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Pesquisa faz tomografia em fósseis e deve revelar informações inéditas de jacarés que viveram no Acre há milhões de anos

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Um novo estudo deve fornecer informações inéditas sobre algumas espécies de jacarés que viveram no Acre há milhões de anos. A pesquisa está sendo encabeçada pelo pesquisador de pós-doutorado Giovanne Mendes Cidade, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Ilha Solteira, que está no Acre analisando os fósseis dos animais extintos que ficam no Laboratório de Paleontologia da Universidade Federal do Acre (Ufac).

O projeto de pós-doutorado envolve a ecologia e a alimentação desses jacarés fósseis que existiam no Acre há milhões de anos. E, para isso, o material genético de quatro espécies foi levado até uma clínica de Rio Branco, onde foram feitas tomografias computadorizadas.

“As tomografias foram feitas porque elas podem ser usadas em softwares que permitem a reconstrução da musculatura desses jacarés extintos, bem como estimativas sobre o quanto esses jacarés conseguiam abrir a boca (mandíbula) e sobre qual era a força de mordida desses jacarés extintos. Com isso, podemos saber como eles se alimentavam, que animais eles comiam, como eles faziam para capturar os animais que eles comiam, entre outros fatores”, explica.

Material foi levado do laboratório de paleontologia da Ufac para a clínica  — Foto: Giovanne Mendes/Arquivo pessoal

Material foi levado do laboratório de paleontologia da Ufac para a clínica — Foto: Giovanne Mendes/Arquivo pessoal

Foram levados fósseis dos seguintes grupos:

  • Purussaurus: um jacaré gigante de cerca de 12 metros de comprimento e um dos maiores já conhecidos na história;
  • Mourasuchus: um jacaré cujo focinho era largo e achatado, parecendo o bico de um pato, e também muito grande, podendo chegar a mais ou menos 8 metros;
  • Acresuchus: um jacaré conhecido por possuir “chifres” na cabeça e era mais ou menos do mesmo tamanho de um jacaré Açú atual;
  • Caiman brevirostris: um jacaré bem pequeno, parecido com um jacaré-de-papo-amarelo atual.

 

As tomografias foram feitas no último sábado (22) e na última segunda-feira (24). O resultado desse estudo, que tem como previsão ser publicado entre 2024 e 2025, deve ser divulgado em artigos de revistas científicas internacionais. “São informações inéditas sobre essas espécies”, destaca.

Além do Acre, em agosto o pesquisador foi ao Museu Nacional do Rio de Janeiro fazer tomografias de crânios e mandíbulas de jacarés atuais (não fósseis) da coleção de herpetologia da instituição.

Tomografia em fósseis vai possibilitar informações inéditas sobre espécies extintas  — Foto: Giovanne Mendes/Arquivo pessoal

Tomografia em fósseis vai possibilitar informações inéditas sobre espécies extintas — Foto: Giovanne Mendes/Arquivo pessoal

“Ano que vem, pretendo ir ao Field Museum of Natural History, em Chicago, e ao Los Angeles County Museum, em Los Angeles, ambos nos EUA, também para fazer tomografias de jacarés atuais e fósseis”, destaca.

A Ufac contribuiu com a logística de transporte e com toda a ajuda para o estudo de fósseis no laboratório, especialmente os professores Carlos D’Apolito e Edson Guilherme e os alunos do Laboratório de Pesquisas Paleontológicas da Ufac, destacou o estudioso.

“Tenho trabalhado com fósseis da Ufac desde que eu era estudante de graduação. Temos feito projetos sobre a evolução, anatomia e taxonomia dos vários jacarés fósseis do Acre. Participei do estudo que descobriu o Acresuchus como uma nova espécie, publicado em 2019, e atualmente estamos desenvolvendo estudos que identificarão novas espécies de jacarés fósseis do estado do Acre”, finaliza.

Pesquisador está no Acre para analisar fósseis de jacarés que viveram no estado há milhões de anos  — Foto: Arquivo pessoal

Pesquisador está no Acre para analisar fósseis de jacarés que viveram no estado há milhões de anos — Foto: Arquivo pessoal

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Painel do Inova Amazônia aborda empreendedorismo feminino — Universidade Federal do Acre

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Painel Empreendedorismo Feminino, Summit-2026 (2).jpeg

O painel “Empreendedorismo Feminino: Mulheres que Movem a Amazônia” ocorreu no âmbito da programação do  Inova Amazônia Summit-2026, nessa quinta-feira, 17, no auditório Curupira, campus-sede da Ufac. Empreendedoras e pesquisadoras debateram inovação, perspectivas de mercado na Amazônia, superação de barreiras estruturais e liderança feminina na consolidação de negócios sustentáveis.

A discussão foi moderada pela analista Valéria Vidal, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) nacional. Participaram do painel Mareílde Freire (Saboaria Rondônia), Pâmela Pimentel (Amazonzyme), Márcia Werle (Bioassu Bioindústria), Valda Gonçalves (Engenho), Clarice Maia (Antibiose) e Ana Euler (diretora da Embrapa).

O Summit-2026 é promovido pelo Sebrae-AC, com palestras e oficinas em diversos espaços do campus-sede. O evento começou na quinta-feira, 17, e prossegue até sábado, 19.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Do Luto à Luta’ em 22/10 — Universidade Federal do Acre

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Doc Autismo-Do Luto à Luta (2).jpg

O programa “Mãepeutas: Vozes Plurais, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, da Ufac, lança, em 22 de outubro, às 18h, na Biblioteca Pública Estadual, o documentário “Autismo: Do Luto à Luta”, dirigido por Felipe Almeida.

O filme foi feito a partir da coleta de depoimentos de histórias reais de luta, dor e superação. Pretende dar voz a mães atípicas do contexto acreano e mostrar seus desafios em meio à luta que é cuidar e educar uma criança com transtorno do espectro autista.



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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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Curso combate a incêndio florestal-2026 (2).jpeg

O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

Curso combate a incêndio florestal-2026 (3).jpeg

O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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