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Porque é que a imigração está de volta à agenda da União Europeia | União Europeia
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2 anos atrásem
Jon Henley
Os líderes da UE reuniram-se hoje em Bruxelas com a migração no topo da agenda. Aqui examinamos por que isso aconteceu – e o que Comissão Europeiabem como as capitais nacionais, poderiam fazer a respeito.
Por que a imigração se tornou um problema tão grande novamente?
Somente neste mês de abrila UE finalizou o seu novo “pacto de asilo e migração” depois de quase uma década de negociações muitas vezes tensas na sequência da crise migratória de 2015 e 2016, durante a qual quase 2 milhões de pessoas, na sua maioria refugiados sírios, chegaram ao bloco.
Criticado por grupos de defesa dos direitos humanos, o pacto visa reforçar as fronteiras externas da UE e acelerar o regresso de requerentes de asilo malsucedidos, ao mesmo tempo que distribui de forma mais justa o fardo financeiro e prático da reinstalação entre os Estados-Membros.
No entanto, e apesar da imigração irregular para a UE ser uma fração do que era em 2015 (e caindo mais de 35% este ano em comparação com 2023), um novo humor anti-imigração está a varrer o bloco, impulsionado em grande parte pelo sucesso eleitoral dos partidos de extrema-direita.
Partidos anti-imigração, de extrema-direita e conservadores nacionais estão no poder em sete países da UE, da Finlândia à Itália, e sustentam um governo minoritário na Suécia. O partido de extrema direita Euroceptic Freedom liderou A recente votação da Áustria e a Alternative für Deutschland obteve ganhos históricos na Alemanha.
Em Françao Comício Nacional de Marine Le Pen tem o destino do governo – cujo primeiro-ministro descreveu os actuais níveis de imigração como “muitas vezes insuportáveis” – nas suas mãos. E na Hungria, Viktor Orbán critica a política de migração “ultrajante e inaceitável” da UE.
Que medidas anti-imigração estão a ser tomadas pelos governos nacionais?
A Alemanha, há muito vista como relativamente liberal em matéria de migração, reforçou as suas leis de asilo e no mês passado reimpôs controlos em todas as suas nove fronteiras terrestres, uma medida amplamente vista como ameaçando o precioso princípio da livre circulação da UE e a sua zona Schengen sem passaporte.
Não está sozinho. Citando ameaças terroristas e sistemas de asilo sobrecarregados, sete outros países Schengen reintroduziram controlos nas fronteiras. A Holanda revelou o que chama “as regras de admissão mais rigorosas da UE”.
O primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, disse no fim de semana passado que queria ir mais longe, suspensão do direito de asilo para as pessoas que atravessam a Bielorrússia num esforço para reduzir a migração irregular ao “mínimo” e “recuperar 100% de controlo sobre quem entra e quem sai”.
Isso segue um movimento semelhante da Finlândia para pessoas que chegam da Rússia. Varsóvia e Helsínquia queixaram-se de que Minsk e Moscovo estavam a ajudar pessoas, principalmente de África e do Médio Oriente, a entrar na UE numa forma de “guerra híbrida”.
Semana passada A Itália abriu dois centros na Albânia onde irá deter homens que tentam atravessar de África para a Europa enquanto os seus pedidos de asilo são processados por Roma, uma medida descrita pela primeira-ministra, Giorgia Meloni, como “um caminho novo, corajoso e sem precedentes”.
Que opções estão a ser discutidas a nível da UE?
Várias ideias estão sobre a mesa, nenhuma claramente definida e todas necessitando de muito mais discussão, mas a maioria envolve alguma forma de “offshoring” do problema – removendo-o, tanto quanto possível, para além das fronteiras da UE, em algo que lembra, embora não tão radicalmente, como, o O malfadado esquema do Reino Unido em Ruanda.
Ao abrigo do regime do Ruanda, os imigrantes irregulares teriam sido enviados para o país africano para que os seus pedidos de asilo fossem processados – e aí permanecidos mesmo que fossem bem-sucedidos. Até agora, isso não está a ser discutido publicamente na UE, mas os centros de processamento e detenção offshore estão.
