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Policlínica Tucumã oferece atendimento de alta complexidade e planejamento familiar
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Kenno Vinicius
Atendendo o público gratuitamente, a Policlínica Tucumã é um centro de saúde de referência em Rio Branco. Com foco na saúde materna, infantil e no planejamento familiar, a unidade oferece serviços que vão desde atendimentos pediátricos a procedimentos especializados como a vasectomia e a laqueadura.

A Policlínica Tucumã funciona como uma unidade de média complexidade, oferecendo atendimentos especializados para gestantes e crianças em situação de risco. De acordo com Luciana Carvalho, gerente-geral da Policlínica Tucumã, a unidade realiza atendimentos focados em gestantes de alto risco e pediatria de alto risco, além de outras especialidades como endocrinologia e reumatologia.
Luciana explica que a unidade também trabalha com uma parceria de telemedicina com o Hospital Albert Einstein, assim, oferecendo consultas especializadas a distância. “Nosso trabalho aqui é garantir que o paciente receba o atendimento que precisa com a maior qualidade possível. Tudo é feito com muito cuidado, desde o atendimento às gestantes de alto risco até o acompanhamento remoto com nossos especialistas via telemedicina”, afirma Luciana.
Planejamento Familiar: vasectomia e laqueadura
Trabalhando com serviços de planejamento familiar, a Policlínica do Tucumã oferece procedimentos de vasectomia e laqueadura. Para a realização desses procedimentos é preciso seguir um protocolo de encaminhamento de uma unidade de saúde.
Esse sistema garante que o atendimento seja realizado apenas para aqueles que realmente necessitam. Após isso, os pacientes são encaminhados para a Policlínica para dar continuidade ao processo.

“Todo o atendimento aqui é regulado, ou seja, o paciente precisa ser encaminhado. Não temos atendimento por demanda espontânea. Isso é importante para garantir que todo o processo seja feito da forma correta e que o paciente tenha a melhor assistência”, explica Luciana.
Apesar de ser uma cirurgia simples, a vasectomia é pouco requisitada na unidade devido a especulações sobre a operação. “Algo que também deve ser trabalhado pela atenção primária é a questão da educação, a forma comunicativa de fazer entender que vasectomia é um procedimento simples”, observa a gerente.
Jaqueline Souza, de 30 anos, está em uma gravidez de risco e está sendo acompanhada pelo atendimento especializado da Policlínica do Tucumã. Ela começou seu acompanhamento com 26 semanas de gestação, após a identificação de um problema cardíaco no bebê. “O atendimento é muito bom. O suporte que eles dão, tanto no atendimento médico quanto na questão de exames, é de alta qualidade”, afirma Jaqueline.
A paciente que está com 31 semanas de gestação, foi encaminhada pela Urap da Vila Ivonete, onde passou a ser acompanhada por especialistas. “Agora, com o acompanhamento aqui, posso continuar com os mesmos profissionais, mas sem custo, o que tem feito toda a diferença para nós”, diz Jaqueline, que antes estava sendo atendida por unidades particulares.

Moradora do município de Bujari, Sirlene Regina Marques também está sendo acompanhada durante sua gravidez de risco. Atualmente, com 31 semanas de gestação, ela iniciou o acompanhamento após a detecção de problemas no bebê. “O atendimento aqui é muito bom. Os profissionais são qualificados. Sou sempre bem atendida”, compartilha a paciente.
A unidade também oferece suporte à Sirlene para sua decisão futura: após o nascimento do filho, ela realizará uma laqueadura, sendo, neste momento, bem orientada e preparada para o futuro procedimento.

Serviços especializados e interconsultas
Oferecendo serviços especializados em áreas como endocrinologia e neuropediatria, a unidade também realiza interconsultas. Esse serviço acontece quando o médico identifica que o paciente necessita de uma consulta com outra especialidade e encaminha internamente, sem precisar procurar outros locais.
Outro serviço oferecido pela Policlínica do Tucumã é a telemedicina. Por meio de um monitor, os pacientes podem realizar interconsultas com especialistas de outras localidades.
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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre
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6 de março de 2026A Ufac integra uma rede de trabalho técnico-científico formada por pesquisadores do Brasil e da França, desenvolvendo trabalhos nas áreas de pecuária sustentável e produção integrada. Também compõem a rede profissionais das Universidades Federais do Paraná e de Viçosa, além do Instituto Agrícola de Dijon (França).
A rede foi construída a partir do projeto “Agropecuária Tropical e Subtropical e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, aprovado em chamada nacional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil. Esse programa iniciou na década de 1970 e, pela primeira vez, uma instituição do Acre teve um projeto aprovado.
Atualmente, alunas do doutorado em Agronomia da Ufac, Natalia Torres e Niqueli Sales, realizam parte do curso no Instituto Agrícola de Dijon, na modalidade doutorado sanduíche. Elas fazem estudos sobre sistemas que integram produção de bovinos, agricultura e a ecofisiologia de espécies forrageiras arbustivas/arbóreas.
Além disso, a equipe do projeto realiza entrevistas com criadores de gado (leite e corte), a fim de produzir informações para proposição de melhorias e multiplicação das experiências de sucesso. Há, ainda, um projeto em parceria com a equipe da Cooperativa Reca para fortalecer a pecuária integrada e sustentável.
Outra ação da rede é a proposta do sistema silvipastoril de alta densidade de plantas, com objetivo de auxiliar agricultores que possuem embargos ambientais na atividade de recomposição de reservas. No momento, a equipe discute um consórcio de plantas que atende à legislação ambiental. Da Ufac, fazem parte da rede os professores Almecina Balbino Ferreira, Vanderley Borges dos Santos, Eduardo Mitke Brandão Reis e Eduardo Pacca Luna Mattar, que trabalham nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal.
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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre
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4 de março de 2026A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.
A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.
O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.
Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.
Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.
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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
25 de fevereiro de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.
Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.
Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.
Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.
Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.
Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).
A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.
Laboratório de Paleontologia
Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.
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