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Polícia do Quênia dispara gás lacrimogêneo em protesto contra supostos sequestros do governo | Notícias

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Dezenas de quenianos foram raptados nos últimos meses, segundo grupos de defesa dos direitos humanos, que culpam a polícia e os serviços de inteligência.

A polícia da capital do Quénia, Nairobi, disparou gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes que se manifestavam contra o que consideram ser uma onda de raptos inexplicáveis ​​de críticos do governo.

Dezenas de quenianos foram raptados nos últimos meses, segundo grupos de direitos humanos, que atribuem as detenções extrajudiciais à polícia e aos serviços de inteligência do Quénia.

As autoridades quenianas afirmaram que o governo não tolera nem se envolve em execuções extrajudiciais ou sequestros.

Alguns grupos de jovens manifestantes marcharam no centro de Nairobi na segunda-feira, enquanto pequenos grupos de outros manifestantes organizaram manifestações enquanto nuvens de gás lacrimogéneo pairavam no ar. Eles entoavam slogans contra o governo, com alguns segurando cartazes denunciando detenções ilegais enquanto a polícia a cavalo patrulhava nas proximidades.

Manifestantes manifestam-se contra o que consideram ser uma onda de sequestros inexplicáveis ​​de críticos do governo, ao longo da caminhada de Aga Khan, no centro de Nairóbi, no Quênia (Onsase Juma/Reuters)

Entre os manifestantes estava o legislador da oposição Okiya Omtatah, que participava num protesto, com os manifestantes a usarem correntes grossas para os manter unidos enquanto a tropa de choque tentava separá-los.

O jornal queniano Daily Nation informou que Omtatah e 10 outros manifestantes foram detidos durante os protestos.

A Comissão Nacional do Quénia para os Direitos Humanos levantou na semana passada preocupação sobre um número crescente de alegados raptos de críticos do governo, dizendo que o número total de tais casos é de 82 desde que os protestos antigovernamentais começaram em Junho.

Inicialmente destinadas a anular os aumentos de impostos propostos, as manifestações acabaram por evoluir para um movimento que ultrapassou as divisões étnicas tradicionais do Quénia, tornando-se a maior ameaça ao governo do Presidente William Ruto.

Ruto disse no sábado que o governo iria acabar com os raptos para que os jovens vivessem em paz.

‘Viver com medo’

Na segunda-feira, Omtatah abriu um processo no Tribunal Superior de Nairobi visando obrigar o governo a libertar sete jovens, acusando a polícia de os raptar.

“Se cometeram um crime, que sejam processados ​​e apresentados em tribunal para se defenderem”, disse ele.

Os jovens manifestantes disseram que eram solidários com os raptados no seu dia-a-dia. “Existimos num momento em que temos que viver com medo”, disse um manifestante, Orpah Thabiti.

Quatro usuários de mídia social desapareceram depois de compartilharem imagens de Ruto geradas por IA que foram consideradas ofensivas por apoiadores do governo.

A comissão de direitos alertou que o Quénia estava a regressar aos “dias sombrios” do desaparecimento dos críticos do governo. O rapto e a tortura da oposição eram comuns durante a administração do falecido Presidente Daniel Moi.

Wanjiru Gikonyo, investigador sobre boa governação e responsabilização, disse que os protestos no Quénia foram “orgânicos, desde o terreno, sem liderança e organizados digitalmente”.

“O que estamos a ver num contexto mais amplo é na verdade uma transição política”, disse Gikonyo à Al Jazeera.

“Estes jovens, embora não tenham um líder identificado, na verdade têm o coração e a mente dos quenianos. Isto mostra que os quenianos estão fartos de ter uma constituição no papel que não é expressa na realidade”, acrescentou.

A actual liderança política liderada por Ruto, disse ela, “não cumpriu a promessa de transição democrática”, algo que dificilmente mudará.



Leia Mais: Aljazeera

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Podcast da Ufac entrevista novo reitor Josimar Ferreira — Universidade Federal do Acre

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O canal UfacTV no YouTube transmitiu ao vivo, na quinta-feira, 13, a estreia da terceira temporada do CapiCast, podcast oficial produzido pela Assessoria de Comunicação da universidade. O episódio inaugural trouxe como convidado o professor Josimar Ferreira, que assumiu a Reitoria da instituição para o quadriênio 2026-2030, em uma entrevista conduzida pela apresentadora e assessora de Comunicação Nattércia Damasceno. A solenidade oficial de transmissão de cargo será na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Com a temática geral “Ufac em Perspectiva: Floresta, Conhecimento, Futuro”, a nova temporada busca debater o papel da universidade na transformação social e no desenvolvimento regional, integrando a produção acadêmica à preservação ambiental e às demandas da comunidade acreana.

