POLÍTICA
PL quer ex-ministro do TSE para defender Jair Rena…
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1 ano atrásem
Ricardo Chapola
A cúpula do PL de Balneário Camboriú (SC) pretende convidar Admar Gonzaga, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e advogado próximo à família de Jair Bolsonaro, para assumir a defesa de vereadores do partido em uma ação que pode culminar na cassação de seis parlamentares eleitos em 2024, dentre os quais Jair Renan Bolsonaro, filho Zero Quatro do ex-presidente. O diretório local do PL é acusado por legendas de esquerda de ter cometido fraude em cotas de gênero na disputa municipal deste ano.
A petição foi apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) às vésperas da diplomação dos candidatos que venceram as eleições. Na ação, a coligação composta por PT, PCdoB, PSOL, Rede e Solidariedade sustenta que quatro das oito mulheres que concorreram a algum cargo pelo PL em 2024 representariam candidaturas fictícias constituídas apenas para que o partido cumprisse o percentual de candidaturas femininas exigidas pela legislação, que é de, no mínimo, 30%. Na prática, as siglas argumentam que o PL fez uso de mulheres como “laranjas” para garantir os cargos que serão ocupados por homens.
“O repasse de recursos não observa o mesmo padrão para as candidaturas femininas. Observa-se que o valor destinado às candidatas foi notoriamente inferior àquele destinado aos candidatos e nenhuma delas alcançou a margem dos 100 votos. Com máxima vênia, está evidente que as candidatas não receberam o mesmo tratamento e tampouco receberam estímulos materiais necessários para efetivação dos objetivos precípuos que norteiam a norma da cota de gênero”, diz um trecho da petição, que pede também a abertura de um inquérito por parte das autoridades eleitorais.
Ainda no dia 16 de dezembro, quando da diplomação dos eleitos, a Justiça Eleitoral de SC determinou prazo de 5 dias para que o PL e os vereadores apresentassem defesa no caso. Jair Renan foi o candidato a vereador mais votado da cidade, com 3.033 votos. Ele é um dos seis alvos do pedido de cassação. Os demais são Victor Forte, Kaká Fernandes, Guilherme Cardoso, Anderson Santos e Medeiros. A Câmara de Vereadores do município conta com 19 cadeiras.
Histórico ligado ao ex-presidente
Admar Gonzaga deixou o TSE em abril de 2019. Depois disso, virou advogado de defesa de Bolsonaro em alguns processos e também participou dos esforços frustrados para a criação do Aliança pelo Brasil, partido que o ex-presidente tentou montar em 2019. O ex-ministro do TSE já atua como advogado de defesa de Jair Renan em um processo que Zero Quatro enfrenta no Distrito Federal.
Em março deste ano, o Ministério Público do Distrito Federal apresentou uma denúncia contra o filho mais novo de Bolsonaro pelos crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso no âmbito da Operação Nexus, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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9 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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