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Porque é que o governo da Alemanha entrou em colapso e o que acontece a seguir? | Alemanha
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2 anos atrásem
Kate Connolly in Berlin
A coligação tripartida da Alemanha, a aliança de “semáforos” dos Social-Democratas (SPD) de centro-esquerda, dos Verdes e do Partido Democrático Livre (FDP), liberal de mercado livre, entrou em colapso depois de três anosna sequência de uma longa disputa sobre como impedir um buraco multimilionário no orçamento do próximo ano, mergulhando a maior economia da Europa num período de considerável incerteza.
O que aconteceu em Berlim?
O chanceler, Olaf Scholz, do SPD, demitiu seu ministro das Finanças, Christian Lindner, líder do FDP, na noite de quarta-feira, após meses de desacordo sobre como lidar com o enorme buraco no orçamento da Alemanha.
Scholz quer aumentar os gastos contraindo mais dívidas, citando o impacto da invasão da Ucrânia pela Rússia. Lindner opôs-se a isto e insistiu, em vez disso, numa série de cortes de impostos e despesas que o SPD e os Verdes consideraram impossíveis de aceitar, pois iriam torpedear grande parte do programa do governo. Em jogo: pagamentos de assistência social, medidas de emergência climática e apoio à Ucrânia (a Alemanha é o seu segundo maior financiador depois dos EUA).
Se Scholz percebeu o blefe de Lindner ao demiti-lo antes de ele partir, está em discussão. Ambos os homens manifestaram a sua raiva um pelo outro, com Scholz a acusar Lindner de ser “mesquinho” e “egoísta” e de não conseguir ver o quadro geral – nomeadamente enormes desafios geopolíticos. Lindner acusa Scholz de “banalizar” as preocupações dos alemães comuns.
O que acontece agora?
As eleições federais marcadas para o próximo Outono deverão ser adiadas cerca de seis meses, para Março ou Abril.
Scholz apresentou um voto de confiança para 15 de janeiro, mas Friedrich Merz, líder da oposição conservadora União Democrata Cristã (CDU) e favorito para assumir a chancelaria, pede que isso aconteça já na próxima semana.
Sempre que é realizada, espera-se que o governo perca. Isto abriria então o caminho para o presidente, Frank-Walter Steinmeier, dissolver o Bundestag no prazo de 21 dias. Uma nova eleição teria que ocorrer no máximo dois meses depois. No cronograma de Scholz, isso seria em meados de abril; no Merz seria muito mais cedo.
O chanceler e o seu gabinete permaneceriam então no cargo até à formação de uma nova coligação.
Scholz sinalizou que quer concretizar os seus projetos mais importantes, como a estabilização do sistema de pensões. No entanto, como chefe de um governo minoritário, ele dependeria do apoio da oposição conservadora, que poderia optar por tornar a sua vida muito difícil.
O orçamento para 2025 continua em aberto, exigindo um possível orçamento de emergência a partir de Janeiro, cujo âmbito seria limitado.
Scholz poderia liderar um governo minoritário?
Sim, na verdade é essencialmente isso que ele está a fazer agora, já que depois da saída de Lindner o FDP retirou também os seus outros ministros. (Um deles, o ministro dos transportes, Volker Wissing, deixou o FDP para permanecer no governo.) A questão é por quanto tempo tal acordo entre o SPD e os Verdes poderá durar.
Em teoria, isso poderia acontecer até Setembro, mas ninguém – nem mesmo Scholz – fala sobre isso como uma possibilidade. Um tal governo também seria efectivamente um pato manco, um estatuto que não seria bom para a Alemanha na cena internacional, enquanto a Europa procura forjar uma nova aliança transatlântica, e no meio de outros desafios, nomeadamente lidar com a ameaça da Rússia.
O que deu errado para o governo?
Quando o coalizão tripartidária formada em 2021acreditava-se amplamente que a aliança seria difícil de sustentar, mesmo num país que pretendia sobretudo virar a página da era Angela Merkel. Depois a Rússia lançou a sua invasão em grande escala da Ucrânia, o fornecimento barato de gás russo à Alemanha tornou-se história, os preços da energia e o custo de vida dispararam e Berlim teve de aumentar enormemente os gastos com a defesa.
Mais recentemente, a perspectiva de uma presidência de Trump aumentou a sensação de que é urgentemente necessário um governo forte e unificado para dar um novo impulso a uma economia em dificuldades e para unir uma nação cada vez mais dividida numa altura em que o populismo – na forma da Alternativa de extrema direita para a Alemanha (AfD) e a esquerda anti-imigração Aliança Sahra Wagenknecht (BSW) – está obtendo ganhos.
O que dizem as pesquisas sobre as próximas eleições?
A aliança conservadora da oposição CDU/União Social Cristã (CSU) lidera claramente as sondagens, que foram actualizadas pela última vez antes do colapso do governo, com 30-34%. Atrás deles está a AfD (16-19%).
As classificações das pesquisas dos partidos do governo despencaram em relação aos níveis de 2021. O SPD de Scholz está em 14-18%, enquanto os Verdes estão em 9-12% e o FDP apenas em 3-5%. Para chegar ao parlamento, um partido precisa de pelo menos 5% dos votos e esta é vista como uma das razões pelas quais Lindner decidiu derrubar a coligação. Espera-se que ele apresente o seu partido como um futuro potencial parceiro da CDU/CSU.
O BSW, que recentemente teve um impacto significativo em três eleições estaduais, está entre 6-9% e é visto, embora com dúvidas, como um potencial parceiro de coligação por todos os principais partidos. Todos excluíram a possibilidade de trabalhar com a AfD.
Os institutos de pesquisa dizem que o colapso do governo poderá ter um impacto considerável sobre estes números. No entanto, neste momento não existe uma constelação óbvia para um novo governo, uma vez que parece improvável que a aliança conservadora consiga uma maioria suficientemente grande para governar sozinha e o seu parceiro mais óbvio, o FDP, poderá nem sequer chegar ao governo.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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