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‘Que alegria! Que maldita alegria!’: o boom da baunilha transforma a sorte dos agricultores da Colômbia | Desenvolvimento global

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Iñigo Alexander in El Valle, Colombia. Photographs by Charlie Cordero

UMEnquanto ele vagueia por um canto de sua terra, inspecionando suas plantações, Luilly Murillo González para e se inclina para examinar uma videira verde e retorcida. Ele avista quatro flores desabrochando, primeiros indícios de que em breve colherá seu produto precioso: a baunilha.

“Que alegria! Que maldita alegria! ele diz, balançando os punhos no ar, um sorriso se espalhando por seu rosto. “Cultivar baunilha exige muito amor. Você tem que estar apaixonado pela colheita, apaixonado por ela.”

Murillo González possui 300 pés de baunilha e está desmatando mais terras para expandir sua plantação, que começou com apenas 50 pés em 2019.

A agricultora Luilly Murillo González inspeciona sua plantação de baunilha. Fotografia: Charlie Cordero/The Guardian

Sua pequena fazenda de baunilha está localizada em El Valle, Colômbiaescondido em meio à densa vegetação da província de Chocó, que cobre grande parte da exuberante costa do Pacífico do país.

Chocó é a região mais empobrecida da Colômbia e há muito que sofre com a negligência do Estado, com a diminuição das infra-estruturas, com oportunidades económicas limitadas e com a presença de grupos armados e de comércio ilícito. Em novembro, a região foi devastada por graves inundações, bem como por um cerco armado pelo Exército de Libertação Nacional (ELN)um dos grupos armados mais proeminentes da Colômbia.

Tradicionalmente, a pesca artesanal e o turismo intermitente têm sido a base dos residentes de El Valle, proporcionando uma vida modesta. Estima-se que dois terços da população da região viver com apenas US$ 3,50 (£ 2,87) por dia.

Vagens de baunilha estendidas para secar em uma câmara especializada do conselho comunitário de Río Valle, que representa os produtores de baunilha da cidade. Fotografia: Charlie Cordero/The Guardian

No entanto, baunilha – o produto do mundo segunda especiaria mais cara depois do açafrão – emergiu como uma tábua de salvação para comunidades há muito assoladas por dificuldades. Os agricultores dizem que um quilo de vagens de baunilha secas pode ser vendido por até 2.500.000 pesos colombianos (cerca de £ 450) – mais de 100 vezes o preço padrão de um quilo de atum em El Valle.

O mercado global de baunilha foi estimado em cerca de US$ 292 bilhões em 2023 e está previsto crescer para cerca de US$ 441 bilhões até 2032.

O terreno fértil de Chocó, as chuvas abundantes e o clima úmido e quente proporcionam condições privilegiadas para o florescimento da baunilha, uma orquídea. A sua presença em El Valle não é nova; cresce selvagem na área há muitos anos, mas até recentemente os agricultores locais desconheciam o seu valor comercial e financeiro.

“Aqui as pessoas usavam para tirar o cheiro de umidade das roupas. Nossos avós pegavam as vagens (de baunilha) e colocavam entre as roupas para dar um aroma agradável ou para fazer perfumes”, diz Murillo González, acrescentando que os indígenas Emberá da região também usavam as vagens secas de baunilha para fazer colares e jóias. “Assim que nos disseram que tinha valor económico, começámos a investigá-lo.”

As vinhas de baunilha envolvem-se nas árvores, incentivando os agricultores a preservá-las em vez de as cortar. Fotografia: Charlie Cordero/The Guardian

O cultivo da baunilha requer paciência e atenção. A planta começa a produzir safras três anos após o plantio inicial. No cultivo, as vagens devem ser secas cuidadosamente durante três a quatro meses antes que o produto final esteja pronto para comercialização.

Os agricultores locais aventuraram-se no domínio desconhecido do cultivo da baunilha com o apoio de Swissaid Colômbia. Em 2015, após descobrir a orquídea em El Valle, a ONG suíça fez parceria com dois conselhos comunitários locais para implementar programas de fortalecimento da indústria.

“A baunilha é como uma mina de ouro que fortalece a economia familiar”, diz Francisco Murillo Ibargüen, chefe do conselho comunitário de Río Valle, que representa um coletivo de produtores de baunilha. “É um produto saudável, natural e bom. Contribuiu para a região e vimos a melhoria e o crescimento das nossas comunidades e agricultores.”

