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Quem é a pessoa mais básica da internet? Um tribunal terá que decidir entre estes dois influenciadores bege | Arwa Mahdawi
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2 anos atrásem
Arwa Mahdawi
Sydney Nicole Gifford, uma influenciadora de estilo de vida de 24 anos, estava ocupada sendo a mais autêntica quando seu mundo cuidadosamente organizado de repente se despedaçou. Um de seus seguidores a contatou com notícias terríveis: alguém havia roubado sua vibração.
O que isso significa? Bem, essa é a questão em jogo naquele que pode ser o processo mais triste e mais triste (e possivelmente o mais importante) da história dos influenciadores. Gifford, você vê, é agressivamente gosta de neutros. Ela gosta de usar tons de branco, preto e creme, e mora em uma casa incrivelmente organizada onde sua decoração minimalista também é em tons de branco, preto e creme. Ela analisa os produtos da Amazon que se enquadram no que é conhecido como a estética da “garota limpa” e, quando seus seguidores compram coisas de seus links de afiliados, ela ganha uma comissão pela venda.
O problema é que alguém teria pisado no gramado incolor de Gifford. Posteriormente, Gifford entrou com uma ação judicial contra a influenciadora Alyssa Sheil, de 21 anos, uma ex-conhecida, alegando que ela “replicou a estética neutra, bege e creme de (sua) identidade de marca”. Gifford também acusou Sheil de copiar seu estilo, bem como suas fotos e legendas, e agora está buscando $ 150.000 em danos por perda de renda e “angústia mental”. O resultado final? Gifford parece querer que um tribunal decrete que ela é oficialmente a pessoa mais básica da internet.
Tentar alegar que usar as roupas mais brandas possíveis é uma aparência legalmente protegida pode ser uma batalha difícil. “Existem centenas de pessoas com exatamente a mesma estética”, disse Sheil, defendendo-se em recente entrevista com o Verge.
Centenas é uma subestimativa. Somente na rua principal de sua cidade você verá dezenas de jovens que se parecem exatamente com Sheil e Gifford. Se você passar alguns minutos navegando no Instagram e no TikTok, ficará impressionado com fotos do que ficou conhecido como “triste bege”casas. Admito timidamente que os meus, além dos brinquedos infantis, são bem básicos e bege. (Eu não tenho visão de design e foi mais fácil assim! Processe-me!) Nos últimos dois anos, também surgiram inúmeras reflexões sobre “paternidade bege triste”: a obsessão moderna em impor uma paleta austera aos seus filhos. Todo o assunto é um triste clichê bege neste momento.
Se alguém tem o direito de reivindicar a propriedade do visual, provavelmente será Kim Kardashian, que mora em uma mansão monocromática que ela chama de “mosteiro mínimo” e tem tanto pavor de cores que até os filhos meias de natal são bege. Mas também pode haver forças de mercado mais amplas por trás desta tendência. “Um executivo de uma empresa de gerenciamento de influenciadores me disse que os influenciadores são incentivados a decorar e se vestir de maneira neutra porque isso permite que os produtos patrocinados se destaquem visualmente em contraste”, escreveu a escritora e especialista em influência materna Kathryn Jezer-Morton em 2022.
E, claro, há o fato de que o bege é atemporal. Na verdade, apesar de numerosos artigos decretarem que os jovens estão finalmente a abandonar o estética bege triste por trásnão parece ir a lugar nenhum. Pantone 2025 cor do ano é “mocha mousse”, um marrom quente que é essencialmente outro tom de bege.
Tudo isto não quer dizer que Gifford não tenha um caso. “Em geral, os direitos autorais não protegem o estilo ou uma ‘vibração’”, disse-me Rebecca Tushnet, professora da Faculdade de Direito de Harvard. Mas, é teoricamente “possível que duas imagens ou vídeos específicos sejam tão semelhantes que um possa infringir o outro, mas teria que ser uma determinação caso a caso”.
Se o tribunal determinasse que Gifford tinha um caso, seria um grande problema. No início deste ano, Lei Bloomberg observou que uma decisão “poderia estabelecer um precedente preocupante, permitindo que influenciadores exerçam direitos de propriedade intelectual para controlar certos mercados em plataformas de mídia social, possuindo esquemas de cores ou tipos de fotos”.
Talvez o maior problema aqui, no entanto, sejam os precedentes preocupantes que já foram estabelecidos. O Airbnb ajudou a espalhar um estilo estéril universal; os algoritmos e a economia digital sobrecarregaram a mesmice. Se uma determinada estética funciona bem online, as pessoas correm para replicá-la. Não se trata apenas de postagens de marca de influenciadores – tudo, desde logotipos de marcas para a publicidade parece a mesma agora. Um escritor chamou isso de “consolidação estética”. Outro o descreveu como o “idade média”. Seja como for, parece que estamos numa corrida para o fundo do poço.
Arwa Mahdawi é colunista do Guardian
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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