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Porque é que a Alemanha apoia o genocídio de Israel em Gaza? | Conflito Israel-Palestina

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Nenhum Estado tem sido tão assiduo no ataque ao movimento de solidariedade palestiniano e no apoio ao genocídio em curso de Israel em Gaza como a Alemanha.

Hoje, é impossível realizar uma manifestação pró-Palestina em Berlim ou noutro local da Alemanha sem enfrentar ataques da polícia, intimidação do Estado e acusações de anti-semitismo por parte da imprensa.

Em Abril, a Assembleia Palestina, uma conferência pró-Palestina de alto nível em Berlim, foi quebrado por centenas de policiais. O reitor palestino britânico da Universidade de Glasgow, Ghassan Abu Sitta, foi impedido de entrar na Alemanha para participar da conferência e deportado de volta para o Reino Unido. Mais tarde, ele foi proibido de entrar em todo o espaço Schengen.

Abu Sitta, um cirurgião que trabalhou como voluntário em vários hospitais de Gaza desde o ano passado, planejava fazer um discurso sobre as condições horríveis em que os ataques israelenses deixaram o sistema de saúde da Faixa. derrubado a proibição.

O antigo ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, também foi proibido de entrar na Alemanha e impedido até de participar no Congresso através de uma ligação de vídeo.

As autoridades alemãs disseram que visaram Abu Sitta, Varoufakis e outros na conferência porque consideraram os seus discursos “anti-semitas”.

Não há verdade nesta afirmação. A Alemanha não está a silenciar as vozes pró-palestinianas para proteger os direitos dos judeus e combater o anti-semitismo. Isto é evidente não só no conteúdo do discurso que censura, mas também na forma como a Alemanha trata os judeus anti-sionistas que falam em apoio aos direitos palestinianos.

Iris Hefets, uma psicanalista germano-israelita em Berlim, por exemplo, foi presa em Outubro passado sob a acusação de anti-semitismo. Ela só “crime” caminhava sozinho com um cartaz que dizia: “Como israelense e como judeu, pare o genocídio em Gaza”.

No mesmo mês, mais de uma centena de artistas, escritores, académicos, jornalistas e trabalhadores culturais judeus-alemães publicaram uma carta aberta condenando a repressão da Alemanha ao discurso pró-palestiniano e as acusações de anti-semitismo dirigidas a todos – incluindo judeus como eles – que criticar a conduta de Israel.

“O que nos assusta é a atmosfera predominante de racismo e xenofobia na Alemanha, de mãos dadas com um filo-semitismo restritivo e paternalista. Rejeitamos em particular a combinação de anti-semitismo e qualquer crítica ao Estado de Israel.”

Então porque é que a Alemanha está a trabalhar tão arduamente para garantir que ninguém se pronuncie contra a conduta de Israel em Gaza, que desencadeou um caso de genocídio no TIJ?

A resposta está na história da Alemanha – mas não está, como muitos assumem, ligada aos esforços para expiar o Holocausto nazi e garantir que nunca mais aconteça.

A Alemanha nunca foi totalmente desnazificada. Nunca tentou chegar a um acordo com a política que levou à ascensão de Hitler.

No rescaldo da Segunda Guerra Mundial, a reaceitação do Estado alemão na comunidade internacional tornou-se dependente de um processo de desnazificação. No entanto, esse processo foi logo abandonado. Foi superado pela Guerra Fria. A Alemanha compensou os seus crimes contra os Judeus – mas não contra os Roma – ao fornecer apoio incondicional e ilimitado ao recém-fundado “Estado Judeu”, o posto militar avançado do Ocidente na Palestina: Israel.

Eliminar as estruturas políticas que levaram à ascensão dos nazis – o imperialismo e o complexo militar-industrial alemão – teria ido contra a necessidade de se opor à União Soviética.

Imediatamente após a guerra, houve forte oposição no Ocidente ao rearmamento alemão. O 1944 Plano Morgenthauapoiado pelo então presidente dos EUA, Roosevelt, apelou à eliminação completa da indústria de armas alemã e de outras indústrias que pudessem contribuir para a reconstrução de um exército alemão. A Alemanha do pós-guerra seria um estado agrícola e pastoril.