Francisco Murillo Ibargüen, chefe do conselho comunitário de Río Valle, inspeciona parte da baunilha sendo seca e preparada para comercialização na sede do município. Fotografia: Charlie Cordero/The Guardian

Como resultado, diz Murillo Ibargüen, existem hoje cerca de 200 plantações de baunilha na região de El Valle.

Esta cultura intensiva em mão-de-obra, mas altamente lucrativa, oferece aos habitantes de Chocó uma opção económica legal. Bahía Solano, onde está localizado El Valle, não é um centro de cultivo ilegal de coca no Colômbia mas está ligada a operações de tráfico de drogas lideradas por grupos armados locais.

“Bahía Solano é conhecida por ser pioneira no cultivo de baunilha na Colômbia, mas também é uma zona de trânsito de coca, que atrai muitos jovens para essa indústria, colocando-os em perigo”, afirma Astrid Álvarez Aristizábal, coordenadora do programa da Swissaid na região. “A baunilha seria uma excelente alternativa aos cultivos ilícitos.”

A baunilha também oferece uma alternativa mais sustentável às práticas tradicionais, muitas vezes prejudiciais ao ambiente, como o pastoreio de gado, a mineração ilegal e a plantação de coca, que impulsionam a desflorestação.

A videira em crescimento envolve-se em torno das árvores, o que constitui um incentivo para preservá-las. Que contribui para um sistema agrícola mais resistente ao clima que pode absorver carbono, aumentar a fertilidade do solo e conservar água. A baunilha de El Valle também é polinizada organicamente por abelhasao contrário do método de polinização manual actualmente utilizado noutros países.

Em Chocó, uma das regiões com maior biodiversidade da Colômbia, a preservação da floresta é crucial para mitigar os impactos da crise climática. Ao conservar as florestas, o cultivo da baunilha também ajuda a sequestrar carbono, reduzindo a quantidade de gases com efeito de estufa na atmosfera.

“Estamos protegendo o meio ambiente e levando em consideração a biodiversidade”, afirma Murillo González. “É muito bonito porque existe uma simbiose entre as plantas de baunilha e outras árvores, o que também nos permitiu plantar árvores de fruto e recuperar os nossos frutos autóctones. Em uma pequena área de terra, podemos cultivar coisas diferentes.”

Uma planta de baunilha cresce ao longo do tronco de uma árvore. A baunilha, uma orquídea, tem uma relação simbiótica com as árvores ao seu redor. Fotografia: Charlie Cordero/The Guardian

Ele diz que os produtores de baunilha em El Valle evitam pesticidas e fertilizantes industriais, em vez disso nutrem o solo através da compostagem de cascas de coco, arroz e frutas descartadas.

As fazendas de baunilha de Chocó visam atender à crescente demanda por ingredientes sustentáveis ​​e de origem ética. Alguns agricultores relatam um interesse crescente por parte dos restaurantes e da indústria culinária, o seu principal mercado-alvo.

Murillo González fornece baunilha para a Restaurante XO em Medellín, um estabelecimento de alto padrão que figurava entre Os 50 melhores restaurantes da América Latina por três anos consecutivos.

O chefe Mateo Ríos orgulha-se de utilizar produtos locais e incorpora regularmente a baunilha numa série de pratos – desde pratos de peixe a outros com um toque especial nas tradicionais empanadas e sobremesas doces.

“Agora estamos muito mais conscientes como chefs do que consumimos. Consumir produtos locais lhes dá muito mais valor e dá às pessoas que os cultivam a oportunidade de fortalecer sua economia”, afirma Ríos. “É uma honra apresentar os produtos locais, os nossos ingredientes altamente valiosos, para apoiar as comunidades locais e fazê-lo a preços justos.”

Um membro do conselho comunitário de Río Valle fabrica sabão com baunilha cultivada localmente. Fotografia: Charlie Cordero/The Guardian

Para os produtores de baunilha de Chocó, a colheita perfumada é mais do que apenas uma especiaria – é uma tábua de salvação. Eles esperam que a indústria em crescimento transforme a sua região num modelo de desenvolvimento sustentável, entrelaçando prosperidade e preservação.

“No dia em que alguém colocar essa baunilha no que está comendo, saberá que ela veio das mãos dos produtores de baunilha de El Valle”, diz Murillo González. “É isso que queremos, que as pessoas façam parte da nossa essência.”



Leia Mais: The Guardian

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.

A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.

O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.

A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.

A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.

Conscientização e prevenção

Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.

A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.

A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.

A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.



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