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Por que tantos morreram na Espanha? Porque a Europa ainda não aceitou a realidade das condições meteorológicas extremas | Friederike Otto
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Friederike Otto
UMno momento em que escrevo, o número de mortos aumentou para 214. Carros danificados e outros destroços estão empilhados nas ruas, grandes áreas de Valência permanecem submersas e a Espanha está de luto. No domingo, a raiva irrompeu quando o rei e a rainha de Espanha foram atirados com lama e outros objetos pelos manifestantes. Por que tantas vidas foram perdidas numa enchente bem prevista num país rico?
Do ponto de vista do Norte Global, a crise climática, causada pela queima de carvão, petróleo e gás, tem sido vista há muito tempo como uma ameaça distante, afectando as pessoas pobres no Sul Global. Esse equívoco perpetuou uma falsa sensação de segurança.
Os cientistas sabem há muito tempo que o aquecimento do clima com emissões de combustíveis fósseis resultará na intensificação de inundações, tempestades, ondas de calor, secas e incêndios florestais. Contudo, só em 2004 é que o primeiro estudo de atribuição vinculou formalmente um evento climático – a devastadora onda de calor europeia de 2003 – às mudanças climáticas. Apesar das evidências, as pessoas têm hesitado em associar condições meteorológicas extremas à crise climática.
eu fundei Atribuição do Clima Mundial em 2014 para mudar a conversa. Os nossos estudos de atribuição são realizados rapidamente, ao longo de dias ou semanas, imediatamente após desastres climáticos, para informar as pessoas em tempo real sobre o papel da crise climática.
Uma rápida análise após as cheias em Espanha concluiu que a emergência climática fez com que as chuvas extremas 12% mais intenso e duas vezes mais provável. Apesar disso, em Paiporta, onde morreram pelo menos 62 pessoas, o autarca disse que as inundações não são comuns e “as pessoas não têm medo”. Mas as alterações climáticas estão a tornar mais comuns eventos outrora raros.
Eventos recordes como estes complicam a preparação – como comunicar o perigo extremo de algo que alguém nunca experimentou antes?
Vimos isso acontecer recentemente depois Furacão Helena atingiu o continente. Mais de 200 pessoas morreram em inundações na região interior dos Apalaches, no sul dos EUA. Apesar dos avisos de inundações “catastróficas e potencialmente fatais” antes do desastre, as pessoas ainda foram apanhadas quando o desastre aconteceu, e muitos não conseguiam avaliar o quão extremas seriam as chuvas.
No entanto, em Espanhaas pessoas só foram avisadas quando isso estava acontecendo. Os avisos só foram enviados quando muitas pessoas já estavam presas em casas inundadas ou em parques de estacionamento subterrâneos, tentando deslocar os seus carros para locais mais elevados.
O mesmo aconteceu – ou melhor, não aconteceu – na Alemanha em 2021. Nenhuma informação foi dada sobre como agir e, o que é crucial, nenhum apoio foi dado àqueles que não conseguiram ajudar-se: na cidade alemã de Sinzig, 12 residentes de um lar para pessoas com deficiência afogadas. De volta a Espanha, já foram noticiadas as mortes dos habitantes de um lar de idosos e temo que mais histórias perturbadoras como esta surjam nas próximas semanas.
A World Weather Attribution estudou 30 inundações devastadoras e, em quase todos os casos, inclusive nos países em desenvolvimento, descobrimos que as chuvas foram bem previstas. Mas, como vimos em Espanha, a previsão não é suficiente. Os avisos, quando finalmente chegaram, não incluíam informações vitais sobre para onde e como evacuar.
Os governos locais e os serviços de emergência são os mediadores essenciais entre os serviços meteorológicos e as pessoas em perigo. Eles precisam ser fortalecidos e não desmantelados, como aconteceu com a Unidade de Emergência de Valência.
É evidente que os sistemas de catástrofes de Espanha precisam de ser melhorados. De um modo mais geral, precisamos de colocar algumas questões difíceis sobre os fundos internacionais para catástrofes – deveria a UE ter fundos para a prevenção, em vez de limpar a confusão após a ocorrência de uma catástrofe? Na minha opinião, é absolutamente necessário aumentar os fundos e desenvolver planos coordenados.
Veremos eventos climáticos mais extremos enquanto queimarmos combustíveis fósseis. Hoje estamos a 1,3ºC de aquecimento, mas estamos no bom caminho para experimentar até 3ºC até 2100, o que significaria que inundações semelhantes em Espanha aumentariam em frequência e gravidade. Sem criar um plano de ação e saber exatamente como implementá-lo, como praticado nos exercícios, o número de mortos será sempre elevado quando um recorde de calor é quebrado ou uma nova região sofre forças de chuva à escala de um furacão, como aconteceu em Espanha.
