NOSSAS REDES

ACRE

Putin da Rússia diz que presença no G20 no Brasil irá ‘destruir’ cúpula | Notícias de política

PUBLICADO

em

O presidente diz que o mandado do TPI pode ser uma distração, mas minimiza o risco de prisão dadas as relações “calorosa” com o Brasil.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse que não participará da cúpula do G20 no próximo mês no Brasil, ao mesmo tempo que minimiza o risco de sua prisão sob um mandado do Tribunal Penal Internacional (TPI).

Putin disse na sexta-feira que sua presença “destruiria” a cúpula, com “conversas” provavelmente girando em torno do Mandado do TPI emitido no ano passado sobre os seus alegados crimes de guerra na Ucrânia.

A Ucrânia instou o Brasil, um estado membro do TPI, a prender Putin se ele viajar para lá para o evento marcado para 18 e 19 de novembro.

No entanto, Putin rejeitou a ameaça, dizendo que a Rússia poderia assinar um acordo bilateral com o Brasil para contornar o mandado de prisão do TPI.

«Decisões deste género são muito fáceis de contornar, basta assinar um acordo intergovernamental e já está. A jurisdição do TPI será limitada”, disse ele, aludindo às suas “relações muito calorosas e boas” com o Brasil.

“Somos adultos, então encontraremos alguém na Rússia que apresente dignamente os interesses do nosso país no Brasil”, acrescentou.

A Rússia, que não é signatária do TPI, nega veementemente as acusações contra Putin sobre a alegada deportação ilegal de crianças ucranianas depois de Moscovo ter lançado a sua ofensiva em 2022.

Putin visitou Mongólia em Setembro, sem quaisquer problemas, apesar de o país ser membro do TPI e, portanto, obrigado a deter indivíduos procurados pelo tribunal.

No entanto, no ano passado, faltou a uma reunião com o grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul) de economias emergentes na África do Sul.

‘Provocação perigosa’

Falando antes de uma próxima reunião do grupo BRICS na cidade russa de Kazan, nos dias 22 e 24 de outubro, Putin dirigiu-se às observações do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, no dia anterior, sobre a necessidade da Ucrânia de armas nucleares ou de ser membro da NATO para a sua segurança.

Zelenskyque recordava uma conversa com o candidato presidencial dos EUA, Donald Trump, esclareceu mais tarde que não queria dizer que a Ucrânia estava a preparar-se para construir uma arma nuclear.

A Ucrânia herdou armas nucleares após a dissolução da União Soviética, mas abandonou-as voluntariamente na década de 1990 em troca de garantias da sua integridade territorial, um acordo que afirma que Moscovo quebrou ao invadir as suas terras.

Putin classificou os comentários de Zelenskyy como “uma provocação perigosa”. “Qualquer passo nessa direção terá uma reação correspondente”, disse ele. “A Rússia não permitirá que isso aconteça, aconteça o que acontecer.”

Putin também disse ver um papel para a Rússia na “busca de compromissos” no conflito no Médio Oriente.

O presidente russo, Vladimir Putin, à direita, e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian (Alexander Shcherbak/Sputnik/Kremlin Pool Photo via AP Photo)

“Estamos em contato com Israel, estamos em contato com Irã. Temos relações bastante de confiança. E gostaríamos muito que essa interminável troca de golpes fosse interrompida em algum momento”, afirmou.

“Se isso for necessário, estamos prontos para fazer tudo o que estiver ao nosso alcance em contato com ambos os lados para ajudar a encontrar esses compromissos.”



Leia Mais: Aljazeera

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS