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Pesquisadores canadenses testam truque da natureza para melhorar o humor no inverno | Ciência
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2 anos atrásem
Ian Sample Science editor
O início de um novo ano: um momento de optimismo, planos ambiciosos para melhorar o mundo e a suspeita sombria de que os primeiros meses poderão ser um trabalho árduo e miserável através da escuridão mais profunda do Inverno.
Mas para aqueles que temem o frio e a escuridão que se avizinham, a ajuda está no horizonte. Pesquisadores em Canadá estão investigando um truque simples que esperam que aumente o ânimo, mesmo quando os dias são curtos e a geada está no ar.
“As pessoas realmente precisam de algo que as ajude a passar o inverno, especialmente depois do Natal”, disse a Dra. Holli-Anne Passmore, psicóloga que lidera o estudo na Universidade Concordia de Edmonton, em Alberta. “Se as pessoas não gostam do inverno, elas realmente não veem nada de bom nele.”
Entre janeiro e março, o plano é que pelo menos 100 voluntários em Edmonton – uma cidade onde os dias de inverno podem significar sete horas de luz do dia e temperaturas tão baixas quanto -35ºC – passem duas semanas realizando suas rotinas normais, mas com uma pequena mudança .
Os participantes serão instruídos, enquanto estiverem fora de casa, a prestar atenção ao natural em meio ao que foi feito pelo homem – a árvore gelada ao lado do bloco da torre, as pegadas dos animais na calçada nevada, os pingentes de gelo pendurados no telhado do armazém – e faça anotações sobre como isso os faz sentir.
Antes e depois do ensaio, denominado Noticing Nature Intervention, os participantes preencherão questionários para que os pesquisadores possam avaliar seus níveis de ansiedade, estresse, felicidade, satisfação com a vida e senso de conexão com o mundo. Eles então descobrirão se observar a natureza em um ambiente construído proporciona algum impulso.
As pontuações dos voluntários, juntamente com as medições de uma enzima salivar ligada ao stress, serão comparadas com as de um grupo de controlo que fará a sua vida sem instruções para mudar o seu comportamento.
O teste durará duas semanas para ajudar as pessoas a criar o hábito de observar a natureza, mas será que um truque tão simples pode realmente ter um impacto? A simplicidade da intervenção não deve desanimar as pessoas, argumenta Passmore. “As pessoas tendem a desconsiderar o quanto se sentirão bem ao observar a natureza”, disse ela. “Parte disso é toda a nossa sociedade ocidental. Queremos uma pílula, queremos algo novo e melhorado, queremos sempre o que há de mais recente.”
Além de parques, árvores e outras plantas, Edmonton abriga esquilos, coelhos, coiotes, castores e centenas de espécies de aves selvagens. Na agitação da vida diária, eles passam facilmente despercebidos. “Sabemos que as pessoas estão cada vez mais desligadas da natureza”, disse Passmore. “Uma das razões é o ambiente construído em que vivemos, mas também estamos presos aos nossos telemóveis. Honestamente, só precisamos olhar ao nosso redor.”
Passmore acredita que o inverno traz suas próprias delícias: as árvores brilham com a geada, rastros de animais são visíveis na neve, a paleta de cores e a paisagem sonora mudam. O frio é revigorante, o céu noturno mais visível. “É mais provável que você veja as estrelas e a aurora boreal, porque não precisa esperar até as malditas duas da manhã”, disse ela. “É muito mais revigorante estar ao ar livre no inverno. Sempre penso nisso como uma espécie de aventura. Cada vez que você sai é emocionante.”
Gary Evans, diretor do Forest Bathing Institute, que organiza sessões sobre a natureza com a Forestry England e conduz pesquisas com universidades, pediu às pessoas que se agasalhassem e saíssem para ver a natureza ao seu redor.
“Muitas vezes as pessoas pensam que não têm tempo, mas não precisa demorar muito”, acrescentou. “Basta encontrar um ponto de partida administrável. Na sua caminhada para o trabalho, reserve alguns minutos extras. Se houver duas rotas do metrô, caminhe pela rua que tem árvores. Se as pessoas gostarem, ampliarão o tempo que passam fazendo isso.”
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Alunos da Ufac se apresentam em congresso sobre socioeconomia rural — Universidade Federal do Acre
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27 de julho de 2026Quatro estudantes de graduação da Ufac representaram a instituição no 64º Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober, na sigla em inglês), ocorrido na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, de 19 a 23 de julho, com o tema “Políticas para Natureza, Alimentação e Nutrição em Tempos de Incerteza e Mudanças Climáticas”.
Os trabalhos, desenvolvidos no âmbito dos grupos de pesquisa Estudos em Economia, Finanças, Política e Segurança Alimentar e Nutricional (Elos) e Governança Fundiária, Desenvolvimento Econômico e Políticas Públicas (GPD), contaram com a coautoria e orientação dos professores e coordenadores dos grupos, Graziela Gomes Bezerra, Elyson Ferreira de Souza e Gisele Elaine de Araújo Batista Souza.
Cultivo do cacaueiro
O aluno de Sistemas de Informação, Guilherme Félix Cavalcante, apresentou, na quarta-feira, 22, o trabalho “Cacauicultura na Região Norte: Análise do Desempenho Produtivo, Dinâmica Comercial e Sustentabilidade”. O estudo aborda a cacauicultura e oferece uma análise do desempenho produtivo, da dinâmica comercial e dos aspectos de sustentabilidade, fornecendo dados para o desenvolvimento rural, territorial e regional, além de subsidiar práticas mais sustentáveis para a cadeia produtiva do cacau.