No entanto, a Guerra Fria significou que o Ocidente precisava da Alemanha como parte da aliança ocidental. O assessor mais próximo do chanceler Konrad Adenauer, Hans Globke, esteve integralmente envolvido na implementação das Leis Raciais de Nuremberg de 1935. Durante o julgamento de Eichmann em 1961, foram tomadas “precauções extraordinárias”. levado pelo promotor Gideon Hausner para evitar que o nome de Globke fosse divulgado.

Em 1953, a Alemanha começou a pagar reparações – não aos sobreviventes individuais do Holocausto, mas ao Estado de Israel sob a forma de bens industriais, incluindo armamento. O Ocidente concentrou-se na União Soviética. A desnazificação foi silenciosamente esquecida quando a Alemanha foi integrada nas alianças militares ocidentais, juntando-se à NATO em 1955.

Em vez da eliminação da ideologia genocida que preparou o caminho para o Holocausto, como foi originalmente pretendido, foi substituída por um abraço incondicional de Israel. Israel é tratado como “o país” da Alemanharazão de estado“.

Este abandono da desnazificação transformou o Holocausto nazi de um produto da crise social e económica da Alemanha durante o período de Weimar numa inexplicável anomalia a-histórica, que surgiu do nada e não tinha raízes na psique nacional alemã. Colocou a ascensão de Hitler e dos nazistas acima da classe e da política.

O Holocausto não foi o primeiro genocídio da Alemanha. Entre 1904 e 1907, o exército alemão comandado pelo general Lothar von Trotha matou 80% dos povos Herero e 50% dos povos Nama no sudoeste da África. Milhares foram conduzidos a campos de concentração, onde a maioria morreu.

O conceito nazista de “lebensraum” ou espaço vital foi desenvolvido em 1897 por Freidrich Ratzel. Trotha e os alemães fizeram campanha impiedosamente em direção a um “endlosung” ou solução final.

No “olhar genocida” Elizabeth Baer descrito este genocídio como “uma espécie de ensaio geral” para o holocausto nazista.

O administrador imperial da colônia, Heinrich Goring, era pai de Hermann Goring, vice de Hitler. Fischer realizou experiências horríveis nos presos, enviando as suas cabeças decepadas de volta para a Alemanha antes de treinar os médicos SS nazistas, incluindo Josef Mengele, o médico-chefe da SS em Auschwitz.

A aceitação por parte do Estado alemão do actual ataque de Israel em Gaza não é causada tanto pela culpa pelo Holocausto como pela necessidade de normalizá-lo e relativizá-lo. Apoiar o holocausto de Israel, como um acto de “autodefesa” necessária, permite à Alemanha manter as ficções que criou sobre os seus próprios holocaustos.

As autoridades alemãs compreendem perfeitamente que Israel está a cometer um genocídio e iniciou esta guerra com a intenção de limpar etnicamente e exterminar o povo palestiniano.

Eles viram as imagens de Gaza. Eles estão cientes dos bombardeios indiscriminados e da fome. Eles ouviram as provas apresentadas pela África do Sul no TIJ.

Eles sabem como o Ministro da Defesa Yoav Gallant iniciou o genocídio ao descrevendo Palestinos como “animais humanos” – a mesma frase de Himmler usado sobre os judeus em 4 de outubro de 1943, numa conversa com generais SS. Eles estão, sem dúvida, conscientes de que o Ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, falou sobre quão “justificado e moral” seria fazer passar fome dois milhões de palestinianos.

Em suma, as autoridades alemãs sabem o que Israel está a fazer – sabem que o seu aliado está a cometer outro Holocausto. Estão simplesmente a tentar considerar isto normal, justo e inevitável, porque fizeram o mesmo várias vezes na sua história não tão distante.

As opiniões expressas neste artigo são do próprio autor e não refletem necessariamente a posição editorial da Al Jazeera.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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