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Para Donald Trump, “os cristãos amam Israel mais do que os judeus”

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euO entusiasmo pelo candidato republicano só aumenta no período que antecede as eleições presidenciais de 5 de novembro nos Estados Unidos. A retórica cada vez mais agressiva de Donald Trump não poupa os judeus americanos, que deram mais de três quartos dos seus votos a Hillary Clinton em 2016 e a Joe Biden em 2020. A ex-inquilina da Câmara Blanche insiste consistentemente que os seus compatriotas judeus « deveriam ter suas cabeças examinadas » se persistirem em não votar nele.

Ele considera, de facto, que os gestos que fez, durante o seu mandato de 2017 a 2021, a favor do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, lhe deveriam valer o apoio incondicional dos judeus americanos (em 2019, durante uma intervenção perante os judeus republicanos, ele teve até ligou Netanyahou “seu primeiro-ministro”). Mas ele apenas reforçou este tipo de ataque ao afirmar que « Os cristãos amam Israel mais do que os judeus ».

A longa história do sionismo cristão

Ces “Cristãos” cujo apoio a Israel é, segundo Trump, mais forte do que o dos judeus que participam do “sionismo cristão” apareceu no protestantismo anglo-saxão por volta de 1840-1850, meio século antes do sionismo especificamente judaico. Enquanto o sionismo judaico pretende transformar o povo judeu numa nação face ao anti-semitismo europeu, o sionismo cristão desenvolve-se em torno de uma leitura dita “evangélica” do Antigo Testamento: a salvação dos fiéis cristãos depende, nesta dogmática evangélica , do “restauração” do povo judeu no “terra de Israel”, “restauração” que é o pré-requisito para o estabelecimento do reino de Deus.

Já em 1890 – sete anos antes do congresso de fundação do sionismo judaico em Basileia – Chicago organizou uma conferência cujo organizador, um pregador evangélico, pregou desde “devolver a Palestina aos Judeus”. Autoridades eleitas do movimento evangélico apoiaram igualmente as restrições de 1921-1924 à imigração, especialmente judaica, para os Estados Unidos, e o estabelecimento de um « lar nacional para o povo judeu » na Palestina, que ficou sob mandato britânico.

Leia também a coluna | Artigo reservado para nossos assinantes O terrível custo para Israel da marginalização da OLP

Este sionismo cristão, já galvanizado pela fundação de Israel em 1948, tornou-se ainda mais forte depois da conquista pelo Estado judeu, em 1967, de Jerusalém Oriental, da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Os evangélicos americanos vêem em tal ocupação nada menos que o cumprimento de profecias, enquanto a comunidade judaica permanece em grande parte comprometida com um acordo negociado com base no princípio da “terra pela paz”.

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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (2).png

O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (3).png

Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (4).png



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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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