POLÍTICA
PT escolhe Fabiano Horta como pré-candidato ao gov…
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1 ano atrásem
Nicholas Shores
A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, aprovou nesta segunda-feira a decisão do diretório estadual do Rio de Janeiro de escolher Fabiano Horta, prefeito de Maricá, como pré-candidato ao governo do estado nas eleições de 2026.
Horta tem o apoio do prefeito eleito de Maricá, Washington Quaquá, que passou os dois últimos anos em Brasília como deputado federal.
Ao mesmo tempo, se mantiver a postulação até o início da campanha estadual, o PT pode esbarrar em uma eventual candidatura de Eduardo Paes (PSD), prefeito reeleito do Rio, amplamente cotado para representar a base de apoio a Lula na disputa pela titularidade do Palácio das Laranjeiras daqui a dois anos.
Reduto petista, Maricá ficou conhecida por políticas públicas como a tarifa zero no transporte público e a moeda social Mumbuca.
Em 1º de janeiro, o partido inicia o quinto mandato consecutivo no comando do município, com o retorno de Quaquá à prefeitura.
O diretório estadual também escolheu Benedita da Silva como pré-candidata ao Senado.
A estratégia, segundo integrantes da sigla, é construir um palanque forte, em conjunto com os partidos da base aliada – PSD, PSB, PDT, SD, PC do B e PV – , para alavancar a candidatura à reeleição de Lula.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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8 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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