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Para evitar colapso na saúde, Gladson pede a Bolsonaro mais R$ 100 milhões
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O governador Gladson Cameli encaminhou ao Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, um ofício detalhando uma série de medidas que o Estado do Acre deve providenciar para os próximos meses levando em conta os números crescentes dos casos de covid-19. Ao Ministério, o chefe do Palácio Rio Branco afirma que a secretária de saúde do Acre necessita prosseguir com a ampliação de mais leitos, de modo a garantir a prestação da assistência integral, em consonância com o crescimento epidemiológico da doença.
Entre os principais pedidos, estão o repasse de R$ 100 milhões através de repasse do Fundo Nacional de Saúde ao Fundo Estadual de Saúde para custeio de ações relacionadas ao Covid-19, bem como no sentido de atuar junto ao Ministério da Defesa para que seja implantando um Hospital de Campanha Militar, de gerenciamento de um dos Comandos Militares, alinhado às Políticas em Saúde da Rede de atenção Estadual, a ser instalado no município de Brasiléia, a fim de garantir a assistência tanto à população residente na região, quanto a este contingente sazonal que se encontra em solo Acreano. “Ressaltamos que, sem este apoio, existe concreto risco de colapso da estrutura de saúde daquela região, a qual não possui estrutura para fazer frente ao enfrentamento de todas as mazelas que vêm assolando os cidadãos”, diz trecho do ofício.
O ac24horas apurou que atualmente o Estado tem em seus cofres pouco mais de R$ 40 milhões dos R$ 200 milhões enviados pelo governo federal em 2020 para o combate a pandemia e o custo mensal da assistência a saúde tem sido de cerca de quase R$ 20 milhões, ou seja, o Estado teria recursos para custear pouco mais de 2 meses seguidos de pandemia. Atualmente o Estado tem R$ 100 milhões no orçamento para compra de vacinas, mas sem projeção para aquisição já que o governo federal é quem tem exclusividade e responsabilidade na compra e distribuição.
Entre as medidas propostas pelo governo, estão a possível desocupação do Hospital do Idoso de Rio Branco para a instalação dos leitos clínicos de covid-19, além da duplicação da rede de gases do Into e do Hospital de campanha. O documento de pouco mais de 36 páginas obtido por ac24horas ressalta ainda a manutenção dos 50 leitos de UTI e 100 leitos clínicos na estrutura da capital.
Ainda como estratégia, a Sesacre enfatiza a adaptação dos hospitais de Senador Guiomard, Brasiléia e a UPA de Cruzeiro do Sul criando mais 80 leitos clínicos e mais 10 espaços para UTIs. A pasta de saúde ainda pede ao Ministério o envio de 16 médicos, 11 enfermeiros, 11 biomédicos, 11 fisioterapeutas, 3 nutricionistas, 3 psicólogos, 34 técnicos de enfermagem e 8 técnicos de laboratório. Além disso, o Acre solicita uma série de usinas de oxigênio para todas as unidades de saúde do Estado. Remédios e insumos também foram pedidos.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário