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O crescimento do táxi aéreo exige vertiportos e sistemas de controle de tráfego eficientes | Notícias da Aviação

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Prevê-se que o mercado de táxis aéreos cresça exponencialmente até ao final da década, mas os especialistas alertaram que o seu futuro depende de uma rede bem planeada de vertiportos que precisaria de ser integrada na infra-estrutura existente e apoiada por sistemas avançados de gestão de tráfego aéreo. .

Até 2029, prevê-se que o mercado de táxis aéreos cresça para 80,3 mil milhões de dólares, face aos 4,9 mil milhões de dólares que valia no ano passado, de acordo com a Spherical Insights, uma empresa de estudos de mercado. Esta procura do mercado é “impulsionada pela necessidade de um modo de transporte alternativo e pelo crescente problema de congestionamento do tráfego nas cidades metropolitanas”, afirma um relatório da Mordor Intelligence.

Porém, apesar do interesse e da demanda, as aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL), aeronaves de baixa altitude que podem viajar entre cidades e aeroportos evitando o tráfego, enfrentam uma série de desafios antes de se tornarem realidade.

“A mobilidade aérea deverá transformar os nossos céus, tal como os carros revolucionaram o transporte terrestre no século XX”, disse Amad Malik, especialista em IA e aeroespacial, à Al Jazeera.

“À medida que esta tecnologia amadurece, veremos uma introdução gradual de vários veículos voadores, desde pequenos drones de entrega até táxis aéreos maiores e até ambulâncias voadoras. Manter todo esse tráfego seguro e livre de conflitos se tornará um grande desafio.”

Além de precisarem garantir a aprovação regulatória e convencer os consumidores de que estão seguros, os eVTOLs precisam de infraestrutura para pouso e decolagem – vertiportos.

Táxis aéreos no Oriente Médio

O meio de comunicação de aviação Airports International, citando partes interessadas da indústria, prevê que a Mobilidade Aérea Avançada (AAM) só “se tornará uma realidade na América do Norte e na Europa no final desta década”. No entanto, acrescentou que “os táxis aéreos irão operar serviços de passageiros no Médio Oriente dentro de alguns anos”.

A Autoridade de Aviação Civil britânica disse que estava lançando uma consulta sobre como esses aeroportos eVTOL se encaixariam nos pequenos aeródromos existentes e como operariam com segurança e eficiência.

Dubai viu o desenvolvedor de vertiport Skyports Infrastructure assinar um acordo com um fornecedor de estacionamento público pago com sede em Dubai, para fornecer estacionamento para vertiports, de acordo com a IoT World Today. A rede AAM inicial de Dubai consistirá em quatro vertiportos – no Aeroporto Internacional de Dubai, Palm Jumeirah, Dubai Downtown e Dubai Marina.

“Veremos mais vertiportos sendo desenvolvidos ou planejados no curto prazo, especialmente em áreas congestionadas onde o acesso de helicópteros e transporte aéreo tradicional é limitado”, disse Nicolas Zart, fundador da Electric Air Mobility, à Al Jazeera. “Inicialmente, esses vertiportos podem estar localizados na periferia das grandes cidades, pois testam o conceito de AAM antes de se mudarem para os centros urbanos.”

Com esses eVTOLs apontados como o futuro da mobilidade aérea urbana, o mercado não só ganhou muita atração, mas também investimentos.

No início deste mês, a Toyota Motor Corporation disse que investirá outros US$ 500 milhões na Joby Aviation para apoiar a certificação e a produção comercial do táxi aéreo elétrico da Joby. Em julho, a Stellantis, controladora da Chrysler, disse que investiria US$ 55 milhões adicionais na Archer Aviation.

“Gerenciar esse novo tráfego aéreo será como passar de um cruzamento de uma pequena cidade com alguns sinais de parada para um complexo sistema de tráfego em toda a cidade, com milhares de veículos. Os atuais sistemas de controle de tráfego aéreo são projetados para um número limitado de aeronaves grandes, e não para enxames de veículos menores”, disse Malik.

“Embora existam iniciativas focadas em drones, precisamos de uma solução abrangente. É como ter regras separadas para carros, motos e bicicletas na mesma estrada. Pode funcionar com pouco tráfego, mas torna-se caótico à medida que o volume aumenta. Os veículos voadores de emergência precisarão de faixas prioritárias nesta nova rodovia aérea. Sem uma gestão adequada, o aumento do tráfego aéreo poderia potencialmente abrandar serviços críticos.”

Embora os táxis aéreos também se destinem aos “clientes mais ricos” por enquanto, o fabricante de aeronaves Vertical Aerospace afirma que poderão acabar por ser tão baratos como uma viagem de Uber quando a produção aumentar. Isto, por sua vez, veria um aumento no tráfego aéreo de baixa altitude.

“Historicamente, as novas tecnologias e serviços começam frequentemente com aplicações militares seguidas por consumidores mais ricos. Esta adoção inicial impulsiona a produção em massa, tornando a tecnologia acessível a um público mais amplo”, disse Zart.

“Atualmente, um eVTOL de assento único pode variar de US$ 90.000 a cerca de meio milhão de dólares, mas à medida que a produção aumenta, espera-se que os preços se alinhem mais de perto com o custo de um carro ou ônibus.”





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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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