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Prefeito de Mauá diz que extremismos afetaram eleições – 30/10/2024 – Poder

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Bruno Xavier

O prefeito reeleito de Mauá, na Grande São Paulo, Marcelo Oliveira (PT), avalia que as eleições deste ano foram influenciadas pelos extremismos, especialmente pelo bolsonarismo, o que prejudicou o debate de propostas e ações de governo.

“O que interfere hoje nas eleições não é só o que você realizou, é também essa questão dos extremismos, para um lado ou para o outro. A questão do bolsonarismo não é fácil de lidar. Uma coisa é a pessoa que votou no [Jair] Bolsonaro, outra coisa é aquele que vai para a rua, que quer bater em todo mundo”, disse em entrevista à Folha.

Marcelo venceu as eleições na cidade no segundo turno, com 54,05% dos votos contra 45,95% do ex-prefeito Átila Jacomussi (União Brasil). A campanha foi marcada por embates duros e trocas de acusações entre os dois.

Átila estabeleceu uma comunicação nas redes sociais que remetia a candidatos bolsonaristas e até à estratégia de Pablo Marçal (PRTB) no primeiro turno das eleições paulistanas, usando temas de costumes, como a liberação de drogas, para atacar o adversário, além de relacioná-lo a escândalos de corrupção do PT.

O prefeito de Mauá foi um dos poucos candidatos petistas pelo país que conseguiu promover nesta eleição comício com a presença do presidente Lula, realizado no último dia 18. Marcelo diz que sua candidatura “foi voltada aqui para a nossa cidade” e que não ficou se pautando sobre questões políticas de “outras regiões”.

Com 418 mil habitantes, Mauá é de longe a maior cidade governada pelo PT em São Paulo, e a única na região metropolitana da capital. O partido ainda venceu em três cidades do interior: Matão (79 mil habitantes), Santa Lúcia (7.149) e Lucianópolis (2.372). Em 2012, os petistas chegaram a vencer 72 prefeituras no estado.

Nacionalmente, o partido voltou a conquistar uma capital (Fortaleza, com Evandro Leitão). Nas eleições de 2020 em São Paulo, também tinham sido quatro vitórias. Além de Matão e Mauá, o partido havia conquistado Diadema (393 mil) e Araraquara (238 mil), ambas perdidas neste ano.

Com a derrota do prefeito José Filippi na primeira e da candidata Eliana Honain na segunda, a população governada pelo PT no estado caiu pela metade. Passou de 1,1 milhão de habitantes em 2020 para 506 mil agora, dos quais Mauá corresponde a 82%.

Apesar disso, Marcelo avalia positivamente os resultados eleitorais do partido neste ano, destacando o crescimento do número de prefeituras pelo país (de 183 para 252) e a vitória de candidatos de outros partidos apoiados pelo PT.

“Eu avalio o seguinte: nós temos uma grande aliança no governo federal e terminamos elegendo prefeitos de outros partidos e composições”, afirmou.

Ele também cita a quantidade de vereadores eleitos nas Câmaras. “Temos que cada vez mais trabalhar para organizar o nosso partido nas cidades para conseguir disputar as eleições com condições de vencer mais prefeituras.”

Passada a eleição, o partido vive uma turbulência interna. Em entrevista na segunda-feira (28), o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) disse que o partido estaria ainda “na zona de rebaixamento” das eleições.

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, repreendeu o correligionário, dizendo que estão sob ofensiva da extrema direita e pagam “o preço de estar num governo de ampla coalizão”. “Ofender o partido e diminuir nosso esforço nacional não contribui para alterar essa correlação de forças”, escreveu em rede social.

Questionado se está no time que vê o copo meio cheio ou meio vazio, Marcelo se esquivou. Para ele, as derrotas sofridas pelo partido são “parte da democracia”. “Eu fico do lado do PT. Onde o PT estiver, eu estarei.”

O prefeito de Mauá também descarta usar do espaço conquistado como nome de maior peso do PT no estado para buscar alguma posição institucional de destaque nas eleições das direções nacional e estadual do partido, mas diz que não recusaria caso fosse oferecido um posto.

“Eu estou com a minha cabeça voltada para dar o meu melhor em Mauá. Agora, eu sou um soldado da militância e defesa dos direitos dos trabalhadores, e se eu for convocado, estou à disposição”, disse.

Atualmente, Edinho Silva, prefeito de Araraquara, é o presidente estadual do partido, e Gleisi é a presidente nacional. Ela tem mandato na liderança do PT até junho de 2025, mas as articulações para a sucessão já ocorrem e Edinho é um dos principais cotados para sucedê-la.

Marcelo também diz não se interessar em concorrer a cargos maiores, como o governo estadual. “Minha cabeça está em terminar o mandato bem”, diz, citando a continuidade das obras que tem tocado em Mauá.

Ele relata manter uma boa relação com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que saiu da eleição com mais capital político para a disputa de 2026.

O Tarcísio sempre me atendeu bem, nunca tive problema. Tem a dificuldade, que ele mesmo já falou, que o governo do estado está com dificuldade financeira, então tem alguns repasses que chegam a atrasar, mas eu nunca tive problema de relação com ele. Pensamos diferente em questão de política, mas essa relação nunca foi ruim.”



Leia Mais: Folha

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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre

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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, no gabinete da Reitoria, representantes da Receita Federal do Brasil (RFB) para a apresentação do projeto Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). A reunião contou com a participação da Coordenação do curso de Ciências Contábeis e teve como foco a proposta de implantação do núcleo na universidade.
O reitor em exercício e pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, destacou a importância da iniciativa para os estudantes e sua relação com a curricularização da extensão. Segundo ele, a proposta representa uma oportunidade para os alunos e pode fortalecer ações extensionistas da universidade.

A analista tributária da RFB e representante de Cidadania Fiscal, Marta Furtado, explicou que o NAF é um projeto nacional voltado à qualificação de acadêmicos do curso de Ciências Contábeis, com foco em normas tributárias, legislação e obrigações acessórias. Segundo ela, o núcleo é direcionado ao atendimento de contribuintes de baixa renda e microempreendedores, além de aproximar os estudantes da prática profissional.

Durante a reunião, foi informada a futura assinatura de acordo de cooperação técnica entre a universidade e a RFB. Pelo modelo apresentado, a Ufac disponibilizará espaço para funcionamento do núcleo, enquanto a receita oferecerá plataforma de treinamento, cursos de capacitação e apoio permanente às atividades desenvolvidas.

Como encaminhamento, a RFB entregou o documento referencial do NAF, com orientações para montagem do espaço e definição dos equipamentos necessários. O processo será enviado para a Assessoria de Cooperação Institucional da Ufac. A expectativa apresentada na reunião é de que o núcleo seja integrado às ações de extensão universitária.

Também participaram da reunião o professor de Ciências Contábeis e vice-coordenador do curso, Cícero Guerra; e o auditor fiscal e delegado da RFB em Rio Branco, Claudenir Franklin da Silveira.



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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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