“A participação no evento é um marco significativo em minha formação acadêmica”, disse Guilherme. “Dissemina os resultados da minha pesquisa e fomenta o desenvolvimento de habilidades de comunicação, pensamento crítico e construção de uma rede de contatos profissionais.”
Bananicultura no Acre
A aluna de Ciências Econômicas, Maria Eduarda Souza Diniz, apresentou, na quarta-feira, 22, o trabalho “Desenvolvimento Produtivo e Dinâmica da Bananicultura no Acre: Uma Análise da Produção e dos Mercados (1994-2024)”, o qual analisa a evolução da bananicultura no Acre durante três décadas, contribuindo para o entendimento das transformações produtivas e comerciais desse setor, além de fornecer subsídios para o fomento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural, territorial e regional.
“O congresso proporciona um ambiente de aprendizado e troca de experiências com outros pesquisadores e profissionais da área”, contou Maria Eduarda. “Isso enriquece minha formação e contribui para consolidação da Ufac como um polo de produção científica de excelência.”
Mulheres na gestão
A aluna de Ciências Econômicas, Riely Nilce de Melo Avilar, apresentou, na terça-feira, 21, o trabalho “Mulheres na Gestão de Propriedades Rurais na Amazônia Legal”. A pesquisa trata da atuação feminina no desenvolvimento regional e contribui para o debate sobre agricultura familiar, ruralidades e relações de gênero no meio rural, oferecendo perspectivas para promoção da equidade e do desenvolvimento sustentável na região. Esse estudo teve, ainda, coautoria de Raiza Gabriele Lima dos Santos.
“Apresentar um trabalho num congresso de relevância nacional, como o da Sober, e para uma audiência especializada é fundamental para minha formação profissional e promoção de intercâmbios”, pontuou Riely.
Milho e inflação
O aluno de Ciências Econômicas, Rogério Gonçalves Bezerra Junior, apresentou, na segunda-feira, 20, o trabalho “Análise da Inflação na Cadeia Produtiva do Milho: Evidências a Partir de Dados de Produção”, com o qual investigou como fatores econômicos afetam a produção do milho e o custo de vida, servindo como base para formuladores de políticas públicas e agentes do mercado.
“Além de projetar a pesquisa desenvolvida na Ufac para um público qualificado, tive a oportunidade de uma experiência inestimável de intercâmbio científico”, comentou Rogério. “Também destaco a discussão de ideias, o recebimento de feedback e a mobilização de contatos.”
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Ufac lança Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029) — Universidade Federal do Acre
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20 de julho de 2026A Ufac lançou seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 17, no auditório Pedro Martinello, no Centro de Convenções, campus-sede. A iniciativa integra o projeto “Ufac em Ação: Acessibilidade, Inclusão e Segurança” e busca orientar as ações destinadas à construção de uma universidade mais acessível, inclusiva e segura.
A reitora Guida Aquino destacou que a instituição já realizou melhorias de acessibilidade, mas ainda precisa avançar e buscar recursos para executar as ações previstas no plano. “Nós temos que buscar agora investimento para que possamos acolher nossos estudantes; a universidade não existe sem aluno.” Segundo ela, essas iniciativas devem atender também os servidores que necessitam de condições adequadas de acessibilidade.
O coordenador do projeto e prefeito do campus-sede, Artheson Cruz, explicou que o crescimento da infraestrutura física da Ufac ocorreu em diferentes períodos, com edificações construídas de acordo com normas distintas. Essa situação, para ele, resultou na existência de espaços acessíveis que não estão completamente conectados entre si.
“Você entra em um prédio que tem acessibilidade e, quando sai daquele local, já se depara com uma situação de ausência da acessibilidade”, disse e ressaltou que o aumento do número de pessoas com deficiência que ingressam na universidade exige a adequação dos espaços para garantir dignidade, autonomia, permanência e conclusão dos cursos.
O plano estabelece diretrizes para superar progressivamente os desafios de acessibilidade no campus-sede, no campus Floresta e nos núcleos da Ufac no Estado. Para a elaboração do documento, foram realizados levantamento técnico da infraestrutura e escuta qualificada com pessoas surdas, com deficiência visual e autistas.
A representante do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, Rayfa Almeida, destacou que a efetivação das medidas é fundamental para garantir o acesso e a permanência das pessoas com deficiência na universidade. “Esperamos que seja concretizado realmente, que seja efetivo para as pessoas com deficiência conseguirem finalizar seus cursos.”
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Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos — Universidade Federal do Acre
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20 de julho de 2026Estuantes do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), da Ufac em Santa Rosa do Purus (AC), no âmbito da disciplina Oficina Pedagógica: Leitura e Escrita na Escola, lançaram o livro “Tecendo Leituras: Contos e Caminhos para o Letramento Literário”. O evento ocorreu no sábado, 18, no município, reunindo professores, gestores, autoridades locais, familiares dos alunos e a representante do Parfor na ocasião, professora Grace Gotelip.
A obra foi organizada pela professora Emilly Ganum Areal e sua reprodução foi viabilizada com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), por meio da Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais (Dainpes). Segundo ela e os envolvidos no processo criativo, a iniciativa representa um marco para o Parfor da Ufac por resultar diretamente de uma disciplina do curso de graduação e reunir, pela primeira vez, textos literários de autores de Santa Rosa do Purus.
Além disso, agradeceram à Ufac, por meio da Prograd e da Dainpes, pelo apoio na concretização do projeto, o qual, para eles, deixa um legado no munícipio, incentiva a produção literária regional e reafirma o compromisso da universidade com a interiorização do ensino superior e com o desenvolvimento social através da educação.
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