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Quem são as principais figuras do Novo Trabalhismo no governo de Keir Starmer? | Trabalho

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Pippa Crerar Political editor

Na preparação para as eleições gerais, Keir Starmer foi regularmente comparado a Tony Blair. Quando foram destacados pela esquerda, os paralelos foram muitas vezes concebidos como insultos. Quando eles vieram do Trabalho certo, principalmente depois do resultado esmagador, foram elogios.

Starmer tem espelhado Blair até agora na sua crueldade para com o seu próprio partido, nos seus esforços para construir relações com as empresas e na sua busca pela reforma do serviço público. Mas ele também é mais cauteloso, menos seduzido pelo brilho e mais à esquerda suave nas suas próprias opiniões.

Os amigos insistem que, embora ele possa ter inspirado o blairismo, ele é dono de si mesmo. Depois de entrar na política no final da sua carreira, é menos provável que ele pense em si mesmo em termos ideológicos tradicionais. Dizem que embora ele se tenha rodeado de ministros e conselheiros com ligações ao Novo Trabalhismo, está mais interessado na sua experiência e talento.

Alan Milburn

Como secretário da saúde de 1999 a 2003, Milburn foi o arquitecto de algumas mudanças radicais, incluindo a criação de fundos fiduciários, que são semi-autónomos do controlo governamental. Wes Streeting, o atual secretário de saúde, defendeu-o na participação em reuniões no Departamento de Saúde e Assistência Social antes de assumir qualquer função oficial, elogiando o seu historial em dar escolha aos pacientes e em reduzir listas de espera.

Pat McFaddenchanceler do ducado de Lancaster

O político mais poderoso de que você nunca ouviu falar, o império do Gabinete de McFadden está no centro de tudo o que o governo faz. Veterano da era de Tony Blair, trabalhou na campanha eleitoral de 1997 ao lado de Peter Mandelson e Alastair Campbell e depois como secretário político de Blair. O MP do Sudeste de Wolverhampton tem uma reputação de eficiência silenciosa, mas implacável.

Liz Kendallsecretário de trabalho e pensões

Kendall foi conselheiro político de Harriet Harman no Departamento de Segurança Social depois da vitória trabalhista em 1997, e é um veterano na disputa sobre o corte de benefícios para pais solteiros. Mais tarde, trabalhou no Departamento de Comércio e Indústria e depois no departamento de saúde, antes de se tornar deputada em 2010. Cinco anos depois, concorreu à liderança trabalhista como herdeira ideológica de Blair, tendo apoiado o programa de escolas gratuitas e o envolvimento do setor privado. no SNS. Ela terminou em quarto lugar com 4,5% dos votos.

Pedro Kylesecretário de ciência e tecnologia

Outro ex-conselheiro especial do Novo Trabalhismo, Kyle trabalhou no Gabinete do Governo concentrando-se na política de exclusão social antes de entrar no sector voluntário. Ele foi eleito deputado por Hove e Portslade em 2015 e apoiou Kendall nas eleições de liderança trabalhista daquele ano. Ele também apoiou Owen Smith na tentativa fracassada de substituir Jeremy Corbyn em 2016. Firmista centrista, Kyle falou sobre a “política da inveja”, uma frase às vezes usada para atacar a esquerda. As suas prioridades como secretário de tecnologia são a reforma do serviço público – particularmente no NHS – e o crescimento económico, com foco na IA.

Douglas AlexandreMinistro do Comércio e da Segurança Económica

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Muitas vezes considerado um brownita por causa de suas raízes escocesas comuns, Alexander também era próximo de Blair. Ele coordenou a campanha para as eleições gerais de 2001 que rendeu ao Novo Trabalhismo seu segundo mandato. Ele foi recompensado com um cargo ministerial e subiu na hierarquia até chegar ao gabinete. Depois que o Partido Trabalhista perdeu as eleições de 2010, ele co-presidiu a campanha de liderança de David Miliband. Ele perdeu seu cargo em 2015, mas retornou este ano e foi imediatamente promovido a ministro do Comércio.

Jaqui Smithministro de habilidades

Ex-ministro do Novo Trabalho, Smith foi promovido a chefe do governo por Blair e depois nomeado a primeira mulher ministra do Interior do Reino Unido por Gordon Brown, renunciando posteriormente devido ao escândalo de despesas. Ela fez um retorno surpresa à política da linha de frente quando Starmer lhe deu um título de nobreza e um emprego no Departamento de Educação. No Ministério do Interior, ela supervisionou políticas controversas, incluindo a detenção de suspeitos de terrorismo por até 42 dias sem acusação e carteiras de identidade.

Jonathan Powellenviado de Chagos

O antigo diplomata foi o único conselheiro sénior que durou todo o tempo de Blair no 10.º lugar. Foi o seu chefe de gabinete de 1997 a 2007 e o seu principal braço direito. Ele também foi o principal negociador britânico no processo de paz da Irlanda do Norte, um dos sucessos do Novo Trabalhismo. Especialista em política externa, Starmer nomeou-o enviado para negociar o futuro das Ilhas Chagos, o que resultou na controversa entrega da soberania do Reino Unido às Maurícias.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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