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Professores da rede estadual participam de formação sobre uso da tecnologia na educação
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Clícia Araújo
Educadores da rede estadual participam de uma formação promovida pela Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), em parceria com a empresa Microkids, referência em metodologias educacionais transdisciplinares. O encontro aconteceu no auditório da Unimeta, em Rio Branco, nesta segunda-feira, 24, e teve como objetivo capacitar os professores para incorporar a tecnologia ao processo pedagógico.
A proposta da formação é transformar dispositivos digitais, antes vistos como distração, em aliados do aprendizado. “Estamos ressignificando a relação dos alunos com a tecnologia”, explica Andrelisa Araújo, pedagoga da Microkids. “Eles aprendem a usar essas ferramentas para resolver problemas reais, desenvolvendo competências da BNCC de forma contextualizada”.
Voltada para professores do 6º ao 9º ano, a capacitação abrange docentes de língua portuguesa, língua inglesa, matemática, ciências da natureza e ciências humanas. A iniciativa busca integrar a tecnologia ao ensino de maneira estratégica, tornando a aprendizagem mais efetiva e significativa.
“O projeto insere a tecnologia na educação básica, conectando diferentes componentes curriculares. Os alunos desenvolvem habilidades previstas na BNCC, utilizando recursos digitais que já fazem parte do cotidiano deles. Além disso, preparamos os estudantes para o mundo contemporâneo, mostrando que a tecnologia pode ser usada para construir soluções”, ressalta Andrelisa.

Inovação e expansão
Segundo Nazaré Rodrigues, chefe do Departamento de Ensino Fundamental da SEE, a iniciativa representa um passo importante para fortalecer o uso da tecnologia educacional nas escolas do estado.
“As tecnologias fazem parte do nosso dia a dia, mas ainda há pouca aplicação educacional. Esse projeto chega para agregar novas metodologias sem descaracterizar o trabalho dos professores. Nosso objetivo é alinhar o ensino às necessidades dos estudantes, que já estão imersos no mundo digital”, destaca.
Inicialmente, a formação acontece presencialmente em Rio Branco, mas será expandida para professores do interior por meio de encontros online organizados pela Microkids. De acordo com Nazaré, a SEE já estruturou um calendário de capacitação para garantir que todos os educadores tenham acesso ao conteúdo e possam aplicá-lo em sala de aula com segurança e eficiência.

Desafios e perspectivas
Apesar dos avanços tecnológicos, a implementação de ferramentas digitais no ensino ainda apresenta desafios. Para André Lopes, professor de inglês do Colégio Acreano, um dos principais obstáculos é equilibrar o uso da tecnologia sem comprometer a construção do conhecimento.
“O grande desafio é manter o aluno engajado, utilizando a tecnologia de forma consciente. Muitos recorrem à inteligência artificial para traduzir textos ou fazer pesquisas sem, de fato, aprender. Precisamos encontrar um equilíbrio para que a tecnologia auxilie o ensino, sem substituir o desenvolvimento do pensamento crítico”, pontua.

A formação aborda estratégias para lidar com essas questões, promovendo reflexões sobre o papel da tecnologia na aprendizagem. Para os educadores, o uso consciente dos recursos digitais pode potencializar o ensino e preparar melhor os alunos para os desafios do futuro.
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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