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Qual doença infecciosa será o maior problema de 2025? – 11/01/2025 – Equilíbrio e Saúde

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A Covid surgiu de repente, espalhou-se rapidamente e matou milhões de pessoas em todo o mundo. Desde então, acho que é justo dizer que a maioria das pessoas tem ficado nervosa com o surgimento da próxima grande doença infecciosa, seja ela um vírus, uma bactéria, um fungo ou um parasita.

Com o recuo da Covid (graças às vacinas altamente eficazes), as três doenças infecciosas que mais preocupam as autoridades de saúde pública são a malária (um parasita), o HIV (um vírus) e a tuberculose (uma bactéria). Elas matam cerca de 2 milhões de pessoas por ano.

Além disso, há as listas de vigilância de patógenos prioritários, especialmente aqueles que se tornaram resistentes aos medicamentos normalmente usados para tratá-los, como antibióticos e antivirais.

Os cientistas também precisam estar constantemente atentos em busca do próximo problema em potencial. Embora isso possa ocorrer em qualquer forma de patógeno, certos grupos têm mais probabilidade do que outros de causar surtos rápidos, e isso inclui os vírus influenza.

Um vírus da gripe está causando grande preocupação no momento e está à beira de se tornar um problema sério em 2025. Trata-se do subtipo H5N1 da influenza A, às vezes chamado de “gripe aviária”. Esse vírus é amplamente disseminado em aves selvagens e domésticas, como as aves domésticas. Recentemente, ele também infectou o gado leiteiro em vários estados dos EUA e foi encontrado em cavalos na Mongólia.

Quando os casos de influenza começam a aumentar em animais, como aves, há sempre a preocupação de que ela possa se espalhar para os seres humanos. De fato, a gripe aviária pode infectar os seres humanos, com 61 casos nos EUA já este ano, a maioria resultante do contato de trabalhadores rurais com gado infectado e pessoas bebendo leite cru.

Em comparação com apenas dois casos nas Américas nos dois anos anteriores, esse é um aumento bastante significativo. Juntando isso a uma taxa de mortalidade de 30% em infecções humanas, a gripe aviária está rapidamente entrando na lista de prioridades das autoridades de saúde pública.

Felizmente, a gripe aviária H5N1 não parece ser transmitida de pessoa para pessoa, o que reduz muito a probabilidade de causar uma pandemia em humanos. Os vírus da gripe precisam se ligar a estruturas moleculares chamadas receptores siálicos na parte externa das células para entrar e começar a se replicar.

Os vírus que são altamente adaptados aos seres humanos reconhecem muito bem esses receptores siálicos, facilitando a entrada deles em nossas células, o que contribui para sua disseminação entre os seres humanos. A gripe aviária, por outro lado, é altamente adaptada aos receptores siálicos das aves e apresenta algumas incompatibilidades quando se “liga” (se prende) aos receptores humanos. Portanto, em sua forma atual, o H5N1 não pode se espalhar facilmente entre os seres humanos.

No entanto, um estudo recente mostrou que uma única mutação no genoma da gripe poderia tornar o H5N1 capaz de se espalhar de humano para humano, o que poderia dar início a uma pandemia.

Se essa cepa de gripe aviária fizer essa mudança e começar a se transmitir entre humanos, os governos deverão agir rapidamente para controlar a disseminação. Os centros de controle de doenças em todo o mundo elaboraram planos de preparação para pandemias para a gripe aviária e outras doenças que estão no horizonte.

Por exemplo, o Reino Unido comprou 5 milhões de doses da vacina H5 que pode proteger contra a gripe aviária, em preparação para esse risco em 2025.

Mesmo sem a capacidade potencial de se espalhar entre humanos, a gripe aviária provavelmente afetará ainda mais a saúde animal em 2025. Isso não só tem grandes implicações para o bem-estar animal, mas também tem o potencial de interromper o fornecimento de alimentos e ter efeitos econômicos.

