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Projeto de lei orçamentária de última hora para evitar paralisação do governo dos EUA prevalece na Câmara | Notícias do governo

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UM orçamento de última hora foi aprovada na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos para manter o governo federal financiado e funcionando até meados de março, evitando uma paralisação iminente.

A resolução contínua agora avança para o Senado com apenas algumas horas de sobra antes que a paralisação esteja programada para entrar em vigor no sábado às 12h01, horário local (05h01 GMT).

Na sexta-feira à noite, a legislação orçamental temporária foi aprovada pela Câmara com um apoio esmagador, com 366 votos a favor.

Apenas 34 deputados, todos republicanos, votaram contra o projeto. Uma democrata, a deputada Jasmine Crockett, do Texas, absteve-se votando “presente”.

“Estamos muito gratos por esta noite, de forma bipartidária e com esmagadora maioria de votos, termos aprovado o American Relief Act de 2025”, disse Mike Johnson, o presidente da Câmara, em entrevista coletiva após a votação.

A lei provisória, no entanto, omitiu uma questão fundamental que tinha paralisado as negociações recentes: o limite máximo da dívida.

Normalmente, o Congresso avalia os gastos federais separadamente do teto da dívida, o que limita quanto o governo pode tomar emprestado.

Mas esta semana, o presidente eleito Donald Trump rejeitou um projeto de lei bipartidário anterior, em parte porque não prorrogou nem aboliu o teto da dívida, que ele comparou a uma “guilhotina” pendurada sobre a sua próxima administração.

O limite máximo da dívida tornou-se uma questão que causa divisão entre os republicanos, alguns dos quais temiam que o seu alargamento ou eliminação abriria caminho a gastos governamentais irrestritos.

Trump, por sua vez, ameaçado para estabelecer desafios primários para qualquer republicano que se opusesse ao seu plano. Ele sinalizou que preferia que o debate sobre o teto da dívida acontecesse sob a administração cessante do presidente Joe Biden, um democrata e seu antigo rival eleitoral.

“A menos que os Democratas terminem ou estendam substancialmente o teto da dívida agora, lutarei até o fim”, disse Trump em um comunicado. postagem nas redes sociais na quarta-feira. “Esta é uma ARMADILHA desagradável criada pelos Democratas da Esquerda Radical! Eles querem nos envergonhar em junho, quando chegar a hora da votação.”

O deputado Chip Roy, do Texas, um dos oponentes republicanos mais declarados ao aumento do teto da dívida, sai de uma reunião sobre orçamento em 20 de dezembro (J Scott Applewhite/AP Photo)

A oposição de Trump à legislação bipartidária desta semana colocou-o em desacordo com Johnson, outro importante líder republicano. O antecessor de Johnson como porta-voz, o republicano Kevin McCarthy, foi expulso no ano passado em uma votação histórica sobre seu papel na aprovação de um projeto de lei de gastos bipartidário.

Depois que o primeiro projeto de lei bipartidário foi rejeitado na quarta-feira, Trump apoiou outra versão que fracassou na Câmara um dia depois, na quinta-feira. Todos os democratas se opuseram, assim como 38 republicanos.

O projeto de sexta-feira conseguiu restaurar o apoio democrata, após negociações a portas fechadas. Nas suas observações após a votação, Johnson tentou apresentar o último acordo de gastos como uma vitória para a plataforma económica América Primeiro de Trump.

“Esta é a legislação America First, porque nos permite estar preparados para servir o povo americano”, disse Johnson.

Ele também sugeriu mudanças que ocorrerão em janeiro, quando um novo Congresso tomar posse e Donald Trump tomar posse para um segundo mandato. Quando isso acontecer, os republicanos terão maioria em ambas as câmaras do Congresso.

“Em janeiro, faremos uma mudança radical em Washington”, disse Johnson. “As coisas vão ser muito diferentes por aqui. Este foi um passo necessário para colmatar a lacuna, para nos colocar naquele momento em que podemos colocar as nossas impressões digitais nos gastos para 2025.»

Tal como projetos de lei anteriores, a medida provisória aprovada na sexta-feira contém aproximadamente 10 mil milhões de dólares em ajuda agrícola e 100 mil milhões de dólares em ajuda humanitária, uma prioridade após a destruição de furacões como Helene e Milton.

Mas a agitação que acompanhou uma versão anterior do projeto de lei diminuiu em grande parte na noite de sexta-feira, com aliados de Trump, como o bilionário Elon Musk, adotando uma nota conciliatória.

Musk, que classificou uma versão do projeto de quarta-feira como “criminosa”, elogiou o presidente Johnson após a votação na noite de sexta-feira por simplificar a legislação.

“O presidente da Câmara fez um bom trabalho aqui, dadas as circunstâncias”, ele escreveu em sua plataforma de mídia social X. “Passou de uma nota que pesava libras para uma nota que pesava onças.”

Os democratas, entretanto, questionaram a crescente influência de Musk sobre o Partido Republicano. Musk deverá assessorar a próxima administração de Trump em uma nova função, como parte de uma agência não governamental, ainda a ser estabelecida, conhecida como Departamento de Eficiência Governamental.

“Obviamente, o que Donald Trump queria, ele não conseguiu”, disse o deputado Jared Moskowitz, da Flórida, aos repórteres enquanto descia as escadas do Capitólio. “Parece que Elon conseguiu algumas das coisas que queria. Então isso é interessante.”

Moskowitz deu crédito aos democratas por darem aos republicanos a maioria necessária para aprovar o projeto de lei na Câmara, apesar da dissidência interna dentro do partido de direita.

“O drama que aconteceu aqui nos últimos dois dias não precisava acontecer”, disse ele. “E acabamos literalmente no mesmo lugar em que sempre iríamos acabar, que eram os democratas fornecendo a maioria dos votos para manter o governo aberto e entregar ao povo americano.”



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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.

A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.

O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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