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Pelo menos 38 pessoas mortas em dezenas de ataques israelenses no leste do Líbano | Israel ataca o Líbano Notícias

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O chefe do Hezbollah, Naim Qassem, diz não acreditar que a “ação política” acabará com a guerra com Israel.

Pelo menos 38 pessoas foram mortas em vários ataques em torno de Baalbek, no Vale do Bekaa, enquanto Israel intensifica os ataques no leste do Líbano, de acordo com o governador regional.

Bachir Khodr, governador da província de Baalbek Hermel, disse na quarta-feira que cerca de 40 ataques israelenses na província mataram 38 pessoas e feriram outras 54.

Entretanto, ao anoitecer, mais ataques israelitas atingiram os subúrbios ao sul de Beirute. Isto ocorreu depois que o exército israelense emitiu avisos de evacuação forçada para três áreas no sul do Líbano.

O porta-voz militar israelense disse no X que os residentes dos subúrbios ao sul de Burj al-Barajneh, Laylaki e Haret Hreik devem partir, acrescentando: “Vocês estão localizados perto de instalações e interesses afiliados ao Hezbollah, contra os quais os (militares) agirão no próximo futuro.”

Uma hora depois dos avisos, ocorreram pelo menos quatro ataques israelenses na área. Não houve relatório imediato sobre possíveis vítimas e o que foi alvo.

Durante o ano passado, Israel e o grupo armado libanês Hezbollah têm trocado ataques retaliatórios. Os combates intensificaram-se no final de Setembro, após uma ataque mortal a pagers no Líbano, e Israel iniciou uma operação terrestre limitada nas aldeias fronteiriças libanesas.

Equipes de resgate procuram vítimas nos escombros de um prédio destruído atingido por um ataque aéreo israelense na noite de terça-feira, em Barja, no Líbano (Hassan Ammar/AP)

‘Combatentes da resistência treinados’

Os ataques de quarta-feira ao Líbano ocorreram depois do secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, ter dito não acreditar que uma “acção política” iria acabar com a guerra.

“Quando o inimigo decide parar a agressão, há um caminho para negociações que definimos claramente – negociações indiretas através do estado libanês e do presidente (do parlamento, Nabih) Berri”, disse Qassem num discurso gravado que marca 40 dias desde o seu antecessor. , Hassan Nasrallahfoi morto em um ataque.

“Temos dezenas de milhares de combatentes da resistência treinados”, acrescentou o chefe do Hezbollah.

Entretanto, o primeiro-ministro interino do Líbano, Najib Mikati, disse na quarta-feira que os ataques de Israel ao Líbano estavam a tornar-se “crimes contra a humanidade”.

Mikati disse ao gabinete do Líbano que Israel estava a obstruir os esforços internacionais para acabar com os combates e que responsabilizou a comunidade internacional pela “guerra implacável” de Israel contra o seu povo.

O presidente da Câmara, Berri, encontrou-se com os embaixadores dos Estados Unidos e da Arábia Saudita no Líbano na quarta-feira para discutir desenvolvimentos políticos, disse seu gabinete sem entrar em detalhes.

Os esforços dos EUA para pôr fim aos combates entre Israel e o Hezbollah, que incluíam uma proposta de cessar-fogo de 60 dias, perderam força na semana passada no período que antecedeu as eleições nos EUA, nas quais o ex-presidente Donald Trump foi reeleito.

Segundo o exército israelense, desde a manhã de quarta-feira, 120 foguetes foram disparados do Líbano para Israel.

No início do dia, o Hezbollah disse que tinha como alvo uma base militar perto do principal aeroporto de Israel, perto de Tel Aviv. A Autoridade Aeroportuária de Israel disse que o ataque não interrompeu as operações.

O Ministério da Saúde Pública do Líbano disse que desde o início dos combates no ano passado, mais de 3.000 pessoas foram mortas em ataques israelenses ao Líbano, com a maioria ocorrendo nas últimas seis semanas.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard - interna.jpg

Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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