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‘Quanto tempo posso ficar?’ Famílias contam sobre fuga de última hora do incêndio florestal na Califórnia | Califórnia
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2 anos atrásem
Lois Beckett in Los Angeles
EUNos últimos meses, os pais de Jon Oei, que vivem nas terras altas de Pacific Palisades, receberam várias ordens de evacuação devido a incêndios florestais, a mais recente nas primeiras horas da véspera de Ano Novo, disse ele.
Então, na terça-feira, quando um incêndio começou não muito longe da casa da família, eles não evacuaram imediatamente.
Por volta das 10h30, no entanto, eles puderam ver “fumaça subindo do topo da colina”, disse o homem de 35 anos. O fogo, aceso enquanto uma forte tempestade de vento açoitava a regiãoestava crescendo rapidamente.
Oei estava hospedado com seus pais e sabia que a única estrada principal que sai do bairro ficaria congestionada após a primeira ordem de evacuação. Logo, vídeos mostraram longos engarrafamentos enquanto os moradores tentavam evacuar, carros vazios alinhados em algumas estradas enquanto as pessoas desistiam de esperar e continuavam a pé.
“Acho que muitas pessoas ignoram a primeira ligação”, disse ele. “Você fica preso. Lá você vê pessoas abandonando seus carros.”
Enquanto isso, o vento também empurrava o fogo na direção oposta da casa de seus pais, disse Oei. Então eles esperaram.
Só depois das 17h, disse ele, é que finalmente decidiram fugir. A família podia ver o fogo vindo do lado das colinas de Malibu, o que significava que a única estrada que saía da comunidade corria o risco de ser cortada pelo fogo.
Um prédio pega fogo durante o incêndio em Palisades no bairro de Pacific Palisades, no oeste de Los Angeles, Califórnia, 7 de janeiro de 2025. Fotografia: Mike Blake/Reuters
“A decisão que a maioria das pessoas tomou: quanto tempo posso ficar antes de não poder mais dirigir pela única estrada?” Oei disse. “Quando minha família fez isso, já estava perto do fim.”
Muitos outros vizinhos já haviam partido naquele momento, disse ele, mas se lembra de “seis ou sete” outros carros saindo ao mesmo tempo.
Quando desceram em direção ao oceano, não havia muito trânsito na estrada de Palisades. Mas estava escuro e havia falta de energia em toda a área. “Não havia luzes e tudo estava pegando fogo”, disse Oei. Durante partes da viagem, o terreno em ambos os lados da estrada estava em chamas.
A família chegou em segurança ao apartamento de Oei em Santa Monica, disse ele.
Muitos moradores de Pacific Palisades, uma comunidade rica no norte do Los Angelescontou histórias semelhantes. A beleza natural pela qual o enclave costeiro é conhecido – situado entre as praias imaculadas do Pacífico e as colinas verdes da cordilheira de Santa Mónica – é também o que o torna suscetível a incêndios florestais que se espalham rapidamente. E o que torna difícil a evacuação.
Perto de Malibu testemunhou cenas semelhantes em dezembro, quando o chamado incêndio em Franklin forçou milhares de pessoas a evacuarem para lá.
Kelsey Trainor, moradora de Pacific Palisades, disse à Associated Press que a única estrada de entrada e saída de seu bairro estava completamente bloqueada. Cinzas caíram ao redor deles enquanto o fogo ardia em ambos os lados da estrada.
“Olhamos para o outro lado e o fogo saltou de um lado para o outro da estrada”, disse Trainor. “As pessoas saíam dos carros com seus cachorros, bebês e bolsas, choravam e gritavam. A estrada ficou bloqueada, totalmente bloqueada por uma hora.”
O residente de longa data de Palisades, Will Adams, disse ao serviço de notícias que brasas voaram para o carro de sua esposa enquanto ela tentava evacuar. “Ela desocupou o carro e o deixou ligado”, disse Adams. Ela e muitos outros residentes caminharam em direção ao oceano até que fosse seguro.
Ele observou o céu ficar marrom e depois preto enquanto as casas começavam a pegar fogo. Ele podia ouvir estalos altos e estrondos “como pequenas explosões”, que ele disse acreditar serem a explosão dos transformadores.
“É uma loucura, está em todo lugar, em todos os cantos e recantos de Palisades. Uma casa está segura, a outra está em chamas”, disse Adams.
Oei disse que embora algumas pessoas possam achar a experiência de sua família profundamente chocante, ele descobriu que a exposição repetida a incêndios florestais faz com que as pessoas que vivem na área se acostumem a reagir. Seus pais moram em sua casa há mais de três décadas.
“Estávamos amplamente preparados para evacuar”, disse ele. Se ele não estivesse hospedado com eles, seus pais, que têm entre 60 e 70 anos, “provavelmente teriam esperado muito mais para ir embora”.
“Eu ficaria muito surpreso se as pessoas na área não tivessem malas já preparadas”, disse ele. “Isso aconteceu. Estamos acostumados com isso.”
A Associated Press contribuiu com reportagens.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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