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Região do Alto Acre enfrentou um dos maiores incêndios florestais da história em 2005
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7 anos atrásem
A imagem do fotógrafo brasileiro J. L Bulcão, radicado na França, representa para o Acre um retrato de parede da tragédia ocorrida em agosto de 2005, quando cerca de 30 mil hectares de vegetação foram destruídos dentro da Reserva Extrativista Chico Mendes, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
No entanto, os registros fotográficos e testemunhais do maior desastre ambiental da história do Acre aparentam não servir como aprendizado para os dias atuais. Como há 19 anos, os focos de incêndios registrados no estado são causados por queimadas induzidas pelas populações urbana e rural.
O INPE aponta que as queimadas aumentaram no Acre 188% de janeiro a julho desse ano com relação ao mesmo período de 2018. Não chove efetivamente no estado desde o dia 24 de julho, quando foi registrada precipitação de 19 mm.
Em 2016, o Rio Acre atingiu na capital, Rio Branco, o menor nível desde 1970: 1,41 metros de altura. Atualmente com 1,55 metros (leitura da última sexta-feira, 23, às 6 horas da manhã), o manancial se aproxima perigosamente de um novo recorde. Os dados são do relatório de monitoramento hidrometeorológico do Acre, que acompanha o nível dos principais rios acreanos.
Em Xapuri, a seca do rio já dificulta a travessia nas catraias e ameaça o abastecimento de água potável para a parte alta da cidade. O Depasa – Departamento de Pavimentação e Saneamento – possui duas estações de tratamento no município, sendo que uma delas, localizada no igarapé do Fura, está com grandes dificuldades de captação por conta do baixo nível do curso d’água.
De acordo com gerente do escritório do órgão em Xapuri, Marcos Mansour, a estação responde por cerca de 30% do abastecimento da cidade. Segundo ele, a segunda estação de tratamento, localizada no Rio Acre, não possui capacidade para atender toda a demanda da cidade. Atualmente, o funcionamento da ETA está reduzido a 14 horas por dia, entre às 6 e às 20 horas.
Com relação às queimadas, a situação na região de Xapuri, segundo a tenente Marcela Sopchaki, comandante do 8° Batalhão do Corpo de Bombeiros, é de atenção, mas sem registros relevantes nas últimas semanas. Segundo ela, a unidade da corporação tem recebido chamados de focos de incêndio nas áreas rural e urbana que, até o mês de julho, chegaram a um total de 8 registros, sendo que um deles foi de um incêndio na área onde está localizada a sede do Batalhão de Xapuri.
No âmbito do 5° Batalhão, sediado em Epitaciolândia, o comandante Saturnino comunicou que informará dados oficiais de ocorrências nesta segunda-feira, 26. Informações levantadas nos veículos de imprensa da fronteira indicam que as ocorrências de fogo têm sido mais constantes que em Xapuri. Nas últimas duas semanas, foram registrados dois incêndios de proporções graves na região. O primeiro ocorreu no dia 16 de agosto em uma área de cerca de 20 hectares de vegetação nas imediações do bairro Liberdade, em Epitaciolândia. Três dias depois, cerca de 6 lojas comerciais na cidade vizinha de Cobija, Bolívia, foram consumidas pelo fogo.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.