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A inteligência artificial moldou as eleições de 2024 nos EUA? | Notícias da eleição de 2024 nos EUA
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Dias depois de os eleitores de New Hampshire terem recebido uma chamada automática com uma voz gerada artificialmente que lembrava a do presidente Joe Biden, a Comissão Federal de Comunicações proibiu o uso de vozes geradas por IA em chamadas automáticas.
Foi um ponto crítico. As eleições de 2024 nos Estados Unidos seriam as primeiras a acontecer num contexto de amplo acesso público a geradores de IA, que permitem às pessoas criar imagens, áudio e vídeo – alguns para fins nefastos.
As instituições apressaram-se a limitar os delitos provocados pela IA.
Dezesseis estados promulgaram legislação sobre o uso da IA em eleições e campanhas; muitos desses estados exigiam isenções de responsabilidade na mídia sintética publicadas perto de uma eleição. A Comissão de Assistência Eleitoral, uma agência federal que apoia os administradores eleitorais, publicou um “kit de ferramentas de IA” com dicas que os funcionários eleitorais poderiam usar para comunicar sobre as eleições numa era de informações fabricadas. Os estados publicaram suas próprias páginas para ajudar os eleitores a identificar conteúdo gerado por IA.
Especialistas avisado sobre o potencial da IA para criar deepfakes que faziam os candidatos parecerem dizer ou fazer coisas que não fizeram. Os especialistas afirmam que a influência da IA pode prejudicar os EUA tanto a nível interno – enganando os eleitores, afectando a sua tomada de decisões ou dissuadindo-os de votar – como no estrangeiro, beneficiando adversários estrangeiros.
Mas a avalanche antecipada de desinformação impulsionada pela IA nunca se materializou. À medida que o dia das eleições chegava e passava, a desinformação viral desempenhava um papel de destaque, enganando sobre a contagem de votos, cédulas enviadas pelo correio e máquinas de votação. No entanto, esta trapaça baseou-se em grande parte em técnicas antigas e familiares, incluindo afirmações baseadas em texto nas redes sociais e vídeos ou imagens fora de contexto.
“O uso de IA generativa acabou por não ser necessário para enganar os eleitores”, disse Paul Barrett, vice-diretor do Centro Stern para Empresas e Direitos Humanos da Universidade de Nova Iorque. “Esta não foi ‘a eleição da IA’”.
Daniel Schiff, professor assistente de política tecnológica na Universidade de Purdue, disse que não houve nenhuma “campanha massiva de última hora” que enganasse os eleitores sobre os locais de votação e afetasse a participação. “Este tipo de desinformação foi de menor alcance e é pouco provável que tenha sido o factor determinante pelo menos nas eleições presidenciais”, disse ele.
As afirmações geradas pela IA que obtiveram maior força apoiaram as narrativas existentes, em vez de fabricar novas afirmações para enganar as pessoas, disseram os especialistas. Por exemplo, depois do ex-presidente Donald Trump e do seu companheiro de chapa à vice-presidência, JD Vance, alegarem falsamente que Haitianos comiam animais de estimação em SpringfieldOhio, Imagens de IA e memes retratando o abuso de animais inundaram a internet.
Entretanto, disseram especialistas em tecnologia e políticas públicas, as salvaguardas e a legislação minimizaram o potencial da IA para criar discurso político prejudicial.
Schiff disse que os potenciais danos eleitorais da IA geraram “energia urgente” focada na busca de soluções.
“Acredito que a atenção significativa por parte dos defensores públicos, dos actores governamentais, dos investigadores e do público em geral foi importante”, disse Schiff.
metaproprietária do Facebook, Instagram e Threads, exigia que os anunciantes divulgassem o uso de IA em quaisquer anúncios sobre política ou questões sociais. O TikTok aplicou um mecanismo para rotular automaticamente alguns conteúdos gerados por IA. A OpenAI, empresa por trás do ChatGPT e do DALL-E, proibiu o uso de seus serviços para campanhas políticas e impediu que os usuários gerassem imagens de pessoas reais.
Atores de desinformação usaram técnicas tradicionais
Siwei Lyu, professor de ciência da computação e engenharia da Universidade de Buffalo e especialista forense em mídia digital, disse que o poder da IA para influenciar as eleições também diminuiu porque havia outras maneiras de obter essa influência.
“Nesta eleição, o impacto da IA pode parecer fraco porque os formatos tradicionais foram ainda mais eficazes, e em plataformas baseadas em redes sociais como o Instagram, contas com muitos seguidores usam menos IA”, disse Herbert Chang, professor assistente de ciências sociais quantitativas no Dartmouth College. . Chang co-escreveu um estudo que descobriu que imagens geradas por IA “geram menos viralidade do que memes tradicionais”, mas memes criados com IA também geram viralidade.
Pessoas proeminentes com muitos seguidores espalham mensagens facilmente sem a necessidade de mídia gerada por IA. Trump, por exemplo, disse repetidamente falsamente em discursos, entrevistas nos meios de comunicação social e nas redes sociais que os imigrantes ilegais estavam a ser trazido para os EUA para votar embora os casos de votação de não cidadãos sejam extremamente raros e a cidadania seja exigida para votar nas eleições federais. As pesquisas mostraram que as repetidas afirmações de Trump valeram a pena: mais da metade dos americanos em outubro disseram estar preocupados com o fato de os não-cidadãos votarem nas eleições de 2024.
As verificações de fatos e histórias do PolitiFact sobre desinformação relacionada às eleições destacaram algumas imagens e vídeos que empregavam IA, mas muitas peças de mídia viral eram o que os especialistas chamam de “falsificações baratas” – conteúdo autêntico que foi editado de forma enganosa sem IA.
