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Podemos ser heróis: as pessoas inspiradoras que conhecemos ao redor do mundo em 2024 – primeira parte | Desenvolvimento global

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O alpinista boliviano que escalou novas alturas

Há nove anos, Cecilia Llusco foi uma das 11 mulheres indígenas que chegaram ao cume do Huayna Potosí, com 6.088 metros de altura, em Bolívia. Eles se autodenominavam cholitas escaladoras (as cholitas escaladoras) e escalaram muitos outros picos na Bolívia e em toda a América do Sul. Seu nome vem de cola, outrora um termo pejorativo para mulheres indígenas aimarás.

Em agosto, viajei para a Bolívia para uma expedição de três dias escalando Huayna Potosí com Llusco, 39 anos, que, junto com muitos de seus colegas cholitas escaladoras, agora funciona como um guia. Começou a trabalhar com turismo aos oito anos, ao lado do pai, guia de trekking.

Cecilia Llusco enfrentou muita discriminação por ser uma mulher indígena que escala montanhas. Fotografia: Claudia Morales/The Guardian

Llusco tem enorme orgulho de ser uma mulher indígena e sempre sobe montanhas vestindo-a saiauma volumosa saia floral tradicional, sobre camadas de anáguas. Observá-la subir uma parede de gelo usando grampos e capacete, e segurando duas picaretas, enquanto a saia e as anáguas balançavam ao vento, foi inesquecível.

Ela e seus colegas enfrentaram discriminação por serem mulheres indígenas e por ousarem chegar ao topo de várias montanhas. Mas apesar de tudo, Llusco é cheio de uma exuberância contagiante e alegre quando está na natureza. E a sua crença na força dos outros, especialmente das mulheres, é firme e tranquilizadora.
Sarah Johnson

O fotógrafo que documentou os horrores de Gaza

Quando rebentou a guerra em Gaza, Motaz Azaiza pegou na sua câmara e dirigiu-se para a linha da frente. Ele gastou 107 dias documentando o conflito, durante o qual 15 membros de sua família foram mortos.

Através das suas lentes, o resto do mundo pôde testemunhar a devastação em Gaza. Suas imagens não editadas atraíram milhões de seguidores nas redes sociais.

As fotografias de Motaz Azaiza sobre a devastação em Gaza alcançaram milhões de pessoas nas redes sociais. Fotografia: Motaz Azaiza

Quando Conheci Azaiza pela primeira vez em Fevereiro, ele tinha acabado de chegar a Doha depois de ter sido levado para fora de Gaza num avião de evacuação militar. Ele estava quieto, mentalmente exausto e cheio de dúvidas – a culpa de deixar sua terra natal e todos que ele amava era palpável.

Mas ele também era resiliente e determinado. “Todos temos a responsabilidade de testemunhar o que está a acontecer em Gaza”, disse-me ele.

Desde então, Azaiza tornou-se um defensor global de Gaza. Ele voou ao redor do mundo, compartilhando suas experiências de guerra em primeira mão e pedindo um cessar-fogo. Quando ele não está pressionando ministros de alto nível, você pode encontrá-lo dando palestras motivacionais para estudantes manifestantes na Universidade de Columbia, em Nova York, ou ocupando o centro do palco em um evento Concerto do Massive Attack em Bristol.

Quando falámos pela última vez, Azaiza estava a terminar uma digressão de palestras pelos EUA, durante a qual ajudou a angariar mais de 5 milhões de dólares (4 milhões de libras) para a Unrwa, a agência da ONU para os refugiados palestinianos. Foi inspirador vê-lo tão determinado como sempre.

“Só ficarei orgulhoso das minhas conquistas quando o genocídio do meu povo parar”, disse ele. “Não há liberdade até que todos sejam livres.”
Thaslima Begum

O ciclista etíope que se recusou a ceder à guerra

Genet Mekonen, 23 anos, é capitã da equipe feminina de ciclismo Mekelle 70 Enderta em Tigray, região mais ao norte da Etiópia. Estima-se que várias centenas de milhares de pessoas tenham morridomuitas vítimas de doenças e de fome, quando o governo bloqueou a ajuda, e as mulheres foram alvo de uma campanha de violações em massa.

Com seus membros dispersos Etiópiaa equipe de Genet não conseguiu competir por quase três anos e quase não sobreviveu à guerra. Hoje, porém, as mulheres de Mekelle 70 Enderta estão de volta à estrada.

Quando a entrevistei em abrilenquanto a equipa se preparava para um torneio na cidade histórica de Axum, Genet tinha acabado de regressar da competição nos Jogos Africanos em Accra, no Gana, cumprindo uma ambição de toda a vida.

O capitão da equipe, Genet Mekonen, recebe tratamento para lesões sofridas em um acidente recente, após um torneio em Axum. Fotografia: Fred Harter

“Muito poucas pessoas esperavam que os ciclistas de Tigray representassem a Etiópia em Accra, mas conseguimos”, disse ela.

Muitos atletas podem sentir-se compreensivelmente amargurados por terem alguns dos seus melhores anos arrebatados por conflitos, mas Genet está optimista e implacavelmente optimista.

