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Quando saberemos quem é o novo presidente? – DW – 05/11/2024

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São as eleições mais esperadas do mundo, mas determinar o vencedor da presidência dos EUA não é um processo simples e há muitas tarefas que precisam de ser realizadas para confirmar quem irá liderar uma das nações mais poderosas do mundo durante os próximos quatro anos.

Tudo começa a partir do momento em que as urnas fecham e os votos começam a ser contados.

A que horas serão encerradas as urnas?

As urnas fecham em horários locais diferentes nos EUA.

Para a maioria dos estados dos EUA, as urnas serão fechadas em algum momento entre 19h e 20h. Estados como Indiana e Kentucky podem fechar a partir das 18h e as urnas em Nova York estão abertas até as 21h.

Alguns locais de votação também podem ter exceções às regras estaduais.

É claro que esses horários de fechamento são todos locais porque as eleições americanas ocorrem em seis fusos horários.

Isso significa que quando as urnas encerrarem em lugares como o Havaí e o Alasca, será meia-noite na costa leste do país, com os resultados já chegando de lá.

As pessoas contam votos na Geórgia.
Os votos são contados em Atlanta, Geórgia, durante as eleições de 2020Imagem: Tami Chappell/AFP

Quando serão anunciados os resultados?

Os resultados começarão a ser divulgados quando as urnas fecharem e as urnas forem abertas para contagem na Costa Leste.

Pesquisadores de saída como a Edison Research e repórteres da Associated Press fornecerão os resultados das estações de contagem aos seus respectivos clientes de imprensa no National Election Pool e AP VoteCast.

Como é tradição, são os meios de comunicação, incluindo redes de televisão, estações de rádio e jornais impressos e online, que começaremos a relatar esses resultados, projetar resultados e nomear os vencedores, estado por estado, uma vez que estejam confiantes sobre quem ganhou.

Os comerciantes de câmbio acompanham os resultados das eleições nos EUA pela CNN no Japão.
O interesse internacional nos resultados verá mapas como estes exibidos nas telas de TV de todo o mundoImagem: Carl Court/Getty Images

O que acontece quando não há vencedor no dia da eleição?

Dado votação atualé uma possibilidade distinta.

Há uma grande probabilidade de que alguns resultados do Colégio Eleitoral não sejam conhecidos naquela noite e pode levar dias para que os resultados fiquem claros.

Há também a ameaça de que os resultados serão desafiados por Donald Trumpo que atrasaria ainda mais o processo.

Também não existe uma autoridade eleitoral central, sendo os próprios estados responsáveis ​​pela condução das eleições e pela contagem dos votos, pelo que os resultados da chamada de trabalho se resumem aos meios de comunicação tradicionais e aos seus métodos para determinar se um candidato ganhou uma corrida.

EUA Washington | Confirmação dos resultados eleitorais das eleições presidenciais dos EUA
Em 2021, Mike Pence presidiu a contagem dos votos do Colégio EleitoralImagem: Kevin Dietsch/REUTERS

Quando um resultado é formalizado?

Embora existam muitas áreas confusas sobre o que acontece e quando, nas eleições presidenciais americanas, existem alguns prazos fixos.

Por exemplo, a cada quatro anos, a eleição é realizada “na primeira terça-feira após a primeira segunda-feira de novembro”. Este ano, é 5 de novembro.

Antes de 11 de dezembro, um estado emitirá certificados de certificação para os seus eleitores presidenciais nomeados. Em vez de ser eleito diretamente pelo voto popular, o Presidente é certificado por eleitores nomeados de cada estado e do Distrito de Columbia. Cada estado recebe eleitores com base no número de congressistas na Câmara dos Representantes dos EUA, ou Congresso, e no Senado dos EUA. Cada eleitor tem um voto.

No dia 17 de dezembro, o Colégio Eleitoral – painel de 538 eleitores – se reunirá em seus estados para prometer seus votos a um candidato. Todos os estados, exceto Maine e Nebraska, comprometem todos os seus eleitores com o candidato mais popular do seu estado.

Esses votos são então enviados ao Presidente do Senado (o atual Vice-Presidente, que é Kamala Harris) em 25 de dezembro.

Em 6 de janeiro de 2025, é realizada uma sessão conjunta do Congresso onde Harris supervisionará a contagem dos votos e anunciará a decisão do Colégio Eleitoral. Neste caso, ela se anunciará como a nova presidente ou como seu oponente republicano, Donald Trump.



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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