Noutros casos, os políticos inverteram o guião – culpando ou menosprezando a IA em vez de a utilizar. Trump, por exemplo, alegou falsamente que uma montagem de suas gafes divulgada pelo Projeto Lincoln foi gerada por IA, e ele disse que uma multidão de apoiadores de Harris foi gerada por IA. Depois que a CNN publicou uma reportagem de que o vice-governador da Carolina do Norte Marcos Robinson fez comentários ofensivos em um fórum pornográfico, Robinson afirmou que era IA. Um especialista disse a Greensboro, à WFMY-TV da Carolina do Norte, que Robinson alegou ser “quase impossível”.
IA costumava alimentar ‘animus partidário’
As autoridades descobriram que um mágico de rua de Nova Orleans criou a falsa chamada automática de Biden em janeiro, na qual o presidente podia ser ouvido desencorajando as pessoas a votar nas primárias de New Hampshire. O mágico disse que levou apenas 20 minutos e US$ 1 para criar o áudio falso.
O consultor político que contratou o mágico para fazer a ligação enfrenta uma multa de US$ 6 milhões e 13 acusações criminais.
Foi um momento de destaque em parte porque não se repetiu.
A IA não impulsionou a disseminação de duas grandes narrativas de desinformação nas semanas que antecederam o dia da eleição – as alegações fabricadas de consumo de animais de estimação e falsidades sobre os esforços de socorro da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências após os furacões Milton e Helene, disse Bruce Schneier, professor adjunto de políticas públicas na Harvard Kennedy School.
“Testemunhámos o uso de deepfakes para agitar de forma aparentemente bastante eficaz o ânimo partidário, ajudando a estabelecer ou cimentar certas opiniões enganosas ou falsas sobre os candidatos”, disse Daniel Schiff.
Ele trabalhou com Kaylyn Schiff, professora assistente de ciência política em Purdue, e Christina Walker, candidata ao doutorado em Purdue, para criar um banco de dados de deepfakes políticos.
A maioria dos incidentes deepfake foram criados como sátira, mostraram os dados. Por trás disso estavam deepfakes que pretendiam prejudicar a reputação de alguém. E o terceiro deepfake mais comum foi criado para entretenimento.
Deepfakes que criticavam ou enganavam as pessoas sobre os candidatos eram “extensões das narrativas políticas tradicionais dos EUA”, disse Daniel Schiff, como aquelas que retratam Harris como um comunista ou um palhaço, ou Trump como um fascista ou um criminoso. Chang concordou com Daniel Schiff, dizendo que a IA generativa “exacerbou as divisões políticas existentes, não necessariamente com a intenção de enganar, mas através de hipérboles”.
As principais operações de influência estrangeira dependiam de atores, não de IA
Os pesquisadores alertaram em 2023 que a IA poderia ajudar adversários estrangeiros a conduzir operações de influência de forma mais rápida e barata. O Centro de Influência Maligna Estrangeira – que avalia as actividades de influência estrangeira que visam os EUA – disse no final de Setembro que a IA não tinha “revolucionado” esses esforços.
Para ameaçar as eleições nos EUA, disse o centro, os intervenientes estrangeiros teriam de ultrapassar as restrições das ferramentas de IA, evitar a deteção e “direcionar e disseminar estrategicamente esse conteúdo”.
As agências de inteligência – incluindo o Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional, o FBI e a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestruturas – sinalizaram operações de influência estrangeira, mas esses esforços empregaram mais frequentemente atores em vídeos encenados. Um vídeo mostrou uma mulher que alegou que Harris a havia atingido e ferido em um acidente de carro. A narrativa do vídeo foi “totalmente fabricada”, mas não IA. Os analistas vincularam o vídeo a uma rede russa apelidada de Storm-1516, que usou táticas semelhantes em vídeos que procuravam minar a confiança eleitoral na Pensilvânia e na Geórgia.
As salvaguardas da plataforma e a legislação estadual provavelmente ajudaram a conter o ‘pior comportamento’
As redes sociais e as plataformas de IA procuraram dificultar a utilização das suas ferramentas para espalhar conteúdos políticos nocivos, adicionando marcas de água, rótulos e verificações de factos às reivindicações.
Tanto a Meta AI quanto a OpenAI disseram que suas ferramentas rejeitaram centenas de milhares de solicitações para gerar imagens de IA de Trump, Biden, Harris, Vance e do candidato democrata à vice-presidência, governador de Minnesota, Tim Walz. Num relatório de 3 de dezembro sobre as eleições globais em 2024, o presidente da Meta para assuntos globais, Nick Clegg, disse: “As classificações sobre conteúdo de IA relacionado com eleições, política e tópicos sociais representaram menos de 1 por cento de toda a desinformação verificada”.
Ainda assim, houve deficiências.
O Washington Post descobriu que, quando solicitado, o ChatGPT ainda redigia mensagens de campanha direcionadas a eleitores específicos. O PolitiFact também descobriu que a Meta AI produzia facilmente imagens que poderiam ter apoiado a narrativa de que os haitianos comiam animais de estimação.
Daniel Schiff disse que as plataformas têm um longo caminho pela frente à medida que a tecnologia de IA melhora. Mas, pelo menos em 2024, as precauções que tomaram e os esforços legislativos dos estados pareciam ter valido a pena.
“Estratégias como detecção de deepfake e esforços de conscientização pública, bem como proibições diretas, acho que tudo importava”, disse Schiff.
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20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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