ACRE
Procurador-chefe do TPI encontra-se com líder de facto da Síria | Notícias de Bashar al-Assad
PUBLICADO
1 ano atrásem
Karim Khan, do TPI, faz visita não anunciada a Damasco para conversações sobre “responsabilização por alegados crimes”.
O procurador-chefe do Tribunal Penal Internacional (TPI) fez uma visita não anunciada à Síria para se reunir com Ahmad al-Sharaa, o líder do novo governo de facto da Síria, para discutir como garantir a responsabilização por alegados crimes cometidos no país.
O promotor Karim Khan reuniu-se com al-Sharaa e com o ministro das Relações Exteriores da Síria na sexta-feira para discutir opções de justiça no TPI para as vítimas da guerra de 13 anos no país.
Um comunicado do gabinete de Khan afirma que ele “viajou para Damasco a convite do Governo de Transição Sírio”.
Afirmou que a visita teve como objetivo discutir como o gabinete “pode oferecer a sua parceria em apoio aos esforços das autoridades sírias no sentido da responsabilização por alegados crimes cometidos no país”.
O TPI, que tem 125 Estados-membros, é o tribunal permanente do mundo para julgar indivíduos por alegados crimes de guerra, crimes contra a humanidade, genocídio e agressão.
Os combatentes da oposição com Hayat Tahrir al-Sham (HTS) de al-Sharaa lideraram uma ofensiva relâmpago que derrubou o presidente Bashar al-Assad no mês passado, e o grupo tornou-se o partido governante de facto no país.
Al-Assad, que fugiu para a Rússia em Dezembro, empreendeu uma campanha opressiva contra os opositores durante as suas mais de duas décadas no poder.
Grupos de direitos humanos estimam que dezenas de milhares de pessoas desapareceram após o início dos protestos antigovernamentais em 2011, com muitas delas desaparecendo na rede prisional de al-Assad. Muitos deles provavelmente foram mortos, seja em execuções em massa ou devido à tortura e às condições de prisão. O número exato permanece desconhecido.
A Organização para a Proibição de Armas Químicas, o órgão fiscalizador global de armas químicas, concluiu que as forças sírias foram responsáveis por múltiplos ataques utilizando gás cloro e outras substâncias proibidas contra civis.
Outros grupos também foram acusados de violações dos direitos humanos e crimes de guerra durante a guerra do país.
As novas autoridades apelaram a que os membros do regime de al-Assad fossem levados à justiça. Não está claro como exatamente isso funcionaria nesta fase.
A Síria não é membro do TPI, que deixou o tribunal sem capacidade para investigar a guerra. Em 2014, a Rússia e a China bloquearam um encaminhamento do Conselho de Segurança das Nações Unidas que teria dado jurisdição ao tribunal. Foram feitos encaminhamentos semelhantes para o Sudão e a Líbia.
A visita de Khan ocorre após uma viagem a Damasco no mês passado pela organização da ONU que auxilia na investigação dos crimes mais graves na Síria.
O Mecanismo Internacional, Imparcial e Independente para a Síria foi criado para ajudar na recolha de provas e na acusação de indivíduos responsáveis por possíveis crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio desde o início da guerra na Síria, em 2011.
Mais de meio milhão de pessoas foram mortas na guerra e mais de seis milhões de outras fugiram do país.
Relacionado
ACRE
Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
3 dias atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
Relacionado
ACRE
Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
3 dias atrásem
15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
Relacionado
ACRE
UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
3 dias atrásem
15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login