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Paul e Jacques, ativistas anticolonialistas
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FRANÇA.TV – SOB DEMANDA – DOCUMENTÁRIO
A sombra de Jacques Vergès eclipsou um pouco a do seu irmão, Paul – fora, claro, da ilha da Reunião -, e ainda mais a do seu pai, Raymond. O filme bastante benevolente de Gilles Cayatte tem o grande mérito de tecer os laços entre os três homens, unidos pelo mesmo anticolonialismo militante.
O doutor Raymond Vergès (1882-1957), cônsul francês no Sião (antigo nome da Tailândia), é descrito como um médico dos pobres, revoltado com a incrível pobreza da ilha, para onde regressou com dois dos seus filhos após a morte de sua mãe, quando tinham 3 e 4 anos. Próximo do Partido Comunista, foi prefeito de Saint-Denis, que logo seria deputado, e responsável pela criação do departamento de La Réunion.
Seus dois filhos ingressaram na França Livre em 1943. “Servir sob as ordens de um general (de Gaulle) condenado à morte por um governo legal, se não legítimodiz Jacques Vergès, pareceu-me um enorme prazer. »
Convicção misteriosa
Depois da guerra, Paulo (1925-2016) junta-se ao pai na Reunião, onde os confrontos são diários. É acusado de ter matado o líder da oposição de direita com a pistola do pai, mas o documentário avança um pouco rapidamente sobre a sua misteriosa condenação, em Lyon, em julho de 1947, a cinco anos de prisão, suspensa, imediatamente anistiada. . “Havia um julgamento de colonialismo a ser feito, eles não o fizeram”arrependimento o jovem advogado Jacques Vergès (1924-2013). Henri Leclerc (1934-2024)que não escondeu a simpatia pelo turbulento colega, relata seu discurso “absolutamente de tirar o fôlego” na conferência de estágio, este concurso de eloquência para jovens advogados.
O resto é mais conhecido. Jacques Vergès defende activistas da FLN na Argélia, nomeadamente Djamila Bouhired, acusada de ter plantado uma bomba num café. O seu advogado não invoca os elementos da acusação, acusa por sua vez, porque“não há diálogo possível com o tribunal”e funda aqui o “quebrando a defesa”. O ativista é condenado à morte. “É uma oportunidade para uma revolução assumir o rosto de uma jovem”garante o seu advogado, e uma campanha intensa forçou o presidente Coty a perdoá-la. Me Vergès converteu-se ao Islão, inscreveu-se na Ordem dos Advogados de Argel e casou-se com Djamila, com quem teve dois filhos.
Na Reunião, Michel Debréapós a sua luta pela Argélia Francesa, foi eleito deputado em 1963 contra o comunista Paul Vergès. Acusado quarenta e três vezes por atentado à integridade do território, sedição e ofensas de imprensa, fugiu e viveu clandestinamente durante vinte e oito meses, antes de se render e obter a extinção das acusações em Paris. Ativista da autonomia, tornou-se defensor da descentralização e presidente da região em 1998. Não sem deixar um pouco de amargura entre seus ex-companheiros de luta.
Jacques desapareceu em 1970, sem dizer uma palavra. Ele reapareceu oito anos depois e vem cultivando o mistério desde então. “Eu estava em mim mesmodisse o advogado. Não é um buraco negro, é um buraco luminoso, mas que me pertence. » De volta à França, Jacques Vergès, com seu inevitável charuto, torna-se advogado de Georges Ibrahim Abdallah, da gangue Baader, de Carlos, deOmar BongoKhmer Vermelho, Klaus Barbieencantado por estar sozinho contra todos e em guerra contra uma sociedade que ele odeia.
Os Irmãos Vergès, rebeldes da Repúblicadocumentário de Gilles Cayatte (Fr., 2024, 52 min). Sob demanda até 9 de janeiro de 2025.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.
O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.
“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.
A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.
Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.
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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.
Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.
O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.
A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.
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