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Pelo menos cinco pessoas mortas em ataques israelenses na capital do Líbano | Notícias do Hezbollah
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Os ataques israelenses no centro densamente povoado de Beirute mataram pelo menos cinco pessoas no terceiro ataque em dois dias no centro da capital do Líbano, afirma o Ministério da Saúde Pública.
“O ataque inimigo israelense a Zuqaq al-Blat em Beirute matou cinco pessoas e feriu 24”, disse um comunicado do ministério sobre o ataque de segunda-feira.
A Agência Nacional de Notícias (NNA) oficial disse que um apartamento perto de um local de culto muçulmano xiita foi alvo. O edifício está localizado perto do parlamento, de várias embaixadas e de um edifício das Nações Unidas.
“Um drone hostil teve como alvo um apartamento residencial atrás de Husseiniya de Zuqaq al-Blat, na capital Beirute, causando grandes danos”, disse a NNA.
O bairro operário de Zuqaq al-Blat acolheu muitas pessoas deslocadas que fugiram dos ataques israelitas no sul e no leste do Líbano, bem como nos subúrbios do sul de Beirute.
Ali Hashem, da Al Jazeera, reportando de Beirute, disse que a área atingida é “muito densamente povoada” e repleta de cafés.
“No momento, não há indicação de quem é o alvo”, disse Hashem.
A área foi isolada pelas forças de segurança enquanto os moradores corriam para ajudar nos esforços de resgate.
O ataque de segunda-feira ocorreu a várias centenas de metros do local do ataque ocorrido no domingo, no bairro de Mar Elias, que o Ministério da Saúde disse ter matado três pessoas, incluindo uma mulher.
Israel não comentou os ataques no centro de Beirute, mas o Hezbollah confirmou que um ataque aéreo na área matou o seu porta-voz. Mohammed Afif.
Esse ataque, também no domingo, atingiu o escritório libanês do partido Baath, no poder na Síria, matando Afif e quatro membros de sua equipe de mídia, disse o Hezbollah. O Ministério da Saúde disse que sete pessoas morreram no ataque.
Um morto no norte de Israel
Enquanto isso, uma mulher morreu e 10 pessoas ficaram feridas na segunda-feira, quando um foguete atingiu um prédio em uma cidade do norte de Israel, informou o serviço de ambulância de Israel.
O foguete atingiu um prédio de vários andares na cidade de Shfaram.
Os militares israelenses disseram que o Hezbollah lançou mais de 100 projéteis contra Israel na segunda-feira.
“Foram feitas tentativas de interceptação e foram identificados projéteis caídos”, disseram os militares.
Uma dessas supostas interceptações deixou pelo menos quatro pessoas feridas depois que estilhaços atingiram Ramat Gan, um subúrbio de Tel Aviv.
Na manhã de segunda-feira, um ataque aéreo israelense teve como alvo a principal instalação de água na cidade portuária de Tiro, no sul, matando duas autoridades locais e ferindo outras duas.
O ataque danificou gravemente as instalações, o que levou o município de Tire a instar os residentes a racionarem o consumo de água até que as reparações pudessem ser feitas, disse a NNA.
Os mortos no ataque incluíram Samer Shaghri, uma autoridade local eleita chamada mukhtar, que cuida dos assuntos administrativos dos residentes, e Qassem Wehbi, vice-prefeito de Burj al-Shamali, uma cidade a leste de Tiro.
Os ataques foram realizados com o apoio dos Estados Unidos proposta de cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah será discutido.
Um ministro do governo próximo do Hezbollah disse que o Líbano transmitirá a sua “posição positiva” sobre a proposta esta semana.
O Presidente do Parlamento, Nabih Berri, um aliado do Hezbollah que é mediador do grupo, deverá reunir-se com o enviado dos EUA, Amos Hochstein, em Beirute, na terça-feira.
O Ministro do Trabalho Mostafa Bayram, que se encontrou com Berri na segunda-feira, disse que a função do Hezbollah “é garantir que a agressão (israelense) não atinja os seus objectivos enquanto a negociação é para o estado e o governo”.
Desde 23 de Setembro, Israel intensificou a sua campanha aérea no Líbano e enviou tropas terrestres após quase um ano de intercâmbios transfronteiriços após o ataque de Israel a Gaza.
As autoridades libanesas disseram que mais de 3.510 pessoas foram mortas desde que o Hezbollah e Israel começaram a trocar tiros em outubro do ano passado. A maioria das vítimas foi registrada desde setembro.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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