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Prefeita lamenta cancelamento do carnaval em Rio Branco e diz que buscou diálogo com o governo
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7 anos atrásem
Secretária de Turismo diz que tentou conversar com a gestora, mas não obteve retorno. “Tentei marcar e não se prontificou a nos receber’, afirma Sinhasique.
A prefeita de Rio Branco, Socorro Neri, se posicionou em sua página no Facebook sobre o cancelamento do Carnaval 2019 por parte do governo do Acre.
Na publicação, a gestora diz que não vetou a realização da festa, apenas do espaço escolhido, uma vez que havia o risco de depredação de prédios públicos que ficam na Avenida Brasil, no Centro. Conforme a prefeitura, a decisão baseia-se no Código de Posturas do Município.
A prefeita afirma que logo que soube da intenção dos organizadores buscou contato com o governo para que fosse escolhido um local mais adequado. “De modo a evitar mal estar e politização sobre a não autorização do município”.
A secretária de Turismo, Eliane Sinhasique, rebateu alguns pontos da publicação da prefeita. Ela afirmou que encontrou Socorro Neri no Parque de Exposições no dia 15 de janeiro, quando a gestora pediu apoio do governo para a construção do abrigo para as famílias atingidas pela cheia do rio, e já pediu um encontro para tratar do carnaval.
“Falei que estava pensando em fazer em frente à prefeitura. Ela falou que em frente da prefeitura de jeito nenhum, então, disse para sentarmos e conversarmos que tinha outra alternativa. Ela disse que depois que terminasse a reforma administrativa sentava e conversava. De lá para cá, tentei marcar outras duas vezes, por meio da assessoria de comunicação e chefia de gabinete, e não se prontificou a nos receber”, argumentou.
‘Nem se permitiu ouvir o que queríamos’, diz secretária
Sobre o risco de depredação, a secretária afirmou que a prefeitura nem ouviu as medidas tomadas pela organização para evitar as possíveis situações. Eliane disse que havia os planos de impedir o acesso dos foliões aos espaços públicos com peças de metalon.
“Se ela disse que não libera a Avenida Brasil, como vou permanecer? Como é que não vetou? Vetou. Nem sentou com a gente para ouvir as medidas que iríamos tomar para impedir esse tipo de coisa. Íamos fechar com metalon tanto no Casarão, Caixa Econômica, da OI e da Praça Plácido de Castro também. Não se permitiu ouvir o que queríamos fazer na avenida”, questionou.
‘Sigo em paz’, diz prefeita
Na postagem, Socorro Neri lamentou o cancelamento da festa e disse não compreender os motivos para a decisão. “O município tem a atribuição constitucional de definir o uso de logradouros públicos para a realização de eventos. Exercer essa atribuição não pode ser confundida com ruptura das relações cordiais que a gestão municipal mantém com a gestão estadual”, destaca em um trecho.
Ela conclui a postagem dizendo que segue em paz. “Essa é uma decisão que foi tomada por quem tem autonomia para fazê-lo: os organizadores do evento. Sigo em paz e focada em buscar condições para amenizar as muitas demandas da nossa cidade”, finalizou.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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