Durante a conversa, o novo reitor relembrou sua trajetória acadêmica iniciada em 1997, quando ingressou no curso de Agronomia como filho de produtores rurais e enfrentou os desafios do ensino superior na época, como a escassez de transporte e de bolsas de estudo. “Estar no cargo de reitor me faz refletir isso, porque eu sei de onde vim, como se diz, o chão de fábrica, um filho de um produtor rural que, graças ao processo educacional, chega ao maior posto da sua casa.”

Ao tratar das prioridades para os primeiros cem dias de gestão, Josimar antecipou medidas voltadas à reestruturação de serviços e ao diálogo com a comunidade. O primeiro ato administrativo a ser submetido ao Conselho Universitário (Consu) será a revogação das reuniões virtuais, garantindo o retorno das sessões presenciais dos colegiados.

O plano de ação inicial também inclui a retomada dos serviços de xerox para alunos e docentes, o estudo para implantação de reconhecimento facial nas catracas do Restaurante Universitário e o foco na conclusão de obras pendentes, como a passarela da Medicina Veterinária e as instalações do Colégio de Aplicação.

Outro tema abordado foi o compromisso com a inclusão e a equidade. O gestor anunciou que proporá ao Consu a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, estrutura planejada para centralizar e fortalecer as políticas voltadas aos estudantes indígenas, ao Núcleo de Apoio à Inclusão e aos observatórios sociais da instituição.

Por fim, o fortalecimento da comunicação pública foi apontado como peça-chave para romper os muros da academia e levar o conhecimento científico diretamente à sociedade.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre

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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac-reitor-e-vice.jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.

Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.

Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.

A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.

A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.

Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”

Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.

 



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Proaes lança plataforma para cadastro da assistência estudantil — Universidade Federal do Acre

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A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), da Ufac, oficializou o lançamento do Cadastro da Assistência Estudantil (Caes) nessa terça-feira, 11. A nova plataforma digital foi desenvolvida para reformular o processo de seleção de bolsas e auxílios financeiros da instituição, com o objetivo de reduzir a burocracia, otimizar o fluxo socioeconômico e ampliar o acesso dos acadêmicos aos programas de permanência universitária.

A plataforma já está disponível para acesso e o preenchimento do cadastro poderá ser realizado ao longo do ano de 2026. A transição completa do fluxo de seleção para o novo ambiente digital será concluída para ter validade nos editais previstos para o ano letivo de 2027.

O sistema apresenta interface que se adapta, permitindo o preenchimento e acompanhamento das etapas diretamente por dispositivos móveis, como celulares e tablets. Outra mudança estrutural do Caes é a otimização do formulário socioeconômico, que teve sua extensão reduzida de 14 para 9 páginas. O documento passa a ser pré-preenchido de forma automática com dados cadastrais já existentes nas bases de dados integradas da Ufac, evitando a inserção repetitiva de informações pessoais pelos discentes.

O modelo operacional introduz a aprovação prévia do cadastro socioeconômico, que terá validade mínima de dois anos. Com a homologação efetuada pela equipe de assistentes sociais da Proaes, o estudante integrará um banco de dados unificado, ficando apto a diferentes modalidades de auxílios e bolsas por meio de uma manifestação de interesse digital, sem a necessidade de reapresentar a documentação completa a cada novo edital lançado. Apenas modalidades específicas que demandem comprovações complementares, como o auxílio-creche, exigirão anexos pontuais.

O desenvolvimento da ferramenta durou aproximadamente dez meses e foi viabilizado por uma cooperação técnica entre a Proaes, o projeto WebAcademy, sob coordenação do professor Daricélio Moreira, o Núcleo de Tecnologia da Informação e o corpo de assistentes sociais da universidade, que atuaram na especificação das regras de negócio do software. Três acadêmicos selecionados via edital atuaram diretamente na programação e construção do sistema.

“O Cadastro da Assistência Estudantil vai trazer uma redução na burocracia e a possibilidade de melhorar o acesso dos estudantes aos benefícios da Proaes”, disse o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Isaac Dayan. “Temos vários aspectos que ajudam o estudante a ter uma melhor experiência na hora de concorrer, como uma interface intuitiva e a redução da quantidade de páginas do formulário. Acreditamos que será um grande avanço na política de assistência estudantil.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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