasil. A hipótese, claro, é remota, o que não faz do calendário algo tranquilo.

Na sequência, vem o Fluminense, com a possibilidade de até 85 jogos. Dos quatro citados, é o único que terá de iniciar a Copa do Brasil a partir da primeira fase. Palmeiras e Flamengo, ambos com possíveis 84 jogos em 2025, não ficam muito atrás.

A possibilidade de disputar a Copa do Mundo de Clubes, porém, inibe os clubes de reclamar do excesso de jogos, uma vez que seus dirigentes estão entusiasmados com a visibilidade internacional do torneio, o que influencia diretamente a negociação de patrocínios e as vendas de atletas.

Por isso, não houve muita chiadeira quando a CBF divulgou o calendário de 2025.

Na contramão dos brasileiros, os europeus fizeram duras críticas desde o anúncio do formato da nova competição. Entidades como a FifPro, órgão internacional que representa os atletas, reclamaram que a Fifa (Federação Internacional de Futebol) está colocando em risco a saúde dos jogadores com o calendário que foi estabelecido.

“Nossa queixa para a Comissão Europeia é clara: a Fifa está abusando de seu poder de ditar o calendário de jogos internacionais e expandir suas próprias competições. E, assim, aumentar suas próprias receitas”, disse David Terrier, presidente da FifPro na Europa.

Além da preocupação com o desgaste dos atletas, a reclamação tem o objetivo pressionar a Fifa a estabelecer um processo mais inclusivo para definir o calendário internacional.

Apesar da reclamação dos europeus, os clubes do Velho Continente disputam, consideravelmente, menos jogos do que os times brasileiros.

Equipes como Real Madrid e Manchester City, que também estão classificados para a Copa do Mundo de Clubes, terão em 2025 situações diferentes em comparação a times como Fluminense, Botafogo, Palmeiras e Flamengo.

Embora participem de competições como o Campeonato Espanhol e o Campeonato Inglês, ambos com 38 rodadas, além da Champions League, com até 13 jogos para o campeão, os europeus não enfrentam torneios equivalentes aos estaduais. Isso reduz significativamente o volume total de partidas, permitindo um espaçamento maior entre os jogos.

Mesmo considerando competições como a Copa do Rei, a Copa da Liga Inglesa e a Copa da Inglaterra, os times europeus citados devem fazer cerca de 65 jogos ao longo de 2025 —o cálculo considera a segunda metada da temporada 2024/25 e a primeira da 2025/26.


Maratona de Palmeiras, Flamengo, Fluminense e Botafogo em 2025

Palmeiras

Campeonato Paulista: até 16 jogos

Copa do Brasil: até 10 jogos

Campeonato Brasileiro: 38 jogos

Copa Libertadores: até 13 jogos

Mundial de Clubes: até 7 jogos

Total máximo: 84 jogos

Botafogo

Campeonato Carioca: até 15 jogos

Copa do Brasil: até 10 jogos

Campeonato Brasileiro: 38 jogos

Supercopa do Brasil: 1 jogo

Recopa Sul-Americana: 2 jogos

Copa Libertadores: até 13 jogos

Mundial de Clubes: até 7 jogos

Total máximo: 86 jogos

Flamengo

Campeonato Carioca: até 15 jogos

Copa do Brasil: até 10 jogos

Campeonato Brasileiro: 38 jogos

Supercopa do Brasil: 1 jogo

Copa Libertadores: até 13 jogos

Mundial de Clubes: até 7 jogos

Total máximo: 83 jogos

Fluminense

Campeonato Carioca: até 15 jogos

Copa do Brasil: até 12 jogos

Campeonato Brasileiro: 38 jogos

Copa Libertadores: até 13 jogos

Mundial de Clubes: até 7 jogos

Total máximo: 85 jogos



Leia Mais: Folha

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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