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Portela reverencia Milton Nascimento e encerra Carnaval do Rio com emoção; vídeo

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Vitória, novo filme de Fernanda Montenegro, que estreia na semana que vem, já é cotado para o Oscar 2026. - Foto: divulgação

O terceiro dia de desfiles na Sapucaí, no Rio de Janeiro, foi marcado por sensibilidade, talento e muita beleza. A escola de samba Portela, que integra o Grupo Especial do Carnaval, fez uma majestosa homenagem a Milton Nascimento, escolhido como tema do samba-enredo. Uma homenagem em vida ao gigante da MPB, que desfilou sentado, altivo, feliz e mandou beijos.

Nas redes sociais, Bituca agradeceu. “Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Obrigado, Portela.”. Com inspiração dos carnavalesco Antônio Gonzaga e André Rodrigues, Milton Nascimento foi mostrado na sua grandiosidade de artista.

Para o desfile, a Portela chamou alguns amigos de Milton Nascimento. Todos juntos no último carro. Assim, Bituca estava em destaque, mas logo se viam as cantoras Simone e Maria Gadú, as escritoras Conceição Evaristo e Djamila,  além dos compositores e cantores Seu Jorge, Péricles e Wagner Tiso – este parceiro de uma vida inteira.

Maria Maria

A história foi contada a partir da Portela até Minas Gerais, em forma de procissão. Começa em Oswaldo Cruz, onde a escola nasceu e termina em Três Pontas, MG, cidade em que Bituca cresceu. A avenida vibrou. Foi lindo demais!

Na concentração, a escola emocionou a plateia e os presentes. Foram distribuídos girassóis de plástico fluorescentes nas arquibancadas. O esquenta foi ao som de “Maria, Maria”.

Milton Nascimento está afastado dos palcos desde 2022, quando fez uma turnê pelo país chamada “A Última Sessão de Música”. Diagnosticado com Parkinson, ele se mantem ativo nas redes sociais.

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Ele, triunfal

Milton Nascimento estava triunfal no carro dourado. Como Anjo Negro, vestia branco: terno, camisa, gravata e sapato.  Na cabeça, o tradicional boné, também branco.

O artista acompanhou tudo, maravilhado. Olhava para a escola e para o público como se não acreditasse no que estava presenciando.

Absolutamente encantado, não parou de sorrir um minuto sequer.

História do Brasil

Homenagear Milton Nascimento é também passar por parte da história do Brasil. A Portela mostrou isso com maestria.

As alegorias e fantasias trouxeram referências às composições do artista.

Canções, como Maria Maria e Travessia, e referências ao Clube da Esquina e a Música Popular Brasileira.

Um espetáculo de encher os olhos e a alma. E merecidíssimo. Viva Milton!

Samba-enredo da Portela em 2025

“Manhã,

Alvorada das nossas lembranças

Peito aberto, carrego esperança

Do altar de São Sebastião

Estou onde a mãe do ouro me afaga

E fiel abraçado à Águia

Vou partir em procissão

Na fé, que faz do artista entidade

E sagrada as amizades

Ardem vozes, mil tambores

Nas mãos, girassóis na travessia

Minh’alma em cantoria

Vem a tarde, vão-se as dores

Nessa estrada, é sonho, é poeira

Passa o trem azul, sigo em paz

Feito Rio… só me leva pra Deus filho de Maria

Tantos mares em um cais

E as raízes se juntaram

Na esquina uniram a nação

Venceram as lutas que travavam

Pra ver Zumbi no céu da canção

Noite apaga o arrebol

Num milagre ser farol

E continuar…

Quem acredita na vida

Não deixa de amar

Dorme a maldade após o temporal

Na bandeira a liberdade, vem Bituca triunfal

Cheguei com meu povo, mesmo sentimento

Onde Candeia é chama

Brilha Milton Nascimento

lyá chamou Oxalá preto rei pra sambar

lyá chamou Oxalá preto rei pra sambar

Anjo negro é o Sol que faz a Portela cantar

Anjo negro é o Sol na minha Portela”

Os integrantes da Portela reverenciaram Milton Nascimento no samba e no enredo, passando por suas composições e a história do Brasil. Lindo! Foto: @portela

Ouça o samba-enredo na voz de Gilsinho:

Parte do desfile da Portela em homenagem a Milton Nascimento:

Milton Nascimento usou as redes sociais para agradecer a homenagem da Portela:

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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