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Prêmio Todas: reconhecer, potencializar e transformar – 11/12/2024 – Equilíbrio

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O Prêmio Todas nos lembra que o futuro que desejamos começa agora, reconhecendo mulheres que se destacam em áreas cruciais como esporte, educação, saúde, ciência, energia limpa e políticas públicas. Esta celebração é muito mais do que um tributo; é uma convocação para fortalecer a presença feminina nos espaços de decisão e garantir que elas tenham, de fato, poder para transformar suas áreas de atuação e a sociedade como um todo.

No Brasil, as desigualdades de gênero permanecem marcantes. De acordo com o estudo “Perfil Social, Racial e de Gênero das 1.100 Maiores Empresas do Brasil” (Instituto Ethos, 2024), apenas 27,4% das mulheres ocupam cargos no quadro executivo e apenas 18,6% estão nos conselhos de administração. Essa disparidade reflete barreiras estruturais que impedem mulheres, especialmente negras, de acessar espaços de poder e de decisão. Mulheres negras, por exemplo, representam apenas 3,4% do quadro executivo dessas empresas e 1,8% dos conselhos, embora sejam 28,5% da população brasileira.

Esses números, porém, não contam toda a história. É fundamental celebrarmos também as mulheres que lideram em suas comunidades, transformando a realidade onde o Estado e as instituições muitas vezes falham em chegar. Ribeirinhas que preservam os rios enquanto criam soluções de sustentabilidade; quilombolas que fortalecem sua comunidade por meio da educação, do empreendedorismo e da agricultura regenerativa; indígenas que articulam saberes ancestrais com inovações para proteger suas terras e povos; mulheres das periferias que combatem a fome, o abandono e a violência com redes de solidariedade.

Essas mulheres lideram não porque estão em um cargo formal, mas porque transformam vidas todos os dias. Elas rompem ciclos de desigualdade, fortalecem outras mulheres e criam caminhos de autonomia e dignidade. Sua liderança transcende o espaço corporativo e inspira o Brasil a valorizar o que realmente importa: a capacidade de transformar desafios em soluções.

Ainda que muitas dessas líderes atuem longe dos holofotes, seus impactos reverberam amplamente. Quando uma mãe quilombola organiza a alfabetização de crianças em sua comunidade, ela está formando futuros cidadãos conscientes. Quando uma mulher ribeirinha luta para impedir o avanço do garimpo ilegal, ela protege a vida e o planeta. Quando uma jovem da periferia lidera um coletivo de apoio a mães solo, ela cria uma rede que fortalece toda uma geração.

A equidade de gênero é mais do que uma pauta corporativa. É um compromisso com a justiça social. Mulheres em todos os contextos precisam de acesso a recursos, a ferramentas e a poder real. Não basta estarem presentes; elas precisam liderar e decidir. E é por isso que o Prêmio Todas é tão importante: ele reconhece que o Brasil é feito por essas mulheres e só avançará se elas forem valorizadas.

Reconhecer suas conquistas é essencial, mas também é preciso garantir políticas públicas e empresariais que assegurem igualdade salarial, acesso à educação e suporte à maternidade, especialmente para as mulheres mais vulneráveis. Essas ações podem transformar a vida de milhões de brasileiras e construir um país mais justo, próspero e inclusivo.

Uma sociedade só é verdadeiramente justa quando todas as mulheres podem sonhar, realizar e liderar. Que iniciativas como o Prêmio Todas inspirem empresas, governos e indivíduos a agir intencionalmente, promovendo a inclusão e a igualdade em todas as esferas. Porque o futuro do Brasil será decidido por quem tiver coragem de fazer a diferença agora –e essas mulheres já estão mostrando o caminho.

Como parte da iniciativa Todas, a Folha presenteia mulheres com três meses de assinatura digital grátis



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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna-1.jpg

A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.

A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.

No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.

“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.

A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna2.jpg

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.

Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre

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Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.

A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.

Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



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