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DESCASO: Prefeitura de Feijó e Governo do Estado omitem educação de qualidade para indígenas de Feijó; veja vídeos

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Em Feijó, professores de aldeia relatam esquecimento com a educação indígena. Advogada Laiza dos Anjos Camilo visitou aldeia e ficou estarrecida com o que viu. Sem estrutura, sem merenda, sem fogão e sem gás, com cadeiras reutilizadas e chão de barro, é assim que funciona a escola infantil Francisco Barbosa Hunikui. 

Escola Infantil Francisco Barbosa Hunikui foi construída pela própria comunidade, e desde então não recebe apoio do poder público municipal, estadual ou federal.

No município de Feijó, interior do acre, a Escola Infantil Francisco Barbosa Hunikui é negligenciada pelas secretarias de governo. Presidente da Associação Indígena e professores denunciam o esquecimento por parte do poder público. 

Localizada na aldeia São Francisco, a Escola Infantil Francisco Barbosa Hunikui, enfrenta dias difíceis. O relato do líder indígena Rui, Presidente da Associação Indígena, filho do cacique, que também é professor, é impressionte sobre o local: “Há absoluta ausência de saneamento básico e falta de água. Com a enchente do rio, o poço desapareceu, a única fonte de água fica há 30 minutos de distância da aldeia“.

E prossegue “Os professores e líderes indígenas já tentaram de tudo dentro de Feijó para solucionar os problemas da aldeia. Secretaria de Educação Municipal, pessoal da educação indígena. A falta de transporte, a insegurança e os crimes praticados contra os indígenas são alguns dos problemas mais graves“. 

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Ao Portal Acre.com.br, o Professor Alberto Nunes Barbosa, também morador da aldeia São Francisco, relatou que trabalha há sete anos como educador na aldeia, e que são muitas as dificuldades na aquisição de material didático e infraestrutura da escola, o que inviabiliza uma educação diferenciada e de qualidade. Disse que a qualidade da escola é proveniente do esforço da comunidade, e criticou a lentidão do poder público. 

Veja o vídeo:

A merendeira da escola, cujo salário nunca foi pago pelo governo, afirmou que “Não ganho pelo estado, são os professores que estão me ajudando, não temos um fogão a gás, não temos botija, não temos uma escola de qualidade, precisamos de merenda, e queria pedir apoio. Até água é difícil aqui“. 

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Rio Branco

Ao anunciar ‘X-Pabllo Vittar com dois ovos e uma salsicha’, lanchonete no AC é acusada de transfobia

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Dono do estabelecimento disse que não teve intenção de ofender e que já tirou o pedido do cardápio. Fórum de ONGs LGBT do Acre aceitou retratação do estabelecimento.

Capa: O presidente do Fórum ainda informou ao G1 e que após o diálogo, acredita ter resolvido a situação — Foto: Reprodução.

O dono de uma lanchonete em Rio Branco divulgou, na tarde desta quinta-feira (28), dois cardápios que acabaram repercutindo de forma diferente entre os clientes e nas redes sociais. Um deles foi o “X-frudo” e o outro o “X-Pabllo Vittar”, que acabou não agradando os internautas, que pediram uma posição do Fórum de ONGs LGBT do Acre.

No anúncio, a lanchonete diz que o X-Pabllo Vittar tinha dois ovos e uma salsicha. O público logo reagiu e acusou a propagando de ser transfóbica e pejorativa.

O dono da lanchonete é Juari Filho, de 34 anos, e, após a divulgação dos cardápios, ele chegou a ser alertado por Germano Marino, presidente do Fórum de ONGS LGBT, em uma rede social, de que se tratava de transfobia a analogia do sanduíche à cantora.

Ao G1, Filho disse que a ideia foi de um amigo e que ele achou interessante, mas não com a intenção de ofender e que a opção já foi retirada do cardápio após a repercussão negativa.

“Fiz sem intenção de ofender ninguém, só achei interessante a formação do sanduíche, mas, infelizmente não deu resultado positivo. Fiz uma nota de esclarecimento, pedindo desculpa e explicando a situação. Jamais queria ofender, jamais. Sou até fã de Pabllo Vittar”, explicou.

Após ser marcado várias vezes em uma publicação de um grupo de gastronomia do estado, Germano Marino disse que entrou em contato com o proprietário.

