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Reforma do Kinjo Yamato é aprovada após troca no DPH – 21/11/2024 – Cotidiano

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Clayton Castelani

Prédio histórico da cidade de São Paulo, o Mercado Municipal Kinjo Yamato terá sua fachada modificada após um turbulento debate no Conpresp, o conselho responsável pela preservação do patrimônio municipal.

Entre a primeira análise do órgão, que em 19 de agosto rejeitou a reforma, e a reavaliação que resultou na aprovação em 14 de outubro, o parecer técnico do DPH (Departamento de Patrimônio Histórico do município) mudou de contrário para favorável à intervenção.

Também dentro desse intervalo ocorreu a troca na chefia do órgão ligado à Secretaria de Cultura da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB). O arquiteto Nelson Gonçalves de Lima Junior deixou o cargo de diretor do DPH, dando lugar a Marília Barbour, ex-curadora do acervo do Palácio dos Bandeirantes. Lima não respondeu ao pedido da Folha para comentar sua saída.

Centenário, o mercado tradicionalmente associado ao comércio de verduras realizado por imigrantes japoneses foi privatizado no mesmo processo de concessão do Mercado Municipal.

Enquanto o restauro do Mercadão avançou relativamente dentro do esperado, o mercado de hortaliças foi alvo de um debate que contrapôs duas visões sobre a conservação da paisagem de São Paulo.

De um lado, técnicos do DPH e integrantes do IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil) tentaram evitar uma alteração no exterior do prédio que, na avaliação de alguns, pode abrir brecha para a modificação de dezenas de imóveis na região central paulistana. O mercado está incluído em um decreto municipal de tombamento que envolve 149 edifícios do chamado centro velho de São Paulo.

Do outro, representantes do setor privado e da gestão Nunes defendem intervenções que permitam reforçar os usos de prédios tombados para favorecer a recuperação e desacelerar a depreciação desses bens.

O ponto de discordância no Kinjo era a substituição de janelas nas laterais do prédio entre as ruas Cantareira e Barão de Duprat. A intenção da Mercado SP, que administra o local, é ampliar o acesso ao interior, colocar quiosques voltados para a rua e instalar mesinhas nas calçadas.

Sob nova direção, o DPH aceitou recurso apresentado pela concessionária. Para amenizar o impacto visual, a administradora se comprometeu a instalar comportas de aço que, quando fechadas, simulam partes das paredes que serão retiradas.

Presidente da Mercado SP, Aldo Bonametti diz que a argumentação aceita pelo DPH também considerou apontamentos técnicos que põem em dúvida se a fachada do Kinjo está efetivamente incluída no tombamento do centro velho.

Além disso, Bonametti afirma que o arruamento de paralelepípedo, um antigo terminal de trólebus, e o telhado serão preservados. Tais elementos fazem parte de um tombamento feito pelo Condephaat, órgão responsável pela preservação do patrimônio do estado de São Paulo.

Segundo a SPRegula, empresa municipal que cuida das concessões feitas pela prefeitura, o projeto de intervenção no Kinjo Yamato foi aprovado após diversas reuniões técnicas, envolvendo o escritório de projetos da concessionária e especialistas do DPH.

“Todas as etapas do processo seguiram os mais rigorosos critérios técnicos e legais, garantindo a preservação e valorização deste importante patrimônio histórico e cultural da cidade de São Paulo”, diz em nota o departamento da gestão Nunes.



Leia Mais: Folha

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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