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Potências europeias retomam negociações nucleares com o Irã – DW – 13/01/2025
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Representantes de Teerã e do grupo “E3” do Reino Unido, França e Alemanha devem se reunir em Genebra esta semana para dois dias de negociações que deverão incluir o tema do programa nuclear do Irã.
As reuniões, marcadas para segunda e terça-feira, acontecem uma semana depois de o presidente Emmanuel Macron ter dito numa conferência de política externa francesa que o Irão e o seu programa nuclear apresentavam o “principal desafio estratégico de segurança” para a União Europeia.
O E3 compreende o restantes signatários europeus a um acordo nuclear vacilante de 2015 entre o Irão e as potências mundiais que permitiu o alívio das sanções em troca de provas verificáveis de que o país não estava a produzir material físsil para uma arma nuclear.
O acordo fracassou principalmente depois de Donald Trump ter retirado os Estados Unidos e ter reimposto sanções durante o seu primeiro mandato como presidente em 2018. Considera-se agora que o Irão está a aproximar-se do enriquecimento avançado de urânio para níveis de qualidade militar.
Em Dezembro, a Alemanha, o Reino Unido e a França divulgaram um comunicado expressando “extrema preocupação” com a capacidade de enriquecimento do Irão.
“Pedimos veementemente ao Irão que reverta estas medidas e interrompa imediatamente a sua escalada nuclear”, afirmou.
A declaração veio depois que Rafael Grossi, chefe do órgão de vigilância nuclear da ONU, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), relatou que O Irão estava a enriquecer urânio com uma pureza de até 60%, aproximando-se do nível de 90% necessário para produzir uma arma.
Na semana passada, Macron disse que a aceleração do programa nuclear do Irão estava a “colocar-nos muito perto do ponto de ruptura”, acrescentando que os parceiros da UE no acordo nuclear deveriam considerar a reimposição de sanções se não houver progresso por parte de Teerão na resposta às preocupações.
Macron disse que o enriquecimento de urânio do Irão está a aproximar-se do “ponto sem retorno”.
Irã nega avaliação da França
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, chamou a declaração de Macron de “infundada” e “enganosa”, ao mesmo tempo que acusou a França de não cumprir as suas obrigações no âmbito do acordo nuclear.
O governo sempre negou que pretendesse produzir armas nucleares e afirmou que as suas actividades nucleares são “pacíficas” e “dentro do quadro do direito internacional”.
Baghaei disse que uma “ampla gama” de tópicos seria discutida em Genebra, incluindo a questão nuclear.
“O objetivo principal destas conversações é remover as sanções”, disse Baghaei.
O Irão está a desenvolver uma arma nuclear?
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O Ministério das Relações Exteriores da França disse na quinta-feira que as negociações eram um esforço em direção a uma “solução diplomática para o programa nuclear iraniano, cujo progresso é extremamente problemático”.
“Esta é a continuação das conversações que tivemos em dezembro”, disse Baghaei.
Potencial para mais pressão sobre o Irão
Em dezembro, Representantes do Irã e da E3 se reuniram para negociações a portas fechadas sobre o acordo nuclear, com poucos detalhes partilhados, a não ser uma declaração do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano de que a discussão era “progressiva”.
Essa reunião ocorreu depois de os EUA, o Reino Unido e a UE terem rejeitado, em Novembro, uma oferta anterior do Irão para limitar o enriquecimento de urânio a 60% e permitir novas inspecções às instalações nucleares.
Posteriormente, o E3 apresentou uma moção à AIEA, exigindo um relatório “abrangente” que confirmasse a conformidade do Irão com o JCPOA.
O Irão poderá enfrentar o regresso do regime de sanções do Conselho de Segurança da ONU depois de o acordo nuclear expirar formalmente em Outubro, e o relatório da AIEA seria o primeiro passo para esse resultado.
“Nos próximos meses, teremos de nos perguntar se devemos usar… o mecanismo para restaurar as sanções”, disse Macron na semana passada, referindo-se à data de expiração em outubro.
O mecanismo permitiria aos signatários do acordo nuclear reimpor sanções mais duras da ONU ao Irão em casos de “não cumprimento significativo” dos compromissos.
Desde que os Estados Unidos se retiraram em 2018, O desenvolvimento documentado do Irão de material nuclear deu aos negociadores ocidentais pouca base para compromissos.
Numa declaração de junho de 2024 em resposta a um relatório da AIEA sobre o programa nuclear do Irão, o E3 disse que o desenvolvimento nuclear contínuo do Irão era “sem precedentes” para um estado sem um programa de armas nucleares.
O comunicado também afirma que o Irão possui quantidades “significativas” de urânio altamente enriquecido, “do qual não pode ser excluída a possibilidade de fabricar um dispositivo explosivo nuclear”.
A administração do presidente dos EUA, Joe Biden, tentou reavivar o acordo e, alegadamente, chegou perto em 2022, mas as conversações fracassaram e as negociações desde então não deram em nada.
Nazila Golestan, uma activista política radicada em Paris, disse à DW em Dezembro que o enfraquecimento da influência regional do Irão e a crescente agitação interna deixam o regime numa posição vulnerável.
“O governo enfrenta uma crise dupla: o declínio da autoridade interna e a diminuição do poder no exterior. Estas pressões podem forçar Irã adotar uma postura mais conciliatória nas negociações internacionais”, disse ela.
As negociações em Genebra também acontecem uma semana antes O retorno de Trump para a Casa Branca. Sua administração é amplamente esperado que adote uma linha dura sobre o Irão e o seu programa nuclear.
Escrito com material da agência de notícias francesa AFP.
O departamento farsi da DW contribuiu para este relatório.
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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