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Pesquisadores buscam expandir testes de ‘cientistas cidadãos’ sobre a qualidade dos rios no Reino Unido | Rios

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Sandra Laville

Os testes científicos sobre a qualidade da água dos rios serão ampliados este ano, numa tentativa de tornar os dados parte do monitoramento oficial das hidrovias, disse o chefe de um grupo independente de pesquisa ambiental.

A utilização de pessoas comuns em todo o país para testar a qualidade da água dos rios em busca de poluentes, incluindo fosfatos, nitratos e outros produtos químicos, capturou a imaginação de milhares de voluntários. Em 2024, mais de 7.000 pessoas participaram de “blitzes” de testes em rios realizadas durante dois fins de semana pelo ONG Earthwatch Europe. A investigação, utilizando equipamento de teste padronizado fornecido pela ONG e pelo Imperial College London, recolheu dados de quase 4.000 locais de água doce em todo o Reino Unido.

Forneceu uma visão sobre o cocktail de poluentes provenientes das companhias de água e do escoamento agrícola, que estão a contribuir para a crise nos ecossistemas fluviais.

Sasha Woods, diretora de ciência e política da Earthwatch, disse que era fundamental transformar o ruído causado pela poluição dos rios em ações significativas.

“Estamos num ponto de viragem em termos de qualidade da água doce, onde todos sabemos quão má é a situação, e agora há uma sensação real de que este é o ano em que as coisas vão caminhar na direcção certa”, disse Woods.

“Gostaria de ver mais dados de ciência cidadã e que esses dados começassem a aparecer nos relatórios oficiais de monitoramento. Reunimos muitas informações e continuaremos a usar a ciência cidadã para coletar conjuntos de dados que demonstrem onde estão os problemas e quais soluções são necessárias.”

Woods disse que a ciência cidadã é robusta e cada vez mais aceita como forma de fornecer dados sobre muitos milhares de locais a mais do que os reguladores oficiais, como a Agência Ambiental (EA), eram capazes de fornecer. Até ao final de Março de 2025, a EA prometeu colocar mais pessoas no terreno e fornecer 4.000 pontos de dados de água doce. “Conseguimos fazer em dois fins de semana o que a EA está tentando fazer até o final de março deste ano”, disse Woods.

“Isso demonstrou o poder da ciência cidadã e penso que a Agência Ambiental está a reconhecer a usabilidade da ciência cidadã. O que fazemos nunca substituirá o que a EA está a fazer em termos de monitorização, mas penso que apoia e melhora o que eles estão a fazer.”

A segunda blitz de testes no rio em outubro passado fez parceria com Colégio Imperial de Londres expandir os testes para incluir muitos outros poluentes químicos, como antibióticos e analgésicos, produtos químicos agrícolas e pesticidas. A análise da Imperial identificou vários produtos químicos em níveis que excedem os limites seguros aceitos para a vida aquática.

Os resultados de três dias de testes realizados por 4.531 voluntários revelaram que 61% das águas doces no Reino Unido estavam em mau estado devido aos elevados níveis dos nutrientes fosfato e nitrato, cuja principal fonte são os efluentes de esgotos e o escoamento agrícola. Inglaterra teve o pior nível de má qualidade da água nos rios, com 67% das amostras de água doce apresentando altos níveis de nitrato e fosfato.

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Nos países de rendimento mais baixo, onde a capacidade de análise da água é inferior à dos países desenvolvidos, a ciência cidadã está a ser cada vez mais utilizada como parte da monitorização oficial. Na Serra Leoa e na Zâmbia, os dados recolhidos a partir da ciência cidadã estão a ser utilizados juntamente com a monitorização regulamentar nacional para alimentar as metas de desenvolvimento sustentável da ONU.

Woods disse que, além de fornecer dados robustos, a ciência cidadã era poderosa porque educava e capacitava os indivíduos sobre o rio e o ambiente de água doce. Os dados recolhidos pelas blitzes fluviais são analisados ​​e compilados num relatório público para criar uma imagem da água doce em todo o Reino Unido. Permite ao público e às ONG desafiar as empresas de água e o sector agrícola, fornecer à Agência Ambiental informações sobre rios que não monitoriza e informar o Gabinete de Protecção Ambiental sobre quaisquer actividades suspeitas ou ilegais.

O primeiro de dois fins de semana de testes de blitz na água no Reino Unido este ano acontecerá no fim de semana de 26 de abril. Woods disse que o objetivo é fazer desta a maior coleta de dados já feita. “Cada vez que realizamos uma blitz, duplicamos o número de participantes, por isso pretendemos que 10 mil pessoas participem e aumentemos os locais testados para pelo menos 5 mil.”



Leia Mais: The Guardian

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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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