Combinando humor fácil com disciplina atlética rigorosa, ela é uma líder natural, mesmo em tenra idade, e tem como objetivo se tornar uma competidora internacional regular. “Quero ser uma das melhores e estabelecer novos recordes”, disse ela.
Fred Harter

O menino Rohingya mudo que encontrou uma maneira de contar sua história

Embora não possa falar ou ouvir, Asom Khan tem muito a dizer. Quando cheguei ao seu abrigo num campo de refugiados Rohingya no Bangladesh, ele foi rápido a desenterrar os seus livros de arte para que eu pudesse ver os seus desenhos, a mostrar-me as fotografias que tira com o seu telefone e a conte-me a história dele através da linguagem de sinais improvisada que ele desenvolveu.

Há algo em Khan que parece representativo de como Rohingya os refugiados são tratados colectivamente – um milhão de pessoas que raramente são autorizadas a falar pelas autoridades.

pular a promoção do boletim informativo

Asom Khan mostra seu desenho da vida dos Rohingya em Mianmar. Ele desenvolveu sua própria linguagem de sinais para permitir que ele se expressasse. Fotografia: Kaamil Ahmed

Ele também representa sua determinação em serem ouvidos. UM foto de Asom chorando de fome depois de chegar a Bangladesh em 2017, quando 700 mil rohingyas fugiram dos massacres cometidos pelos militares de Mianmar, foi uma das fotos mais memoráveis ​​da crise. Agora ele tira suas próprias fotos, que compartilha no Instagram, e reúne histórias de sua comunidade.

A fotografia permitiu a Asom comunicar ao mundo como é viver num campo de refugiados, onde passou quase metade da sua vida.
Kamil Ahmed

O advogado iraniano que luta pelas mulheres

É difícil compreender a força necessária para continuar face a décadas de assédio estatal, incluindo prisão, apenas por fazer o seu trabalho. Mas a advogada de direitos humanos Nasrin Sotoudeh tem feito exactamente isso, ao mesmo tempo que apoia outros com calor, humor e determinação de aço.

A sua determinação em defender as vítimas da injustiça no Irão é resoluta. Durante décadas ela lutou pela justiça, defendendo crianças no corredor da morte, crianças vítimas de violência doméstica e activistas proeminentes. Ela foi espancada e presa após comparecer ao funeral de um jovem de 16 anos Armita Geravand com a cabeça descoberta, desafiando as regras do hijab.

Nasrin Sotoudeh em sua casa em Teerã há 11 anos. Desde então, ela foi presa e impedida de exercer a advocacia, mas ainda luta pelos direitos humanos. Fotografia: Abedin Taherkenareh/EPA-EFE

Alguns questionam como, como esposa e mãe, ela poderia correr o risco de ser presa, depois de ter sido condenado a 38 anos e 148 chicotadas pelo seu trabalho em matéria de direitos humanos em 2019. Mas o apoio do marido e dos filhos é inabalável: “As pessoas dizem que a vida é preciosa, não sacrifique a sua vida familiar, mas os direitos humanos e a liberdade também são valiosos e preciosos”.

Sotoudeh está agora em licença médica da prisão, mas foi impedido de exercer a advocacia. Mesmo assim, ela faz o que pode para ajudar outras pessoas, atuando como consultora e continua a lutar por suas crenças.

Falando com Sotoudeh por videochamada no início deste ano, o que mais me impressionou foi o seu comportamento calmo, mesmo enquanto ela falava sobre voltar para a prisão. Ela tem todo o direito de se enfurecer contra o regime, mas continua focada no combate aos abusos.

O governo tem sido incansável nos seus esforços para esmagar o seu espírito, mas Sotoudeh recusa-se a perder a esperança. Mesmo que o Irão continue a reprimir os protestos, ela tem fé que a repressão violenta das mulheres, e dos homens que as apoiam, não durará para sempre.
Isabel Choate

A trabalhadora do sexo na Costa do Marfim arriscando tudo pela sua família

Este verão, eu me encontrei nas profundezas das florestas do norte da Costa do Marfim, perto da fronteira com o Mali e a Guiné, conversando com dezenas de jovens mulheres nigerianas, muitas delas atraídas para lá por traficantes que lhes prometeram bons empregos.

Uma delas era Sandra, 22 anos, que compartilhava discretamente a ambição de todos eles de serem independentes. Ao contrário de muitos dos seus colegas, no entanto, ela nasceu numa família rica e conscientemente começou a trabalhar com sexo.

Depois que seu pai morreu quando ela era adolescente, e como é habitual em partes do sudeste Nigériaos tios dela confiscaram a propriedade dele e expulsaram a família dele.

Sandra foi forçada a se tornar a ganha-pão para ajudar sua mãe a cuidar de sua família. A sua procura de emprego levou primeiro ao trabalho sexual na Nigéria e depois Costa do Marfim.

Enquanto ela falava, sua determinação em voltar para sua família e dar-lhes uma aparência da vida que lhes havia sido arrancada era evidente. Sandra também insistiu que mesmo depois de pagar a dívida de 1 milhão de francos CFA da África Ocidental (£ 1.300) que sua senhora alegou que lhe devia, ela continuaria trabalhando para arrecadar dinheiro suficiente para levar de volta à Nigéria, de modo que todos os seus sacrifícios valessem a pena. isto.

Sua determinação de negar a si mesma qualquer conforto indefinidamente e colocar sua dignidade e vida em risco por seus entes queridos em uma idade tão jovem foi tão inspiradora quanto perturbadora.
Eromo Egbejule



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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.

A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.

O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.

A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.

A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.

Conscientização e prevenção

Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.

A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.

A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.

A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.



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