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Por que uma floresta do Equador está solicitando os direitos de uma canção? | Notícias explicativas
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Uma petição foi submetida ao escritório de direitos autorais do Equador para reconhecer a nuvem Los Cedros, uma floresta equatoriana com aproximadamente 15.000 acres (6.070 hectares) de tamanho, como co-criadora de uma composição musical.
Esta proposta visa conceder reconhecimento legal ao papel da natureza na criação artística, potencialmente estabelecendo um novo precedente na legislação ambiental e de direitos autorais.
Então, o que a petição pede e as florestas, lagos ou outros corpos naturais podem ter direitos legais da mesma forma que os humanos?
Para qual música a floresta ‘quer’ direitos?
A petição do projeto More than Human Life (MOTH), que defende o “progresso dos direitos dos humanos e dos não-humanos”, exige que a floresta de Los Cedros receba crédito formal como co-criadora da “Canção dos Cedros”. .
A música foi composta pelo músico Cosmo Sheldrake, pelo escritor Robert MacFarlane e pela micologista de campo Giuliana Furci, da Fungi Foundation, um grupo conservacionista dos EUA.
Numa entrevista recente, MacFarlane disse ao jornal britânico Guardian: “Este foi absoluta e inextricavelmente um acto de co-autoria com o conjunto de processos, relações e seres que aquela floresta e os seus rios compreendem. Por um breve período, fizemos parte desse ser contínuo da floresta e não poderíamos tê-lo escrito sem a floresta. A floresta escreveu conosco.”
Existe um caso legal para isso?
Sim, os direitos especiais foram alargados às áreas naturais quando o Equador adoptou uma nova constituição em 2008, sob o ex-presidente Rafael Correa. Isto fez do Equador um dos primeiros países a reconhecer os direitos inalienáveis de um ecossistema.
Os Artigos 10 e 71-74 dos Direitos da Natureza (RoN) do Capítulo 7 da Constituição do Equador estabelecem o seguinte:
- A Natureza ou Pachamama, onde a vida se reproduz e existe, tem o direito de existir, persistir, manter e regenerar os seus ciclos vitais, estrutura, funções e seus processos em evolução.
- A natureza tem direito à restauração. Esta restauração integral independe da obrigação das pessoas físicas e jurídicas ou do Estado de indenizar as pessoas e as coletividades que dependem dos sistemas naturais.
- O Estado aplicará medidas de precaução e restrição em todas as atividades que possam levar à extinção de espécies, à destruição dos ecossistemas ou à alteração permanente dos ciclos naturais.
- As pessoas, pessoas, comunidades e nacionalidades terão o direito de beneficiar do ambiente e de formar riquezas naturais que permitam o bem-estar.
De acordo com um artigo de 2023 publicado pela Universidade de Cambridge, os direitos da natureza (RoN) previstos no artigo 10.º foram invocados 55 vezes para decisões judiciais entre 2019 e fevereiro de 2022 no Equador.
O artigo afirma: “Consequentemente, o Tribunal está a interpretar a RoN de uma forma que força uma abordagem não tradicional ao desenvolvimento sustentável, que enfatiza a necessidade de alcançar um equilíbrio equitativo entre o desenvolvimento económico e a protecção dos ecossistemas, em vez de priorizar consistentemente o desenvolvimento económico no às custas do meio ambiente.”
O Equador e outros países podem continuar ou mesmo expandir atividades económicas como a mineração e a pesca em escala industrial ao abrigo de tais leis, mas estas leis pretendem exigir que tais operações industriais sejam conduzidas de uma forma que “preserva a integridade dos ecossistemas e a sua natureza natural”. ciclos”, bem como garantir a sobrevivência das espécies, conforme disposto no artigo 73.
Os locais naturais já receberam direitos legais antes?
Sim, inclusive nos seguintes locais:
Equador
Em 2021, a “personalidade” de uma floresta foi reconhecida em decisão do tribunal constitucional do Equador, ao designar a reserva biológica Los Cedros como entidade legal. A decisão de 2021 impediu a Enami EP, a empresa mineira nacional do Equador, de continuar a explorar a área, cancelando as suas licenças de mineração.
Nova Zelândia
Em 2014, um tribunal da Nova Zelândia declarou que a área montanhosa de Te Urewera – localizada na Ilha Norte do país – está “além da propriedade humana e possuidora de si mesma e dotada de personalidade jurídica”, Rachael Evans, professora jurídica da Faculdade de Direito na Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia, disse à Al Jazeera. Isto foi em resposta a um desafio legal lançado pelas comunidades indígenas locais.
Este precedente legal produziu a Lei Te Urewera de 2014, que confirmou a região de Te Uruwera como uma entidade jurídica com “todos os direitos, poderes, deveres e responsabilidades de uma pessoa colectiva”.
As regiões montanhosas da Nova Zelândia não são as únicas entidades a quem é atribuída personalidade jurídica. Em 2017, a Nova Zelândia concedeu personalidade jurídica ao rio Whanganui, um sistema fluvial que atravessa a Ilha Norte.
Bangladesh
Em 2019, o Supremo Tribunal do Bangladesh concedeu direitos legais a todos os rios do país, essencialmente declarando todos os rios como “entidades vivas”. A Comissão Nacional de Conservação dos Rios (NRCC) em Bangladesh foi declarada a guardiã legal de todos os rios do país.
Nos termos deste decreto, o NRCC é responsável por estabelecer directrizes para proteger os rios da erosão e da poluição, salvaguardando ao mesmo tempo as fontes de água dentro do país.

Colômbia
Em 2018, o Supremo Tribunal colombiano concedeu à porção colombiana da floresta amazónica o estatuto legal de “personalidade” depois de um grupo de crianças e jovens ter levado o governo a tribunal pela sua resposta às alterações climáticas e à desflorestação.
Como surgiu a ideia de conceder direitos legais à natureza?
Embora a legislação formal relativa aos direitos legais da natureza tenha sido formada principalmente no século XXI, a ideia de criar direitos legais para um ecossistema remonta à década de 1970.
Em 1972, o Sierra Club, uma organização ambientalista fundada em 1892, entrou com uma ação judicial contra a Walt Disney Enterprises que estava desenvolvendo uma estação de esqui em Mineral King Valley, localizada no Parque Nacional Sequoia. O Sierra Club argumentou que o novo empreendimento causaria danos irreparáveis ao ecossistema natural.
Embora o Supremo Tribunal dos EUA tenha decidido contra o Sierra Club, argumentando que a organização não tinha provas de que os seus membros seriam desproporcionalmente afectados pelo novo desenvolvimento, provocou uma dissidência do juiz William O Douglas, que sugeriu que os ecossistemas naturais poderiam muito bem precisar de ser ser concedida personalidade para permitir que eles processem por seu próprio direito.
Em sua opinião divergente, Douglas escreveu: “Objetos inanimados às vezes são partes em litígios. Um navio tem personalidade jurídica, uma ficção considerada útil para fins marítimos. A única corporação – uma criatura da lei eclesiástica – é um adversário aceitável, e grandes fortunas dependem dos seus casos. A corporação comum é uma ‘pessoa’ para fins de processos adjudicatórios, quer represente causas proprietárias, espirituais, estéticas ou de caridade.”
Douglas disse que a sua dissidência foi influenciada pelos trabalhos e artigos anteriores do chamado “padrinho da personalidade dos ecossistemas”, o académico norte-americano Christopher Stone.
Em 1972, Stone publicou um artigo intitulado “Should Trees Have Standing – Toward Legal Rights for Natural Objects”, argumentando que a natureza deveria receber posição legal, semelhante às corporações. Stone argumenta que árvores, rios e outros ecossistemas naturais deveriam ter tutores legais para representar seus interesses em tribunal.

Os locais naturais já receberam direitos legais sobre arte ou música antes?
Embora a petição para a concessão da floresta de Los Cedros ainda esteja pendente no escritório de direitos autorais do Equador, não houve nenhum precedente anterior para creditar a música dos ecossistemas naturais ou quaisquer outros créditos de direitos artísticos.
Se a petição de Los Cedros for bem-sucedida, provavelmente não afetará os direitos de obras de arte ou música anteriores.
“A regra geral neste país, e acredito em outros países de direito consuetudinário (como) o Reino Unido e o Canadá – é que a lei não pode ser retroativa a menos que seja muito explícita. A personalidade no futuro não torna ilegal um ato passado”, disse ela.
E os animais?
Em 2014, a Associação de Funcionários e Advogados pelos Direitos dos Animais (AFADA) apresentou uma petição de habeas corpus em nome de um orangotango chamado Sandra como uma pessoa “não humana” com direitos legais.
A AFADA argumentou que as autoridades do zoológico de Buenos Aires restringiram injusta e arbitrariamente a liberdade de Sandra, levando a um grave declínio no seu bem-estar físico e mental. A organização alertou que o seu estado de saúde se deteriorou a tal ponto que ela enfrentava um risco iminente de morte.
Embora o caso tenha sido inicialmente negado, foi posteriormente apelado para a Câmara Federal de Cassação Criminal da Argentina, onde, em 2015, Sandra recebeu direitos de personalidade “não humanos”. Sandra foi então transferida para o Centro para Grandes Primatas em Wauchula, Flórida, um santuário conhecido por cuidar adequadamente dos orangotangos.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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