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Por que alguns no sul global não estão de luto pela morte da USAID | Opiniões

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Por que alguns no sul global não estão de luto pela morte da USAID | Opiniões

A campanha Blitzkrieg do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a Agência de Desenvolvimento Internacional (USAID) dos EUA, demoliu a organização descrita como o “maior doador do mundo” e os trabalhadores de deixados para ajuda para salvar o sistema internacional de ajuda ao desenvolvimento e resposta humanitária. Muitos lamentaram as graves consequências da decisão sem precedentes do presidente dos EUA, bem como movimentos de outros países, como o Reino Unido, de cortar a ajuda.

Em um post do LinkedIn comentando sobre a situação, Luca Crudeli, que disse que está “imerso em desenvolvimento desde 2003”, falou do “sentimento de que o centro moral de nosso trabalho está silenciosamente escapando” e “a percepção desconfortável de que a alma humanista do desenvolvimento pode se perder em uma despedida de contratos e scorecardards”.

Mas descrever o “desenvolvimento” como ter uma alma humanista seria para muitas pessoas no sul global uma contradição em termos. Isso não quer dizer que muitas pessoas que trabalham em “desenvolvimento” não sejam seres humanos morais e decentes genuinamente interessados ​​em melhorar o bem -estar dos outros em todo o mundo. Nem é negar que a indústria de ajuda ofereça assistência crucial em que milhões dependem para sobreviver.

É dizer que a alma do “desenvolvimento” sempre foi muito menos humanista do que seus proponentes afirmam. De fato, toda a empresa de ajuda tem sido uma ferramenta para o controle geopolítico, um meio de preservar, em vez de eliminar a desigualdade global e a extração de recursos que a alimenta.

Nos últimos dias, após o desaparecimento da USAID, houve uma abertura crescente sobre essa realidade – consciente ou inconscientemente.

Por exemplo, uma declaração emitida pela interação, que “une e amplifica as vozes das principais organizações humanitárias e de desenvolvimento da América”, deixou isso bastante claro. Essas organizações, ele disse Antes de uma reescrita apressada“Trabalhe incansavelmente para salvar vidas e promover os interesses dos EUA em todo o mundo”. Ele acrescentou que o ataque à USAID suspendeu “programas que apóiam a liderança global da América e cria aspiradores perigosos que a China e nossos adversários preencherão rapidamente”.

Isso não parece muito humanista, não é?

Marina Kobzeva, que passou quase duas décadas como trabalhador ajuda comentou Sobre como os colegas do Norte global e do sul global reagiram de maneira diferente à declaração. Ela descreveu o primeiro lamentando -o como “uma redação ruim, … um erro honesto”, enquanto o último expressou uma sensação de reivindicação: “Finalmente, eles estão mostrando suas verdadeiras cores”.

O humanitarismo ocidental não apenas se perdeu. Está intimamente ligado ao colonialismo ocidental desde o início. Por exemplo, a Conferência de Berlim de 1884-1885, que preparou o cenário para a conquista da África da Europa, foi enquadrada como um evento humanitário.

E embora as primeiras organizações humanitárias tenham sido criadas para lidar com as consequências bárbaras do conflito na Europa, à medida que os projetos de reconstrução pós-Segunda Guerra Mundial acabaram, muitos começaram a desempenhar um papel ativo no sul global, onde apoiaram ativamente o domínio imperial.

A indústria de ajuda, na verdade, herdou a “missão civilizadora” do colonialismo. Seus artigos de imagem do bem-aventureiro sobre a natureza extrativa do sistema internacional e tentam melhorar seus piores excessos sem realmente desafiar o sistema. Se alguma coisa, os dois estão em um relacionamento simbiótico. A indústria de ajuda legitima os sistemas extrativos de comércio e governança global, que por sua vez produzem os resultados que legitimam a existência das agências de ajuda.

Como resultado, hoje, apesar da proliferação de agências de ajuda e desenvolvimento, a ordem global racializada mal se moveu, e a profunda desigualdade continua a caracterizar as relações entre as nações. Um estudo de 1997 do Escritório de Orçamento do Congresso dos EUA descobriu que a ajuda externa desempenhou, na melhor das hipóteses, um papel marginal na promoção do desenvolvimento econômico e na melhoria do bem -estar humano e poderia até “dificultar o desenvolvimento, dependendo do ambiente em que essa ajuda é usada e das condições sob as quais é dada”.

Portanto, não é de surpreender que, à medida que o setor de ajuda se encontre à beira, alguns deles afirma ajudar não ficarem totalmente tristes ao ver suas costas. Heba Aly, ex -CEO da nova agência de notícias humanitária, observou que em uma reunião recente: “Alguns ativistas do sul global se mostraram menos preocupados com os cortes de ajuda do que os doadores estavam na esperança que isso forçaria seus próprios líderes a assumir a responsabilidade e parar dependendo da ajuda”.

Isso destaca como a ajuda substitui a reforma fundamental dos sistemas globais e nacionais de Extração colonial para caridade.

A escavação da ajuda ocidental será, sem dúvida, trágica e dolorosa. Algumas das pessoas mais vulneráveis ​​do mundo sofrerão e muitas morrerão. Não devemos perder de vista isso em argumentos sobre a justiça ou maldade da ajuda em geral. O fato é que devemos abordar o mundo como ele é, não como desejamos que seja, e fazer tudo o que pudermos para melhorar o impacto.

Dito isto, esta também é uma oportunidade de começar a construir um mundo sem ajuda. “Se este é o começo do fim da ajuda”, escreveu Aly, “devemos nos concentrar na transformação estrutural”. Essa é a reforma do comércio global e sistemas financeiros que viram os salários mais pobres pelo estilo de vida dos ricos.

Isso não significa que seria um mundo hobbesiano sem solidariedade. Em vez disso, seria aquele em que a caridade não tem permissão para ser uma cobertura para a injustiça global.

E o fim da ajuda também deve ver o fim do “desenvolvimento”, uma ideologia perniciosa que assume o “mundo desenvolvido”, cuja prosperidade se baseia na ruína de outras sociedades e do planeta, é um exemplo que vale a pena emular. Precisamos trabalhar para uma ordem que realmente incorpore uma alma humanista.

As opiniões expressas neste artigo são do autor e não refletem necessariamente a postura editorial da Al Jazeera.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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