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Reino Unido discute legalizar o suicídio assistido – 28/11/2024 – Equilíbrio e Saúde

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O Parlamento britânico deve discutir nesta sexta-feira (29) uma lei que propõe a descriminalização da morte assistida para pacientes com prognóstico de até seis meses de vida na Inglaterra e no País de Gales.

O texto passará por uma primeira votação na Câmara dos Comuns, o equivalente à Câmara dos Deputados, e tem dividido forças políticas, ex-primeiros-ministros e até membros do governo trabalhista de Keir Starmer.

A morte assistida é legal em oito países da Europa atualmente, incluindo a Suíça, onde em outubro o escritor brasileiro Antonio Cicero escolheu receber ajuda para terminar a própria vida.

No caso da Inglaterra e do País de Gales, o que está em discussão é a descriminalização do suicídio assistido. Isso significa que as pessoas que passarem pelos critérios determinados pelo governo, no caso de aprovação da lei, terão que administrar em si mesmas a substância letal fornecida por um profissional médico.

Propostas sobre morte assistida também estão em discussão na Escócia e na Ilha de Man, territórios britânicos com diferentes graus de independência.

Em outros países, como a Holanda e a Bélgica, há também a possibilidade de eutanásia. Nessa forma da morte assistida, o próprio profissional de saúde pode administrar o medicamento letal.

Ambas as práticas são criminalizadas no Brasil. Na América Latina, apenas a Colômbia permite a morte assistida, tanto por eutanásia quanto por suicídio assistido.

Atualmente, no Reino Unido, o suicídio assistido é regulado por uma lei de 1961 que prevê até 14 anos de prisão para quem auxiliar na morte voluntária de outrem. Já a eutanásia pode ser classificada como homicídio culposo ou doloso, e a pena máxima chega à prisão perpétua.

A proibição não significa que não haja cidadãos britânicos buscando morrer com ajuda. Segundo a ONG Dignity in Dying (dignidade na morte, em inglês), que faz campanha pela legalização da morte assistida, um cidadão do país viaja para a Suíça a cada oito dias para morrer na clínica Dignitas.

Em fevereiro de 2023, a inglesa Alison foi uma dessas pessoas. Ela fez a viagem a Zurique e pagou 15 mil libras (R$ 110 mil, aproximadamente), depois de descobrir uma doença neurológica degenerativa no ano anterior.

À rede britânica BBC, Dave, o marido de Alison, contou que a família se sentiu pressionada e estressada com medo de ser processada. “Nós não podíamos contar nem para o amigo mais próximo quais eram os planos”, diz ele. Dave afirma que Alison tomou a decisão porque “não queria se perder”, e defende a mudança na lei.

O caso dela, no entanto, não seria legalizado pela proposta diante dos parlamentares nesta sexta. A Lei dos Adultos com Doenças Terminais dispõe que pessoas com mais de 18 anos e “faculdades mentais preservadas” que tenham prognóstico de vida de seis meses ou menos, possam escolher o suicídio assistido.

Para isso, precisariam ser avaliadas duas vezes por médicos e exibir também duas vezes o desejo de terminar com a própria vida. A permissão seria dada então pelo judiciário.

O primeiro-ministro britânico Keir Starmer é considerado defensor da mudança na lei. Quando foi chefe do Ministério Público, em 2009, ele decidiu não processar um médico acusado de ajudar um homem a viajar para a Suíça para suicídio assistido. Além disso, votou a favor de um projeto de lei que visava descriminalizar a prática em 2015, mas foi derrotado.

Embora pesquisas mostrem que a maior parte dos britânicos apoie a legalização, o resultado do voto não está garantido. Starmer afirmou que o governo não determinará posição, dando aos parlamentares da base liberdade para decidirem, e membros do alto escalão já afirmaram que serão contra a proposta.

O mais relevante deles é Wes Streeting, secretário da Saúde (posição equivalente à de ministro). Embora tenha votado pela mudança da lei em 2015, o parlamentar trabalhista diz ter revisto a posição.

Streeting se alinha a críticos da proposta, como a ONG Care Not Killing (cuidado, não morte), que afirmam que a liberalização da lei de morte assistida poderia impulsionar coerção e levar pessoas doentes, vulneráveis e com deficiência a optarem pelo suicídio assistido contra sua vontade.

Entre os conservadores, o tema também divide opiniões. Três ex-primeiros-ministros declararam ser contra a mudança: Theresa May, Boris Johnson e Liz Truss. Já a posição de Rishi Sunak, derrotado em julho por Starmer, e da atual líder dos Tories, Kemi Badenoch, é incerta.

Levantamento realizado pelo site Inews neste mês mostrou que a posição de 291 parlamentares ainda não é sabida. Entre os que declararam voto, há 207 favoráveis à lei e 141 contrários.

Caso vença o voto pela descriminalização, a proposta segue para análise de comissões e passa ainda por mais uma deliberação de plenário antes de seguir para a Casa dos Lordes, uma espécie de Senado. Se for derrotada na sexta-feira, é arquivada permanentemente.

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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