“Pontos de acesso”, “centros de migração” ou “centros de regresso” são termos para instalações em países terceiros onde os requerentes de asilo podem ser mantidos enquanto os seus pedidos são avaliados, ou para os quais as pessoas que chegam sem documentação ou tiveram os seus pedidos rejeitados podem ser deportadas. antes de serem devolvidos aos seus países de origem.
Também estão em discussão mais do tipo de “acordos de parceria” que a UE e estados membros individuais como a Itália selaram com países como PeruTunísia e Líbia, que visam, em primeiro lugar, dissuadir as pessoas de tentarem chegar à Europa.
Catorze Estados-membros, incluindo a França e a Alemanha, assinaram uma carta exigindo uma dura “mudança de paradigma” na migração. Muitos querem ver uma grande melhoria na “taxa de regressos”: o número de pessoas deportadas após lhes ter sido negado asilo.
A presidente da comissão, Ursula von der Leyen, prometeu medidas neste último ponto, incluindo nova legislação. Ela disse que é altura de o bloco olhar para “centros de regresso” fora da UE, sem definir como poderão funcionar ou onde poderão estar.
Embora alguns líderes europeus tenham questionado abertamente se o acordo da Itália com a Albânia poderia ser replicado a nível da UE, o primeiro-ministro albanês, Edi Rama, insistiu repetidamente que é apenas para a Itália.
Com países como a Itália a pressionar para poder devolver migrantes, por exemplo, para a Síria, von der Leyen disse ainda que a comissão está aberta a rever a lista da UE de “países terceiros seguros designados”.
Qual poderá ser o resultado?
O governo polaco obteve apoio para o seu plano de suspender o asilo para quem chega da Bielorrússia e da Rússia, e a declaração final da cimeira reflectiu o novo estado de espírito, apelando a “uma acção determinada a todos os níveis para facilitar, aumentar e acelerar os regressos da UE, utilizando todos os recursos relevantes Políticas, instrumentos e ferramentas da UE”.
A comissão deve agora apresentar legislação para acelerar as deportações e um mecanismo legal que permita centros de migração offshore. Serão necessárias muitas mais reuniões antes que o bloco chegue a um novo conjunto de políticas comuns.
Entretanto, os governos nacionais continuarão a tomar medidas unilaterais (de acordo com a mídia holandesaos Países Baixos gostariam de deportar pessoas para o Uganda).
Embora as conversações tenham sido supostamente construtivas, o pacto sobre migração e asilo, que deverá entrar em vigor nos próximos dois anos, já está enfraquecido. Muitos argumentam agora que a deportação não é suficientemente dura e os Países Baixos e a Hungria exigem cláusulas de exclusão.
Nenhuma das novas medidas propostas será fácil. As tentativas de alargar ou replicar acordos de parceria externa, ao abrigo dos quais países como a Tunísia e a Líbia são pagos para conter e devolver migrantes irregulares que tentam atravessar o Mediterrâneo, serão fortemente criticado por ONGs após revelações de graves violações dos direitos humanos naquele país.
“Pontos críticos” e “centros de retorno”, independentemente de como sejam definidos, são igualmente controversos: activistas e pergunta dos pesquisadores se são, como sugerem os proponentes, humanos e eficazes – ou mesmo legais – em comparação com um sistema de asilo bem financiado e baseado na UE. Quatro dos primeiros 16 migrantes que a Itália enviou para a Albânia esta semana foram enviados de volta porque poderiam ser menores ou terem problemas de saúde.
De forma mais prática, para além do acordo da Albânia com a Itália e de uma acordo de pequena escala entre a Dinamarca e o Kosovopoucos ou nenhum país não pertencente à UE afirmou que estaria disposto a acolher tais centros. Alguns diplomatas suspeitam que só por esta razão a ideia pode ser um fracasso.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre
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25 de setembro de 2026A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.
O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.
A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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