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Queniana Ruth Chepngetich bate novo recorde mundial em Chicago

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Na “cidade dos ventos” e nas suas amplas artérias, Ruth Chepngetich viu-se criar asas. A queniana de 30 anos sobrevoou a maratona de Chicago no domingo, 13 de outubro, bem acompanhada por seus passos generosos, algumas lebres e os pensamentos de um país inteiro. Porque foi lá na capital de Illinois que o seu compatriota Kelvin Kiptum se aproximou um ano antes da lendária marca das duas horas completando os 42.195 km em 2h00min35s, um recorde mundial para arrancar.

Mas o corredor não estava na largada. Ele morreu em um acidente de carro, aos 24 anos, em fevereiro. O suficiente para tornar este momento ainda mais simbólico quando o tempo de Ruth Chepngetich parou, exibindo 2:09:57: a nova referência global para mulheres. O etíope Sutume Kebede ficou em segundo lugar, muito, muito longe, com 2:17:32.

A cereja do bolo, Ruth Chepngetich contou com o incentivo do seu compatriota John Korir nos últimos metros do seu esforço. A corredora de 27 anos, que cruzou a linha de chegada poucos minutos antes dela, com tranquilidade e um excelente tempo (2:02:43) para alcançar seu primeiro sucesso em uma das seis grandes maratonas. Sua aceleração de três quartos do percurso foi formidável: nenhum de seus rivais conseguiu segui-lo.

Particularmente esperada em Chicago – onde já tinha vencido em 2021 e 2022, registando as suas duas melhores atuações pessoais; seu recorde até então era de 2:14:18 – Ruth Chepngetich ditou um ritmo insustentável aos seus principais adversários. “Estou muito orgulhosa de mim mesma”, ela reagiu. Eu tinha esse recorde mundial em mente, era o meu sonho, e hoje estava tudo perfeito: o tempo e a minha preparação. » Esta é a primeira vez que um corredor completa a distância em menos de 2 horas e 10 minutos, a referência antiga, estabelecida em 24 de setembro de 2023 em Berlim pelo etíope Tigist Assefa, era de 2h 11min 53s.

“Dedico este disco a Kelvin”

Sem fôlego, mas ao mesmo tempo sorridentes e emocionados, os vencedores do dia cobriram-se com a bandeira do Quénia antes de fazerem uma série de poses para imortalizar este momento inevitavelmente suspenso. Pensando no seu compatriota ausente. “Dedico esse recorde ao Kelvin (Kiptum), ele também quebrou um recorde mundial aqui e poderia ter quebrado outro novamente”disse Ruth Chepngetich.

O queniano Kelvin Kiptum posa ao lado do cronômetro indicando seu recorde mundial, estabelecido em 8 de outubro de 2023, durante a Maratona de Chicago.

Uma grande homenagem também lhe foi prestada antes da partida, nomeadamente através de autocolantes usados ​​pelos participantes. A trágica história de um corredor cheio de promessas que nunca verá a luz do dia. As circunstâncias do acidente continuam a alimentar rumores e dúvidas no seu país, como no mundo do atletismo.

Outra ausência também foi percebida nesta edição. O holandês Sifan Hassan, atual campeão olímpico de distância – e medalhista de bronze nos 5.000m e 10.000m nos Jogos de Paris –não iniciou a corrida.

A última grande maratona da temporada acontecerá em Nova York no dia 3 de novembro. A grade deverá estar mais cheia, agora com novas marcas na liderança e quem sabe novas conquistas.

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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