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Principais cidades poluidoras reveladas enquanto ativistas se irritam no lobby dos combustíveis fósseis da COP29 | Notícias sobre a crise climática

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Os gigantes do petróleo destinam 500 milhões de dólares à energia sustentável, mas os activistas dizem que os lobistas assumiram o controlo das negociações sobre o clima.

As cidades da Ásia e dos Estados Unidos emitem a maior quantidade de gases que retêm o calor e que alimentam as alterações climáticas, de acordo com novos dados, enquanto os delegados nas negociações climáticas das Nações Unidas decidem quanto as nações ricas pagarão para ajudar o mundo a reduzir as emissões.

De acordo com os dados anuais do Climate Trace divulgados na sexta-feira na Conferência das Partes, ou COP29, em Baku, Azerbaijãosete estados ou províncias expeliram mais de mil milhões de toneladas métricas de gases com efeito de estufa, todos eles na China, exceto o estado norte-americano do Texas, que ocupa o sexto lugar. Xangai liderou a lista, produzindo 256 milhões de toneladas métricas.

A organização, co-fundada pelo ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, também descobriu que a China, a Índia, o Irão, a Indonésia e a Rússia tiveram os maiores aumentos nas emissões de 2022 a 2023, enquanto a Venezuela, o Japão, a Alemanha, o Reino Unido e os EUA tiveram os maiores. diminuições na poluição.

A divulgação dos dados ocorre num momento em que as autoridades climáticas e os ativistas estão cada vez mais frustrados com a incapacidade do mundo de reprimir os combustíveis fósseis que aquecem o planeta, bem como os países e empresas que os promovem.

Na sexta-feira, executivos do petróleo, incluindo da Total, BP, Equinor e Shell, apareceram na cimeira e disseram que investiriam 500 milhões de dólares para expandir o acesso à energia moderna sustentável e ajudar as pessoas, especialmente na África Subsaariana e na Ásia, a fazer a transição para práticas culinárias limpas.

Mas a presença considerável de lobistas da indústria de combustíveis fósseis na reunião irritou grupos e ativistas ambientalistas.

“É como lobistas do tabaco numa conferência sobre cancro do pulmão”, disse David Tong, do grupo de campanha Oil Change International, à agência de notícias AFP.

Ativistas ambientais globais protestam contra a indústria de petróleo e gás na COP29 em Baku, Azerbaijão, em 15 de novembro de 2024 (Murad Sezer/Reuters)

Bianca Castro, uma activista climática de Portugal, também expressou a sua frustração, dizendo à agência de notícias Associated Press que muitos grupos estão “perdendo a esperança no processo”.

O sucesso de cimeira climática deste ano depende de os países conseguirem chegar a acordo sobre uma nova meta financeira para os países mais ricos, os credores de desenvolvimento e o setor privado, para fornecer pelo menos 1 bilião de dólares por ano para ajudar os países em desenvolvimento a lidar com as rápidas mudanças climáticas.

Um relatório elaborado por um painel independente de especialistas na cimeira afirmou que os países precisam de investir mais de 6 biliões de dólares por ano até 2030 ou correm o risco de ter de pagar mais no futuro.

Mas chegar a um acordo pode ser difícil na cimeiraonde o clima foi prejudicado por divergências públicas e pelo pessimismo sobre as mudanças na política global.

Na quinta-feira, a Argentina anunciou que estava retirando a sua delegação. E a presença de interesses no petróleo, no gás e no carvão nas negociações também tem sido há muito tempo uma fonte de controvérsia.

As duas COP mais recentes foram realizadas em países ricos em energia. O do ano passado foi no Emirados Árabes Unidos. O anfitrião de 2024, o Azerbaijão, lançou uma defesa dos combustíveis fósseis que aquecem o planeta, com o presidente Ilham Aliyev repetindo na terça-feira a sua insistência de que o petróleo, o gás e outros recursos naturais são um “presente de Deus”.

“É lamentável que a indústria dos combustíveis fósseis e os petroestados tenham assumido o controlo do processo COP num grau pouco saudável”, disse Gore na quinta-feira.

Na sexta-feira, ativistas da coalizão Kick the Big Polluters Out (KBPO) observaram que o Japão, por exemplo, trouxe funcionários da gigante do carvão Sumitomo como parte de sua delegação, o Canadá incluiu os produtores de petróleo Suncor e Tourmaline, e a Itália trouxe funcionários das gigantes da energia Eni e Enel.

A KBPO disse que a lista oficial de participantes das negociações contou com mais de 1.770 lobistas de combustíveis fósseis.

Um grupo de importantes ativistas e cientistas climáticos também alertou na sexta-feira que “o processo climático global foi capturado e não é mais adequado ao seu propósito”. Uma carta assinada pelo ex-secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pela ex-chefe da ONU para o clima, Christina Figueres, e pelos principais cientistas climáticos apelava a “uma revisão urgente” das negociações sobre o clima.



Leia Mais: Aljazeera

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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