Tudo está conectado

Todo esse trabalho se enquadra no conceito de “saúde única”: considerar a saúde humana, animal e ambiental como entidades interconectadas, todas com a mesma importância e efeito umas sobre as outras.

Ao compreender e prevenir doenças em nosso ambiente e nos animais ao nosso redor, podemos nos preparar e combater melhor essas doenças que entram nos seres humanos. Da mesma forma, ao pesquisar e interromper doenças infecciosas em seres humanos, podemos proteger nossos animais e a saúde do meio ambiente também.

Entretanto, não podemos nos esquecer das contínuas “pandemias lentas” em humanos, como malária, HIV, tuberculose e outros patógenos. Combatê-las é fundamental, além de analisar o horizonte em busca de novas doenças que possam surgir.



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Proint realiza atividade sobre trabalho com jovens aprendizes — Universidade Federal do Acre

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Proint realiza atividade sobre trabalho com jovens aprendizes — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint), da Ufac, promoveu um encontro com jovens aprendizes para formação e troca de experiências sobre carreira, tecnologia e inovação. O evento ocorreu em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), em 28 de abril, no espaço de inovação da Ufac, campus-sede.

Os professores Francisco Passos e Marta Adelino conduziram a atividade, compartilhando conhecimentos e experiências com os estudantes, estimulando reflexões sobre o futuro profissional e o papel da inovação na construção de novas oportunidades. A instrutora de aprendizagem do CIEE, Mariza da Silva Santos, também acompanhou os participantes na ação, destacando a relação entre formação acadêmica e experiências no mundo do trabalho.

 



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Professora da Ufac faz visita técnica e conduz conferência em Paris — Universidade Federal do Acre

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Professora da Ufac faz visita técnica e conduz conferência em Paris — Universidade Federal do Acre

A professora do campus Floresta, Maria Cristina de Souza, que também é curadora do Herbário em Cruzeiro do Sul, esteve, de 9 a 15 de abril, no Museu de História Natural de Paris, representando a Ufac. Ela conduziu, em francês, conferência sobre a diversidade e a riqueza da região do Alto Juruá e realizou visita técnica, atualizando amostras das coleções de palmeiras (Arecaceae) do gênero Geonoma. As atividades tiveram apoio dos pesquisadores Marc Jeanson, Florent Martos e Marc Pignal.

 



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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre

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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre

O professor Rafael Coll Delgado, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, da Ufac, participou como coautor do artigo “Interações Clima-Vegetação-Solo na Predição do Risco de Incêndios Florestais: Evidências de Duas Unidades de Conservação da Mata Atlântica, Brasil”, o qual foi publicado, em inglês, na revista “Forests” (vol. 15, n.º 5), cuja dição temática foi voltada aos desafios contemporâneos dos incêndios florestais no contexto das mudanças climáticas.

O estudo também contou com a parceria das Universidades Federais de Viçosa (UFV) e Rural do Rio de Janeiro e foi desenvolvido no âmbito do Centro Integrado de Meteorologia Agrícola e Florestal, da Ufac, como resultado da dissertação da pesquisadora e geógrafa Ana Luisa Ribeiro de Faria, da UFV.

A pesquisa analisa a interação entre clima, solo e vegetação em unidades de conservação da Mata Atlântica, propondo dois novos modelos de índice de incêndio e avaliando sua capacidade preditiva sob diferentes cenários do fenômeno El Niño-Oscilação do Sul. Para tanto, foram integrados dados climáticos diários (2001-2023), índices de vegetação e seca, registros de focos de incêndio e estimativas de umidade do solo, permitindo uma análise dos fatores que influenciam a ocorrência de incêndios.

“O trabalho é fruto de cooperação entre três universidade públicas brasileiras, reforçando o papel estratégico dessas instituições na produção científica e no desenvolvimento de soluções aplicadas à gestão ambiental”, destacou Rafael Coll Delgado.

 



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