Investir nas pessoas e nos serviços de emergência salvará vidas. Mas os governos também não podem reconstruir da mesma forma. Quase em todos os lugares Europa onde as pessoas vivem, os rios são canalizados e todas as superfícies são seladas com concreto e asfalto para criar uma cidade confortável para os carros. Se quisermos começar a preocupar-nos com as pessoas, precisamos de voltar a dar espaço aos rios, para que tenham outro lugar para onde ir, em vez de entrarem nas casas das pessoas. A expansão urbana em toda a Europa está a criar superfícies cada vez mais impermeáveis e a expor um número crescente de pessoas a inundações devastadoras.
Nós, europeus, precisamos de aprender e reconstruir para um futuro que está apenas a emergir. Mas o mais urgente é que temos de praticar a sobrevivência num mundo alterado pelo clima.
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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
30 de janeiro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de certificação dos estudantes concluintes do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAp), referente ao ano letivo de 2025. Pela primeira vez, a solenidade ocorreu no campus-sede, na noite dessa quinta-feira, 29, no Teatro Universitário, e marcou o encerramento de uma etapa da formação educacional de jovens que agora seguem rumo a novos desafios acadêmicos e profissionais.
A entrada da turma Nexus, formada pelos concluintes do 3º ano, foi acompanhada pela reitora Guida Aquino; pelo diretor do CAp, Cleilton França dos Santos; pela vice-diretora e patronesse da turma, Alessandra Lima Peres de Oliveira; pelo paraninfo, Gilberto Francisco Alves de Melo; pelos homenageados: professores Floripes Silva Rebouças e Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti; além da inspetora homenageada Suzana dos Santos Cabral.

Guida destacou a importância do momento para os estudantes, suas famílias e toda a comunidade escolar. Ela parabenizou os formandos pela conquista e reconheceu o papel essencial dos professores, da equipe pedagógica e dos familiares ao longo da caminhada. “Tenho certeza de que esses jovens seguem preparados para os próximos desafios, levando consigo os valores da educação pública, do conhecimento e da cidadania. Que este seja apenas o início de uma trajetória repleta de conquistas. A Ufac continua de portas abertas e aguarda vocês.”

Durante o ato simbólico da colocação do capelo, os concluintes reafirmaram os valores que orientaram sua trajetória escolar. Em nome da turma, a estudante Isabelly Bevilaqua Rodrigues fez o discurso de oradora.
A cerimônia seguiu com a entrega dos diplomas e as homenagens aos professores e profissionais da escola indicados pelos concluintes, encerrando a noite com o registro da foto oficial da turma.
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Especialização em Enfermagem Obstétrica tem aula inaugural — Universidade Federal do Acre
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27 de janeiro de 2026O curso de especialização em Enfermagem Obstétrica teve sua aula inaugural nesta terça-feira, 27, na sala Pedro Martinello do Centro de Convenções, campus-sede da Ufac. O curso é promovido pela Universidade Federal de Minas Gerais, com financiamento do Ministério da Saúde, no âmbito da Rede Alyne; a Ufac é um dos 39 polos que sedia essa formação em nível nacional.
A especialização é presencial, com duração de 16 meses e carga horária de 720 horas; tem como objetivo a formação e qualificação de 21 enfermeiros que já atuam no cuidado à saúde da mulher, preparando-os para a atuação como enfermeiros obstetras. A maior parte dos profissionais participantes é oriunda do interior do Estado do Acre, com predominância da regional do Juruá.
“Isso representa um avanço estratégico para o fortalecimento da atenção obstétrica qualificada nas regiões mais afastadas da capital”, disse a coordenadora local do curso, professora Sheley Lima, que também ressaltou a relevância institucional e social da ação, que está alinhada às políticas nacionais de fortalecimento da atenção à saúde da mulher e de redução da morbimortalidade materna.
A aula inaugural foi ministrada pela professora Ruth Silva Lima da Costa, com o tema “Gravidez na Adolescência e Near Miss Neonatal na Região Norte: Dados da Pesquisa Nascer no Brasil 2”. Ela é doutora em Ciências da Saúde pela Fiocruz, enfermeira da Ufac e docente da Uninorte.
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Calendário 2026 do Acre: Veja o calendário do Governo e Judiciário que vai ditar o ritmo do ano
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20 de janeiro de 2026Clique aqui para baixar o calendário estadual completo: Decreto 11.809, Calendário 2026 Acre, ed. 14.173-B, de 22.12.2025
Há quem organize a vida por metas, há quem organize por boletos… e existe um grupo que planeja o ano inteiro por uma régua silenciosa, porém poderosa: o calendário oficial. Desde início de janeiro, essa régua ganhou forma no Acre com dois instrumentos que, na prática, definem como o Estado vai pulsar em 2026 — entre atendimentos, plantões, prazos, audiências e aquele respiro estratégico entre uma data e outra.
De um lado, o Governo do Estado publicou o Decreto nº 11.809, de 22 de dezembro de 2025, fixando feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos do Poder Executivo, do dia 1º de janeiro ao último dia do ano, com a ressalva de que serviços essenciais não podem parar.
Do outro, o Tribunal de Justiça do Acre respondeu com a sua própria cartografia do tempo: a Portaria nº 6569/2025, que institui o calendário do Poder Judiciário acreano para 2026, preservando o funcionamento em regime de plantão sempre que não houver expediente. O texto aparece no DJe (edição nº 7.925) e também em versão integral, como documento administrativo autônomo.
Clique aqui para baixar o calendário forense completo: DJE – Portaria 6.5692025, edição 7.925, 22.12.2025
O “mapa do descanso” tem regras — e tem exceções
No calendário do Executivo, as datas nacionais aparecem como pilares já conhecidos (como Confraternização Universal, Tiradentes, Dia do Trabalho, Independência, Natal), mas o decreto também reforça a identidade local com feriados estaduais e pontos facultativos típicos do Acre.
Chamam atenção duas engrenagens que costumam passar despercebidas fora da rotina pública:
- ponto facultativo não é sinônimo de folga garantida — a chefia pode convocar para expediente normal por necessidade do serviço;
- quando o servidor é convocado nesses dias, o decreto prevê dispensa de compensação para quem cumprir horário no ponto facultativo.
No Judiciário, a lógica é parecida no objetivo (manter o Estado funcionando), mas diferente na mecânica. A Portaria do TJAC prevê expressamente que, havendo necessidade, pode haver convocação em regime de plantão, respeitando-se o direito à compensação de horas, conforme regramento administrativo interno.
Quando o município faz aniversário, a Justiça muda o passo
O “calendário do fórum” também conversa com o mapa das cidades. A Portaria prevê que, em feriado municipal por aniversário do município, não haverá expediente normal nas comarcas correspondentes — apenas plantão. E, quando o município declara ponto facultativo local, a regra traz até prazo de comunicação no interior: pelo menos 72 horas de antecedência para informar se haverá adesão.
É o tipo de detalhe que não vira manchete — mas vira realidade para quem depende de balcão, distribuição, atendimento e rotina de cartório.
Um ano que já começa “com cara de planejamento”
Logo na largada, o Executivo lista 1º de janeiro como feriado nacional e já prevê, para 2 de janeiro, ponto facultativo (por decreto específico citado no anexo). Também aparecem o Carnaval e a Quarta-feira de Cinzas como pontos facultativos, desenhando, desde cedo, o recorte de semanas que tendem a ser mais curtas e mais estratégicas.
No Judiciário, a Portaria organiza o mesmo período com olhar forense — e, além de datas comuns ao calendário civil, agrega as rotinas próprias do Poder Judiciário, preservando a prestação jurisdicional via plantões e regras de compensação.
Rio Branco também entra no compasso de 2026
Para além do calendário estadual e do Judiciário, a capital também oficializou seu próprio “mapa do tempo”: o Prefeito de Rio Branco editou o Decreto Municipal nº 3.452, de 30/12/2025, estabelecendo os feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos e entidades do Poder Executivo Municipal, com referência expressa ao calendário do Estado.
Na prática, a cidade reforça o mesmo recado institucional: serviços essenciais não param, funcionando por escala ou plantão, e os gestores ficam autorizados a convocar servidores em dias de ponto facultativo, sem exigência de compensação para quem cumprir expediente. No anexo, aparecem datas que impactam diretamente a rotina da população, como o Carnaval (16 a 18/02, ponto facultativo), o Dia do Servidor Público (28/10, ponto facultativo) e o Aniversário de Rio Branco (28/12, feriado municipal) — fechando o ano com a véspera de Ano Novo (31/12, ponto facultativo).
Clique aqui para baixar o calendário municipal completo: DOE, edição 3.452, de 30.12.2025 – Calendário Prefeitura de Rio Branco-AC
Por que isso importa
O calendário oficial é mais do que uma lista de “dias marcados”: ele é o roteiro do funcionamento do Estado. Para o cidadão, significa previsibilidade; para advogados e jurisdicionados, significa atenção ao modo como cada órgão funcionará em datas críticas; para gestores, significa logística e escala; e para o próprio Acre, significa um desenho institucional que equilibra tradição, trabalho e continuidade.
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