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Quando perdi tudo, descobri quem eu realmente sou – 21/10/2024 – Natalia Beauty

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Descobrir minha verdadeira identidade foi um processo difícil, que aconteceu nos momentos mais complicados da minha vida. Cheguei a um ponto em que quem eu era e o que fazia já não funcionavam mais. Eu estava sem dinheiro, sozinha, e as pessoas ao meu redor me viam como uma fracassada. Foi nesse momento de fragilidade que percebi que tinha que fazer uma escolha: continuar vivendo de acordo com as expectativas dos outros ou começar a ser fiel a mim mesma.

Quando tudo parecia desmoronar, percebi que a única saída era me conhecer de verdade. As ideias que os outros tinham sobre mim, que me influenciaram por tanto tempo, começaram a se desfazer. No silêncio das dificuldades, consegui enxergar quem eu realmente sou. Percebi que não precisava ser definida pelo que a sociedade ou minha família esperava de mim. Entendi que meus erros e os julgamentos dos outros não definem quem eu sou. Isso foi libertador.

Esse processo de descobrir minha verdadeira identidade foi intenso e exigiu muita coragem. Olhar para dentro de si é assustador, especialmente quando estamos acostumados a viver conforme as expectativas dos outros. A sociedade nos ensina a usar máscaras e a construir uma identidade baseada no que os outros esperam de nós.

Encarar quem realmente somos significa abandonar ilusões e deixar de lado aquilo que não é nosso. Quando parei de tentar agradar a todos, encontrei forças para me reconstruir. Minha identidade começou a aparecer em meio ao caos, livre das expectativas dos outros. O que parecia um fracasso acabou se tornando o começo de uma nova fase.

Quando deixei de ouvir as opiniões dos outros e comecei a escutar a minha própria voz, encontrei respostas e, acima de tudo, encontrei a mim mesma. Minha essência não estava no sucesso ou no fracasso, mas na minha capacidade de aprender e mudar. Foi como renascer.

Estou compartilhando isso porque quero que você saiba que, mesmo nos momentos mais difíceis, é possível encontrar sua verdade. Se você está passando por incertezas, pergunte-se: quem você é de verdade? O que está por trás das máscaras que o mundo colocou em você? Quando se permite descobrir essa resposta, você começa a viver uma vida que reflete quem você realmente é, e não o que os outros esperam.

Esse processo de autoconhecimento pode mudar tudo. Para começar, é importante parar de se comparar aos outros. Cada pessoa tem sua própria jornada, e você não precisa seguir o caminho de ninguém. Ouvir sua própria voz também é essencial. Com tanto barulho ao nosso redor, é fácil perder de vista o que realmente queremos. Tire um tempo para se reconectar com quem você é e pergunte a si mesmo: o que realmente me faz feliz?

Outra coisa importante é não ter medo de mudar. A mudança faz parte do crescimento. Às vezes, nos apegamos a velhas versões de nós mesmos por medo do desconhecido.

Mas, quando você aceita a mudança, novas possibilidades aparecem. Aceitar o fracasso também é fundamental. O fracasso pode ser um grande professor, trazendo lições sobre quem você é e como pode melhorar. E, por fim, desafie as expectativas dos outros. Não viva apenas para agradar os outros, mas descubra o que você realmente deseja para a sua vida.


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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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