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Pulp Fiction aos 30: a obra-prima de Quentin Tarantino permanece elétrica | Pulp Fiction

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Scott Tobias

Óescrever Pulp Fiction com a definição literal de “pulp” em duas partes é uma piscadela e uma cutucada por parte do escritor e diretor Quentin Tarantino, engraçado em retrospecto quando a primeira definição (“uma massa de matéria macia, úmida e disforme”) descreve apropriadamente os pedaços de cérebro e crânio que acidentalmente se espalharam pela traseira de um Chevy Nova 1974. Talvez Tarantino sentisse alguma necessidade de oferecer ao público uma introdução formal ao tipo de lixo de gênero que sempre existiu fora do mainstream, em livros de bolso escabrosos ou em teatros grindhouse imundos. Este não seria um candidato típico à Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes, muito menos o verdadeiro vencedor.

No entanto, há uma arrogância Pulp Fiction isso faz você acreditar que Tarantino, um verdadeiro sábio do cinema, poderia ver o futuro do filme diante dele – a Palma de Ouro, o Oscar do roteiro, a passagem para um fenômeno genuíno da cultura pop. A transição da cena de abertura, onde dois bandidos resolvem roubar um restaurante inteiro de Los Angeles no café da manhã, para o surf rock estridente da versão de Misirlou de Dick Dale durante os créditos, parece Kurt Cobain tocando o riff de Smells Like Teen Spirit. Sua eletricidade é inegável e certamente o próprio Tarantino deve saber disso. O filme irradia confiança.

Tarantino é arquiteto e alquimista. O mesmo instinto que o levou a organizar sua carreira em precisamente 10 filmes antes de se aposentar – nascido talvez do medo de perder o talento à medida que envelhecesse, como John Carpenter – informa a estrutura engenhosa e cronológica de Pulp Fiction, que ordena três histórias e outras cenas em um todo tematicamente significativo que é muito maior do que a soma considerável de suas partes. Mas é na sua mistura e combinação de influências altas e baixas que Tarantino se destaca, sugerindo a dieta de um caçador de VHS que poderia incluir os primeiros Jean-Luc Godard e Jean-Pierre Melville na mesma farra de imagens grosseiras de exploração. Ele ama muito este último para agir como se estivesse “elevando” o gênero policial, mas ainda assim há sofisticação em Pulp Fiction. De alguma forma, ele estava invadindo salas de arte e multiplexes simultaneamente.

Já havia muitas evidências no filme de estreia de Tarantino, Reservoir Dogs, de que ele era hábil em construir conceitos em torno de um conjunto fantástico, nesse caso um filme de assalto sem roubo, ambientado principalmente na tensa (e econômica) panela a vapor. de um armazém vazio. Com um orçamento maior – embora ainda surpreendentemente modesto mesmo para a época, pouco mais de US$ 8 milhões – Tarantino abre Pulp Fiction em sua Los Angeles, que tem sua própria alquimia distinta, combinando o kitsch hollywoodiano de locais como Jackrabbit Slim com o Los Angeles, onde pessoas reais vivem, trabalham, comem hambúrgueres Big Kahuna no café da manhã e, ocasionalmente, distribuem pequenos sacos de heroína premium. Talvez ele também seja antropólogo.

A principal inovação de Pulp Fiction, aquela que seus muitos imitadores quase nunca conseguiram acertar, é como o diálogo espirituoso e discursivo de Tarantino diferia até mesmo da linguagem estilizada dos filmes clássicos do gênero. As fofocas, banalidades e apartes aleatórios da conversa cotidiana – ou pelo menos a versão muito mais animada de Tarantino da conversa cotidiana – surgem no início da brincadeira entre dois assassinos, Vincent Vega (John Travolta) e Jules Winnfield (Samuel L Jackson), ocupando o espaço morto entre empregos. Fala-se de bares de haxixe e cinemas em Amsterdã, de como o sistema métrico muda um item do menu do McDonald’s e do fracassado piloto de TV estrelado por Mia Wallace (Uma Thurman), esposa de seu chefe Marsellus (Ving Rhames).

Há uma musicalidade agradável na linguagem, bem como um lembrete de que esses tipos de filmes têm uma base sólida no mundo real – e podem, ao falar sobre as “pequenas diferenças” entre fast food e cervejas cinematográficas na Europa, ter muito em comum com os americanos que ainda se apegam a casa enquanto estão no exterior. E quando eles discutem os detalhes da massagem nos pés que supostamente levou Marcellus a atirar um capanga samoano de uma varanda de quatro andares, Tarantino também prepara a mesa para a primeira das três vinhetas em que Vincent leva Mia para um passeio mais selvagem que o normal. noite esperada na cidade. Um aspecto subestimado de Pulp Fiction, e do trabalho de Tarantino em geral, é que seu diálogo é proposital, mesmo quando parece que está à deriva na tangente.

Samuel L. Jackson em Pulp Fiction. Fotógrafo: Cinetext Bildarchiv/Miramax/Allstar

Pulp Fiction não fica melhor do que a primeira hora, quando o prelúdio no restaurante leva à introdução de Vincent e Jules em uma tarefa horrível, que então segue para “Vincent Vega e a esposa de Marsellus Wallace”, um segmento que continua sendo o marco da carreira de Tarantino. Grande parte do orçamento do filme para direção de arte foi gasto no set de Jackrabbit Slim’s, um restaurante temático onde um imitador de Ed Sullivan é o maitre e o garçom é um descontente Buddy Holly (Steve Buscemi). Mas há uma magia especial em Travolta, cuja sorte em Hollywood já havia derrapado há muito tempo, revivendo sua imagem de Saturday Night Fever ao fazer a reviravolta, e uma emoção no momento da mudança de marcha quando a Mia de Thurman, uma viciada em cocaína, aspira uma linha de bater.

As duas histórias que vêm depois, The Gold Watch, sobre Butch (Bruce Willis), um boxeador que precisa coletar uma herança de família após trair Marsellus no ringue, e The Bonnie Situation, sobre a corrida para limpar a bagunça sangrenta. na traseira do Nova, são significativamente menos galvanizantes por si só, embora cada um ainda seja salpicado de momentos inesquecíveis. No entanto, a sua colocação cuidadosa no filme como um todo dá a esta coleção de vinhetas um poder cumulativo, à medida que temas de honra e redenção começam a surgir, juntamente com os mecanismos divinos do carma e do destino.

A primeira e a última cenas de Pulp Fiction estão no centro da linha do tempo, o que torna a decisão de mudança de vida de Jules nos momentos finais tão comovente, como se o próprio tempo tivesse parado para que ele pudesse sair do barco. (A forma como as linhas do tempo convergem naquele momento é excepcionalmente elegante e aumenta a tensão.) O fato de um assassino poder ter esse momento de epifania espiritual é uma surpresa por si só, mas a capacidade de Tarantino de encadeá-lo através de um impasse mexicano como aquele que ele encenou tão memorável em Reservoir Dogs coloca isso em termos de gênero. Mesmo quando Pulp Fiction alcança o profundo, ainda tem um efeito desagradável.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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