“Ele se colocou à disposição e negou que houvesse qualquer tipo de preconceito, ou transfobia com a divulgação do sanduíche e que era apenas para publicitar de uma forma diferenciada, pelo humor, só que ele não tinha a noção que haveria essa conotação”, contou.

O presidente do fórum diz que, após o diálogo, acredita ter resolvido a situação

“Ele fez a nota e se desculpou. Enquanto fórum, nós não vamos acionar judicialmente, mesmo porque ele fez a retratação e não queremos prejudicar ninguém”, complementou.

Dono de lanchonete se desculpa após cardápio com "X-Pablo Vitar" — Foto: Reprodução

Dono de lanchonete se desculpa após cardápio com “X-Pablo Vitar” — Foto: Reprodução

Transfobia

O presidente da Fórum de ONGs LGBT do Acre disse que também chegou a ser acionado por advogados que pediram uma posição dele.

“Fui acionado também por advogados que começaram a me procurar para ver o que o fórum poderia fazer para representar contra o estabelecimento sobre essa situação, porque a imagem da Pabllo Vittar com o cardápio estava sendo oferecido”, pontuou.

Além disso, Marino explicou que muitas vezes esse tipo de preconceito ocorre pela falta de informação das pessoas sobre esses crimes.

“Por mais que ela publicite que não é uma mulher trans e que é uma drag queen, fisicamente a exposição é feminina e a conotação de dois ovos e uma salsicha, dando a entender o não reconhecimento de pessoas transgêneros, isso é uma justificativa quando há transfobia. Isso é negar direitos quanto as pessoas transsexuais, sejam masculinos ou femininos, sobre a questão da genitália”, completou.

Reclamação

Com a repercussão, Filho se justificou, emitiu uma nota e pediu desculpas, além de retirar o cardápio. Ele disse que fez sem imaginar que poderia repercutir negativamente.

“Uma cliente nossa reclamou e achou agressiva. A internet é muito rápida, divulguei ontem [quinta-feira] e ontem mesmo retirei depois que aconteceu tudo”, contou.

O empresário disse que trabalha há três anos com a lanchonete e faz a entrega de sanduíches, marmitas e sopa e que só queria fazer uma publicidade divertida.

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Acrelândia

Bebê de 6 meses chega em hospital no AC com febre e é internado após exame confirmar Covid-19

G1, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Médico diz que criança também tinha dificuldade em respirar e diarreia. Nesta sexta-feira (29), criança apresentou melhoras, segundo o hospital.

Capa: Ao chegar com febre e dificuldade de respirar em hospital no AC, bebê de 6 meses é internado com Covid-19 — Foto: Arquivo pessoal. 

A Unidade Mista de Saúde de Acrelândia registrou, nesta quinta-feira (28), a internação de um bebê de 6 meses que testou positivo para Covid-19. O diretor clínico do hospital, o médico Rafael Lemos, contou que a criança estava com febre, dificuldade de respirar, sem apetite e ainda com diarreia.

É um menino de 6 meses, que testou positivo para Covid-19 no teste rápido. Fizemos na mãe também, que deu negativo. Investigamos, mas, infelizmente, não conseguimos identificar o laço dessa infecção”, disse.

Um dia após ter dado entrada no hospital, a criança já apresenta melhoras, segundo o médico.

A criança chegou com febre, tosse, desconforto respiratório, falta de apetite, anemia e diarreia. Suspeitamos do caso e fizemos logo o teste. Mas hoje [sexta, 29], a criança está melhor, mamando e o padrão respiratório também melhorou. Estamos tomando todos os cuidados e, por ser uma criança carente, tem recebido bastante doações também”, explicou.

A criança está acompanhada da mãe que tem apenas 16 anos. Com pouco mais de 150 casos positivos e um óbito, Acrelândia é o município com a maior taxa da doença proporcionalmente.

Além da unidade mista de atendimento, as unidades de saúde da família também estão atendendo os casos leves da doença e fazendo testes rápidos em quem apresentar os sintomas.

Temos visto que o teste rápido tem evoluído bastante, mas mostra a responsabilidade porque a gente vem testando de forma indiscriminada todos os pacientes. Isso permite isolar e interromper a cadeia de transmissão. Estamos tratando os pacientes nessa unidade, que falta um pouco de recurso, mas não falta amor e cuidado”, diz o diretor ao se referir sobre o atendimento na unidade mista de saúde.

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