ACRE
Pantanal recebe 2ª Excursão Técnica do Sistema Brasileiro de Classificação de Relevo
PUBLICADO
2 anos atrásem
Com o tema “Adentrando a Planície Pantaneira”, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga hoje (24) a 2ª Excursão Técnica do Sistema Brasileiro de Classificação de Relevo (SBCR), cujo lançamento faz parte da programação do XX Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada, em curso esta semana na Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa.
A segunda excursão ocorreu no dia 24 de agosto de 2023, no âmbito do 14° Simpósio Nacional de Geomorfologia (SINAGEO), realizado na cidade do Corumbá (MS), sob a organização da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS).
“A 2ª Excursão Técnica do SBCR teve como objetivo apresentar aspectos da interpretação e representação cartográfica do relevo, a partir da sua observação e análise em campo, envolvendo diferentes formas e escalas e, em especial, apresentar o primeiro nível taxonômico do relevo definido pelo SBCR, numa área que, a princípio, poderia ser considerada bastante homogênea, mas, na verdade, possui uma grande diversidade de relevo”, explicou a coordenadora técnica da publicação, Rosangela Botelho.
O evento contou com 47 participantes, entre docentes, pesquisadores, pós-graduandos e graduandos de 24 diferentes instituições do País, distribuídas em 13 unidades da federação das regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Nordeste. Também participaram da excursão quatro professoras e pesquisadoras estrangeiras, vinculadas à Universidad de la República (Udelar), no Uruguai.
A Excursão fez o trajeto de Campo Grande a Corumbá, no estado do Mato Grosso do Sul, percorrendo planaltos, superfícies rebaixadas, planícies e montanhas. Tendo como eixo a BR-262, os principais pontos de observação foram: o Planalto dissecado da Borda Ocidental da Bacia do Paraná, em Aquidauana; a Superfície rebaixada e Alinhamentos Serranos da Bodoquena Oriental, em Miranda; a Planície do rio Paraguai, em Porto Esperança, Corumbá; e as Montanhas do Urucum, em Corumbá.
“Essa excursão marca a continuidade da proposta iniciada em 2022, no Rio de Janeiro, de realizar saídas de campo reunindo especialistas, pesquisadores, estudantes e interessados em relevo no Brasil, com os olhos voltados para a sua taxonomia e as implicações do seu estabelecimento. Assim como no caso da primeira Excursão, as discussões que tiveram lugar a partir das observações e avaliações do relevo nos pontos do roteiro constituem potenciais contribuições para o aprimoramento e evolução do SBCR”, pontuou Rosangela Botelho.
A publicação traz uma apresentação sobre a região do Pantanal, com foco na porção sul-matogrossense e no trecho percorrido durante a excursão; um panorama sobre a cobertura vegetal e uso da terra no estado do Mato Grosso do Sul, em relação aos compartimentos de relevo, considerando os anos de 2000 e 2020 e suas eventuais mudanças; o roteiro e os pontos de parada da Excursão; discussões e reflexões que ocorreram em cada um dos pontos, envolvendo formas de relevo e processos associados; considerações finais sobre a diversidade de formas de relevo observadas; e as perspectivas do mapeamento geomorfológico na região, segundo o SBCR.
XX Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada, em João Pessoa
O XX Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada (SBGFA) está sendo realizado nesta semana, de 21 a 27 de outubro, em João Pessoa, na Paraíba. Durante o evento, ocorrerá o V Workshop de Cartografia Geomorfológica, com apresentação do estado da arte do SBCR e divulgação daspublicações do IBGE referentes ao SBCR. O evento celebrará cinco anos da criação e atuação de um conjunto de mais de 70 pesquisadores de diferentes instituições do País na construção do SBCR, que vem sendo capitaneado pelo IBGE, pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) e pela União da Geomorfologia Brasileira (UGB).
“Ao dar continuidade ao registro das excursões técnicas do SBCR, o IBGE garante a preservação da memória do Sistema e do seu legado à Geomorfologia brasileira. Além disso, por ser tratar de obra com linguagem acessível e bem ilustrada, a obra poderá ser utilizada como apoio a excursões científicas, educativas e turísticas na região”, concluiu Rosangela.
A 3ª Excursão Técnica do Sistema Brasileiro de Classificação de Relevo está prevista para ocorrer nos dias 26 e 27 de outubro, com roteiro saindo de João Pessoa à cidade de Patos, na Paraíba, e permitirá aos participantes percorrer e observar os Planaltos e Montanhas da Borborema, a Superfície Sertaneja e os Campos de Inserbergs da Paraíba.
Relacionado
ACRE
Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 dias atrásem
23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
Relacionado
ACRE
Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 semana atrásem
17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
Relacionado
ACRE
Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 semana atrásem
16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login